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Poético mundo bizarro


Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

05/09/2011 | 07:00


Poucos diretores são tão famosos quanto seus filmes como Tim Burton. Reconhecido pelo estilo considerado bizarro diante do conceito de ‘normal', o cineasta norte-americano sempre se destacou por apresentar em suas produções um estilo caracterizado pela plasticidade e ousadia de cenários, figurinos e na fotografia.

Apesar das excentricidades do diretor e obra, não se pode negar sua influência na indústria cinematográfica.

A análise de criador e suas criaturas surgiu o livro O Estranho Mundo de Tim Burton (Leya Brasil, 352 páginas, R$ 44,90). As páginas do almanaque refletem o universo divertido e repleto de curiosidades de uma das mais descoladas figuras da história do cinema.

O autor Paul A. Woods reuniu de maneira cronológica informações e análises dos principais curtas-metragens, animações e filmes da carreira, além do videoclipe Bones, da banda The Killers.

A ideia é contextualizar o clima e os conceitos em torno de cada projeto sempre aproveitando entrevistas com e sobre Burton. Detalhes sobre títulos como As Grande Aventuras de Pee-Wee (1985), Os Fantasmas Se Divertem (1988), Edward Mãos de Tesoura (1990), Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003) e Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) são revelados na obra.

Entre as percepções do cineasta, está o fato de saber que não agradaria a todos os fãs de Batman na bem-sucedida versão do super-herói que estourou em todo o mundo no fim da década de 1980. Aquela era "uma situação impossível de ganhar", chegou a dizer ele, que, convicto, escolheu o criticado Michael Keaton como protagonista. Outro momento mostra que Burton nunca quis fazer uma refilmagem do clássico O Planeta dos Macacos, de 1968. Seu objetivo sempre foi trazer a vibração da história para uma nova trama com os sentimentos dos anos 2000.

Um de seus maiores triunfos é Alice no País das Maravilhas (2010), que arrecadou mais de US$ 1 bilhão em bilheteria. O que poucos sabem é que o uso intenso do chroma key (aquela tela verde usada para criar cenários por efeitos especiais de computador) fazia a produção técnica passar mal. Burton e seus colegas tiveram de usar lentes especiais nos óculos especiais para atenuar os sintomas.

O Estranho Mundo de Tim Burton peca apenas pela falta de imagens que acompanhem as informações. Se o visual impactante é uma das principais características do homenageado e seus trabalhos, é um crime haver tão poucas fotografias no almanaque.

A análise dos filmes faz com que o leitor conheça mais sobre o diretor como pessoa. O universo sombrio e gótico presente nos projetos que desenvolve reflete a infância sem amigos e a capacidade de interpretar de maneira única as pequenas coisas. "Você talvez o ache um cara estranho. Mas ele (Burton), na verdade, é apenas um adulto com cabeça de criança, ainda tímido, que adora expressar em seus filmes tudo o que se passar em sua mente criativa", explica o autor.



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Poético mundo bizarro

Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

05/09/2011 | 07:00


Poucos diretores são tão famosos quanto seus filmes como Tim Burton. Reconhecido pelo estilo considerado bizarro diante do conceito de ‘normal', o cineasta norte-americano sempre se destacou por apresentar em suas produções um estilo caracterizado pela plasticidade e ousadia de cenários, figurinos e na fotografia.

Apesar das excentricidades do diretor e obra, não se pode negar sua influência na indústria cinematográfica.

A análise de criador e suas criaturas surgiu o livro O Estranho Mundo de Tim Burton (Leya Brasil, 352 páginas, R$ 44,90). As páginas do almanaque refletem o universo divertido e repleto de curiosidades de uma das mais descoladas figuras da história do cinema.

O autor Paul A. Woods reuniu de maneira cronológica informações e análises dos principais curtas-metragens, animações e filmes da carreira, além do videoclipe Bones, da banda The Killers.

A ideia é contextualizar o clima e os conceitos em torno de cada projeto sempre aproveitando entrevistas com e sobre Burton. Detalhes sobre títulos como As Grande Aventuras de Pee-Wee (1985), Os Fantasmas Se Divertem (1988), Edward Mãos de Tesoura (1990), Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (2003) e Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) são revelados na obra.

Entre as percepções do cineasta, está o fato de saber que não agradaria a todos os fãs de Batman na bem-sucedida versão do super-herói que estourou em todo o mundo no fim da década de 1980. Aquela era "uma situação impossível de ganhar", chegou a dizer ele, que, convicto, escolheu o criticado Michael Keaton como protagonista. Outro momento mostra que Burton nunca quis fazer uma refilmagem do clássico O Planeta dos Macacos, de 1968. Seu objetivo sempre foi trazer a vibração da história para uma nova trama com os sentimentos dos anos 2000.

Um de seus maiores triunfos é Alice no País das Maravilhas (2010), que arrecadou mais de US$ 1 bilhão em bilheteria. O que poucos sabem é que o uso intenso do chroma key (aquela tela verde usada para criar cenários por efeitos especiais de computador) fazia a produção técnica passar mal. Burton e seus colegas tiveram de usar lentes especiais nos óculos especiais para atenuar os sintomas.

O Estranho Mundo de Tim Burton peca apenas pela falta de imagens que acompanhem as informações. Se o visual impactante é uma das principais características do homenageado e seus trabalhos, é um crime haver tão poucas fotografias no almanaque.

A análise dos filmes faz com que o leitor conheça mais sobre o diretor como pessoa. O universo sombrio e gótico presente nos projetos que desenvolve reflete a infância sem amigos e a capacidade de interpretar de maneira única as pequenas coisas. "Você talvez o ache um cara estranho. Mas ele (Burton), na verdade, é apenas um adulto com cabeça de criança, ainda tímido, que adora expressar em seus filmes tudo o que se passar em sua mente criativa", explica o autor.

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