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Venda de micro e
pequenas sobe 13,5%

Em janeiro, o faturamento das MPEs foi R$ 170 milhões
maior, na comparação com o mesmo mês do ano passado


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

13/03/2012 | 07:00


As vendas das micro e pequenas empresas do Grande ABC em janeiro foram 13,5% maiores do que as efetuadas no mesmo mês em 2011, o que significa R$ 170 milhões a mais. O desempenho foi superior à média do Estado, em que o faturamento cresceu 8,8% em 12 meses, ou seja, arrecadou mais R$ 2,3 bilhões.

O cenário econômico está, de fato, mais favorável às MPEs, principalmente por conta de o consumo e a demanda por serviços estarem em alta. "O crescimento da economia no mercado interno tem favorecido as vendas", aponta o consultor do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves.

Dois segmentos tiveram desempenhos positivos em janeiro, com alta de 11,5% no faturamento de serviços e de 11,2% no do comércio. Os dados setoriais levantados pelo Sebrae-SP se referem apenas à média estadual, não havendo recorte regional.

O resultado só não foi melhor porque a indústria ainda não se recuperou. O segmento registrou recuo de 3,2% frente a janeiro de 2011. "Ainda será necessário mais um semestre para reverter o mau resultado do setor", avalia o consultor.

A indústria sofre muito com a concorrência dos importados, que chegam ao País com preços bem menores do que os praticados no mercado nacional, o que reduz o número de encomendas aos fabricantes e, consequentemente, diminui seu faturamento. Um dos fatores que contribuem ao cenário é o câmbio. O dólar ainda está abaixo dos desejáveis R$ 2, na casa de R$ 1,80, o que facilita a entrada de itens de fora e dificulta a venda de produtos nacionais no Exterior, já que os nossos preços ficam mais caros por lá.

O que também favoreceu o expressivo crescimento das vendas das MPEs na região foi o resultado de janeiro de 2011. "Na comparação com janeiro de 2010, o faturamento dessas empresas foi 8,5% inferior. A base deprimida, portanto, ajudou no resultado", diz. Em relação a dezembro, as MPEs do Grande ABC tiveram queda de 10% no faturamento, com perdas de R$ 158 milhões. Na média do Estado, o recuo foi ainda mais forte, de 12,6%. A diminuição já é esperada nessa comparação, já que as vendas de Natal costumam beneficiar as micro e pequenas empresas no período. "Além disso, janeiro concentra férias coletivas, particularmente na indústria, o que tende a reduzir as vendas no período."

Para Gonçalves, considerando que a economia brasileira tende a apresentar crescimento maior neste ano do que em 2011, e com os juros em tendência de queda, 2012 deverá ser um bom ano aos pequenos negócios.

A queda da Selic, no entanto, hoje em 9,75% ao ano (que em agosto era 12,5% ao ano), deverá impactar o crédito apenas no segundo semestre. Com isso, as pessoas vão poder comprar mais e, as empresas, investir para ampliar a produção.



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