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Jingles de campanhas


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/08/2006 | 17:51


Não há quem assista a um horário político sem sair cantarolando um jingle de candidato. E esse é o objetivo da equipe de criação que em todo pleito formula uma nova canção. Embora os jingles antigos sejam lembrados até hoje, mesmo pelos mais jovens, sempre aparece um novo ritmo que “agita”. E é neste e em outros fatores que o político se apóia na busca de vencer eleição.

Para o marqueteiro Toni Cotrin, que nesta eleição está trabalhando na campanha do PMDB, o jingle é usado como forma de divulgar o perfil do candidato. “O jingle tem a função de memorizar a mensagem de uma forma menos racional e mais emocional”, explica.

Segundo o compositor dos jingles do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e do governável José Serra (PSDB), João Andrade Neto, para fazer um jingle, ele recebe um resumo da equipe de marketing. “E aí se parte para criação da letra e da melodia”, explica. Esta é a primeira vez que ele trabalha para os tucanos. “Mas eles têm uma equipe muito boa”, diz.

História – O também marqueteiro Carlos Manhanelli afirma que os jingles surgiram na política no início do século passado. “Um dos mais memoráveis é o de Vargas, que marca o retorno dele aos braços do povo, em 1950”. Manhanelli também cita o de Jânio Quadros, de 1960, e de Lula, de 1989. “O não esquecimento mostra o quanto ter um jingle forte, que comunique o que você quer passar, é importante”, diz. Para ele, a música influi na hora do voto. “O jingle bem feito, um jingle que comunica, que pega na veia, ele vai ajudar a pessoa na hora do voto a lembrar do candidato.”

Como não podia faltar, o compositor do clássico jingle de José Maria Eymael (PSDC), José Raimundo de Castro, explica sua inspiração. Segundo ele, como o nome do candidato era de difícil memorização, o diretório temia a não aceitação do eleitorado em 1985, quando se candidatou a prefeito de São Paulo. “Então eu disse que daria um jeito e o próprio nome dele ajudou nisso.”

Já Hilton Acioly é compositor do clássico Lula-lá, tema da campanha presidencial de 1989. Ele conta que recebeu do amigo Paulo de Tarso, que participava da coordenação petista, a incumbência de fazer uma canção essencialmente com a frase ‘Lula-lá’. “A partir daí fiz um samba com a letra conhecida até hoje”, conta.

O compositor – que trabalhou até a campanha de 1998 para o Lula – afirma que a idéia era mostrar a alma de Lula e difundí-la nacionalmente. “Pouca gente sabia dele, mas o projetamos como personagem nacional”, finaliza.


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Jingles de campanhas

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/08/2006 | 17:51


Não há quem assista a um horário político sem sair cantarolando um jingle de candidato. E esse é o objetivo da equipe de criação que em todo pleito formula uma nova canção. Embora os jingles antigos sejam lembrados até hoje, mesmo pelos mais jovens, sempre aparece um novo ritmo que “agita”. E é neste e em outros fatores que o político se apóia na busca de vencer eleição.

Para o marqueteiro Toni Cotrin, que nesta eleição está trabalhando na campanha do PMDB, o jingle é usado como forma de divulgar o perfil do candidato. “O jingle tem a função de memorizar a mensagem de uma forma menos racional e mais emocional”, explica.

Segundo o compositor dos jingles do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e do governável José Serra (PSDB), João Andrade Neto, para fazer um jingle, ele recebe um resumo da equipe de marketing. “E aí se parte para criação da letra e da melodia”, explica. Esta é a primeira vez que ele trabalha para os tucanos. “Mas eles têm uma equipe muito boa”, diz.

História – O também marqueteiro Carlos Manhanelli afirma que os jingles surgiram na política no início do século passado. “Um dos mais memoráveis é o de Vargas, que marca o retorno dele aos braços do povo, em 1950”. Manhanelli também cita o de Jânio Quadros, de 1960, e de Lula, de 1989. “O não esquecimento mostra o quanto ter um jingle forte, que comunique o que você quer passar, é importante”, diz. Para ele, a música influi na hora do voto. “O jingle bem feito, um jingle que comunica, que pega na veia, ele vai ajudar a pessoa na hora do voto a lembrar do candidato.”

Como não podia faltar, o compositor do clássico jingle de José Maria Eymael (PSDC), José Raimundo de Castro, explica sua inspiração. Segundo ele, como o nome do candidato era de difícil memorização, o diretório temia a não aceitação do eleitorado em 1985, quando se candidatou a prefeito de São Paulo. “Então eu disse que daria um jeito e o próprio nome dele ajudou nisso.”

Já Hilton Acioly é compositor do clássico Lula-lá, tema da campanha presidencial de 1989. Ele conta que recebeu do amigo Paulo de Tarso, que participava da coordenação petista, a incumbência de fazer uma canção essencialmente com a frase ‘Lula-lá’. “A partir daí fiz um samba com a letra conhecida até hoje”, conta.

O compositor – que trabalhou até a campanha de 1998 para o Lula – afirma que a idéia era mostrar a alma de Lula e difundí-la nacionalmente. “Pouca gente sabia dele, mas o projetamos como personagem nacional”, finaliza.

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