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Refém de criminosos pede ajuda a Deus


Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

08/08/2006 | 07:39


“Só estando aqui para entender”, disse um dos funcionários da Viação Princesinha, em Mauá. Ele e seus colegas ficaram 10 minutos reféns dos criminosos do PCC, enquanto 10 ônibus eram incendiados na garagem. Ele disse que os 15 funcionários ficaram deitados amontoados o tempo todo, na guarita de entrada da garagem.

O funcionário disse que quando chegou no trabalho os homens já estavam lá e não percebeu o que estava acontecendo. Assim que chegou foi rendido. “Quando entrei na sala, tinha gente em tudo quanto é canto. Tinha um cara, nem percebi quem, que ficava cochichando ‘ajuda a gente, Senhor, ajuda a gente’. E tinha outro amigo nosso que estava de quatro ao invés de estar deitado.” Ele disse para o amigo deitar, que essa posição poderia irritar os invasores, mas o amigo disse que tinha uma prótese na perna, e que só poderia deitar se a tirasse, mas que os criminosos já estavam avisados.

Um dos criminosos apareceu na sala e disse pausadamente para que mantivessem a calma, que o alvo não eram os funcionários e, sim, o governo do Estado. A fala aliviou o funcionário. Mas a calma durou pouco. Poucos minutos depois entrou um outro membro da facção. Alterado, gritou: “Vocês vão tudo morrer!”, e atirou para o alto.

Os funcionários só perceberam que podiam sair quando viram a luz provocada pelas chamas dos ônibus – já não havia muito a ser feito para evitar os prejuízos.                                   


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Refém de criminosos pede ajuda a Deus

Bruno Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

08/08/2006 | 07:39


“Só estando aqui para entender”, disse um dos funcionários da Viação Princesinha, em Mauá. Ele e seus colegas ficaram 10 minutos reféns dos criminosos do PCC, enquanto 10 ônibus eram incendiados na garagem. Ele disse que os 15 funcionários ficaram deitados amontoados o tempo todo, na guarita de entrada da garagem.

O funcionário disse que quando chegou no trabalho os homens já estavam lá e não percebeu o que estava acontecendo. Assim que chegou foi rendido. “Quando entrei na sala, tinha gente em tudo quanto é canto. Tinha um cara, nem percebi quem, que ficava cochichando ‘ajuda a gente, Senhor, ajuda a gente’. E tinha outro amigo nosso que estava de quatro ao invés de estar deitado.” Ele disse para o amigo deitar, que essa posição poderia irritar os invasores, mas o amigo disse que tinha uma prótese na perna, e que só poderia deitar se a tirasse, mas que os criminosos já estavam avisados.

Um dos criminosos apareceu na sala e disse pausadamente para que mantivessem a calma, que o alvo não eram os funcionários e, sim, o governo do Estado. A fala aliviou o funcionário. Mas a calma durou pouco. Poucos minutos depois entrou um outro membro da facção. Alterado, gritou: “Vocês vão tudo morrer!”, e atirou para o alto.

Os funcionários só perceberam que podiam sair quando viram a luz provocada pelas chamas dos ônibus – já não havia muito a ser feito para evitar os prejuízos.                                   

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