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Atraso em obra preocupa moradores

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Canalização e pavimentação da Linha Camargo, em São Bernardo, estão paralisadas; alagamentos, lixo acumulado e insegurança são problemas citados


Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

28/01/2017 | 07:00


Iniciada em junho de 2012, a obra de canalização e pavimentação do córrego da Linha Camargo, em São Bernardo, tinha como objetivo resolver problemas de saneamento e oferecer alternativa no trânsito que liga o Jardim Independência à Estrada dos Alvarenga. Mais de quatro anos depois, os transtornos enfrentados pela comunidade pioraram, conforme moradores. Originalmente, os trabalhos tinham prazo de finalização de 18 meses.

“Antes, precisava chover umas três, quatro horas para alagar a rua. Hoje, enche em 40 minutos”, disse a dona de casa Weida Martins, 52 anos. Ainda em relação aos problemas com alagamentos, José Augusto Barbosa, 53, zelador de condomínio nas proximidades, revelou que a cada temporal o prédio é invadido pelo esgoto. “A toda hora sofremos com ratos.”

Ao longo da área que seria beneficiada pela obra, várias dificuldades podem ser observadas. No Alves Dias, onde trecho de 500 metros do rio já foi canalizado, alagamentos e pragas estão entre as principais reclamações dos moradores. “Faz mais de 20 anos que prometem que vão ligar aqui (Avenida dos Flamingos) com a Estrada dos Alvarenga”, declarou a professora aposentada Dirce de Carvalho, 73, que mora há 33 anos no bairro. O descarte de lixo irregular no local também é citado pela comunidade como transtorno rotineiro.

No trecho final da obra, no bairro Assunção, o cenário também é ruim. A margem do córrego está tomada pelo mato alto, o que, conforme os moradores, propicia o esconderijo de possíveis assaltantes, No local, constam placas com informações sobre a obra – com o prazo riscado.

O córrego percorre trecho de quase dois quilômetros, com início no encontro da Avenida dos Flamingos com a Avenida José Odorizzi, e término na Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, próximo à FEI (Fundação Educacional Inaciana). Além da canalização, a via seria pavimentada e duplicada ao longo da Avenida Osvaldo Fregonezi e em trecho entre a Castelo Branco e a Praça Giovanni Breda.

O prazo inicial de 12 meses passou longe de ser cumprido – em 2015, apenas 28% da obra estava concluída, com cerca de 570 metros canalizados e pavimentados. Na época, o atraso aconteceu devido a problemas nas desapropriações e na canalização. O novo cronograma de entrega previa junho de 2016 como data para o término da melhoria, o que também não foi cumprido.

O projeto foi um dos escolhidos para receber R$ 26 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2009. No entanto, no início do ano estava entre as obras que tiveram o recurso federal cortado. O investimento total é de mais de R$ 64 milhões, mas até o momento, cerca de R$ 25 milhões foram gastos,

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo não deu previsão da retomada da obra, que está parada até que seja feita a readequação de metas junto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades. Até o fechamento desta edição, o governo federal não se manifestou.

 



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Atraso em obra preocupa moradores

Canalização e pavimentação da Linha Camargo, em São Bernardo, estão paralisadas; alagamentos, lixo acumulado e insegurança são problemas citados

Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

28/01/2017 | 07:00


Iniciada em junho de 2012, a obra de canalização e pavimentação do córrego da Linha Camargo, em São Bernardo, tinha como objetivo resolver problemas de saneamento e oferecer alternativa no trânsito que liga o Jardim Independência à Estrada dos Alvarenga. Mais de quatro anos depois, os transtornos enfrentados pela comunidade pioraram, conforme moradores. Originalmente, os trabalhos tinham prazo de finalização de 18 meses.

“Antes, precisava chover umas três, quatro horas para alagar a rua. Hoje, enche em 40 minutos”, disse a dona de casa Weida Martins, 52 anos. Ainda em relação aos problemas com alagamentos, José Augusto Barbosa, 53, zelador de condomínio nas proximidades, revelou que a cada temporal o prédio é invadido pelo esgoto. “A toda hora sofremos com ratos.”

Ao longo da área que seria beneficiada pela obra, várias dificuldades podem ser observadas. No Alves Dias, onde trecho de 500 metros do rio já foi canalizado, alagamentos e pragas estão entre as principais reclamações dos moradores. “Faz mais de 20 anos que prometem que vão ligar aqui (Avenida dos Flamingos) com a Estrada dos Alvarenga”, declarou a professora aposentada Dirce de Carvalho, 73, que mora há 33 anos no bairro. O descarte de lixo irregular no local também é citado pela comunidade como transtorno rotineiro.

No trecho final da obra, no bairro Assunção, o cenário também é ruim. A margem do córrego está tomada pelo mato alto, o que, conforme os moradores, propicia o esconderijo de possíveis assaltantes, No local, constam placas com informações sobre a obra – com o prazo riscado.

O córrego percorre trecho de quase dois quilômetros, com início no encontro da Avenida dos Flamingos com a Avenida José Odorizzi, e término na Avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, próximo à FEI (Fundação Educacional Inaciana). Além da canalização, a via seria pavimentada e duplicada ao longo da Avenida Osvaldo Fregonezi e em trecho entre a Castelo Branco e a Praça Giovanni Breda.

O prazo inicial de 12 meses passou longe de ser cumprido – em 2015, apenas 28% da obra estava concluída, com cerca de 570 metros canalizados e pavimentados. Na época, o atraso aconteceu devido a problemas nas desapropriações e na canalização. O novo cronograma de entrega previa junho de 2016 como data para o término da melhoria, o que também não foi cumprido.

O projeto foi um dos escolhidos para receber R$ 26 milhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2009. No entanto, no início do ano estava entre as obras que tiveram o recurso federal cortado. O investimento total é de mais de R$ 64 milhões, mas até o momento, cerca de R$ 25 milhões foram gastos,

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo não deu previsão da retomada da obra, que está parada até que seja feita a readequação de metas junto à Caixa Econômica Federal e ao Ministério das Cidades. Até o fechamento desta edição, o governo federal não se manifestou.

 

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