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Sabesp distribui água imprópria ao Santa Cruz


Vanessa Selicani
Especial para o Diário

31/05/2007 | 07:01


A água distribuída pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) aos moradores do bairro Santa Cruz, em São Bernardo, possui coliformes fecais e concentrações altas de ferro e manganês. A constatação é da Vigilância Sanitária que, no início do mês, realizou testes na água que comprovaram a presença de coliformes. “A Sabesp precisa tomar medidas imediatas para solucionar o problema”, afirmou o assistente de direção da Vigilância da cidade, Roberto de Oliveira.

A água chega amarela e com cheiro de fezes às torneiras das residências. Os moradores dizem que o problema ocorre desde o início do mês.

A reportagem conversou com seis moradores do bairro que tiveram todos os membros da família contaminados com supostas viroses, apresentando sintomas de diarréia, enjôo e dores abdominais, além de problemas de pele. “Quando ligo o chuveiro na água quente, o cheiro de fezes é horrível. Quando lavo a louça, os pratos ficam com cheiro de fossa”, reclamou a dona de casa Edinalva Gomes, 35 anos.

A empregada doméstica Edite Cardoso, 44 anos, cozinha com a água. “Meu arroz parece que tem tempero por causa da cor.” As toalhas de sua casa também ficam amareladas.

O assistente de direção da Vigilância Sanitária explicou que a cor e o cheiro são conseqüências das reações químicas sofridas pelo ferro e pelo manganês quando é adicionado cloro à água. O professor de microbiologia e saneamento da Universidade São Camilo, Paulo Rodrigues, não teve acesso às análises, mas afirmou que a presença de coliformes é indicação de que a água teve contato com fezes. “O ferro e manganês só influenciam no aspecto da água. Os coliformes fecais não podem existir porque causam doenças.”

A Sabesp foi notificada pela vigilância e novos testes serão feitos para se analisar a qualidade da água. A empresa afirmou que as concentrações dos minérios são antigas, vinda dos poços que abastecem o bairro e que o problema será resolvido apenas no segundo semestre do ano, com a construção de uma estação de tratamento. Quanto à presença de coliformes, foram realizados testes quarta-feira para se localizar possíveis vazamentos na rede. Uma das hipóteses é de que a água das fossas se misture com a distribuída quando o abastecimento do bairro é interrompido. Os resultados dos testes sairão nesta quinta-feira à tarde. (Supervisão de Cláudia Fernandes)



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Sabesp distribui água imprópria ao Santa Cruz

Vanessa Selicani
Especial para o Diário

31/05/2007 | 07:01


A água distribuída pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) aos moradores do bairro Santa Cruz, em São Bernardo, possui coliformes fecais e concentrações altas de ferro e manganês. A constatação é da Vigilância Sanitária que, no início do mês, realizou testes na água que comprovaram a presença de coliformes. “A Sabesp precisa tomar medidas imediatas para solucionar o problema”, afirmou o assistente de direção da Vigilância da cidade, Roberto de Oliveira.

A água chega amarela e com cheiro de fezes às torneiras das residências. Os moradores dizem que o problema ocorre desde o início do mês.

A reportagem conversou com seis moradores do bairro que tiveram todos os membros da família contaminados com supostas viroses, apresentando sintomas de diarréia, enjôo e dores abdominais, além de problemas de pele. “Quando ligo o chuveiro na água quente, o cheiro de fezes é horrível. Quando lavo a louça, os pratos ficam com cheiro de fossa”, reclamou a dona de casa Edinalva Gomes, 35 anos.

A empregada doméstica Edite Cardoso, 44 anos, cozinha com a água. “Meu arroz parece que tem tempero por causa da cor.” As toalhas de sua casa também ficam amareladas.

O assistente de direção da Vigilância Sanitária explicou que a cor e o cheiro são conseqüências das reações químicas sofridas pelo ferro e pelo manganês quando é adicionado cloro à água. O professor de microbiologia e saneamento da Universidade São Camilo, Paulo Rodrigues, não teve acesso às análises, mas afirmou que a presença de coliformes é indicação de que a água teve contato com fezes. “O ferro e manganês só influenciam no aspecto da água. Os coliformes fecais não podem existir porque causam doenças.”

A Sabesp foi notificada pela vigilância e novos testes serão feitos para se analisar a qualidade da água. A empresa afirmou que as concentrações dos minérios são antigas, vinda dos poços que abastecem o bairro e que o problema será resolvido apenas no segundo semestre do ano, com a construção de uma estação de tratamento. Quanto à presença de coliformes, foram realizados testes quarta-feira para se localizar possíveis vazamentos na rede. Uma das hipóteses é de que a água das fossas se misture com a distribuída quando o abastecimento do bairro é interrompido. Os resultados dos testes sairão nesta quinta-feira à tarde. (Supervisão de Cláudia Fernandes)

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