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Sem Betão e Ozelito, PSB busca reestruturação


Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

17/09/2011 | 07:23


 

A expulsão dos vereadores Alberto Betão Pereira Justino e Irmão Ozelito do PSB não gerou prejuízo ao partido. A análise é do presidente municipal da sigla e secretário de Segurança Pública de Mauá, Carlos Tomaz. A dupla, conforme o antecipado pelo Diário em fevereiro, articulou para disputar a eleição de 2012 por outras legendas (PTdoB e PTB, respectivamente), e acabou recebendo cartão vermelho do diretório antes de formalizarem suas saídas por conta própria.

As perdas marcam o desfecho das desfiliações do PSB motivadas pela mudança de lado do partido desde o último processo eleitoral. Em 2008, a legenda concorreu ao Paço com Chiquinho do Zaíra, adversário histórico do prefeito Oswaldo Dias (PT), que venceu a disputa. A debandada foi iniciada em 2009, pelo próprio Chiquinho e seu grupo político, tão logo o diretório definiu por apoiar a administração petista.

A postura desagradou também Betão e Ozelito, que aguardaram até o último instante para começar a cavar as saídas, sob o receio de perderem os mandatos na Justiça por infidelidade partidária. O risco ainda existe (o Ministério Público e suplentes podem cobrar as cadeiras), e a dupla tentará provar juridicamente que quem mudou de lado foi o partido.

"As saídas deles não significam enfraquecimento. Não se adaptaram à diretriz e permaneceram ausentes das discussões. Não temos prejuízo", considera Tomaz, que no dia 25 será reeleito no comando do PSB municipal - encabeça chapa única.

Sobre o PSB ter trocado de lado, o mandatário defendeu que a posição foi determinada pela militância. "O partido não faz a vontade do presidente ou do vereador, mas sim dos filiados", disse, ao mostrar descontentamento com a ausência dos parlamentares. "Vereador não é só mandato. Tem de ajudar a construir o partido."

Repetir a conquista das quatro cadeiras na Câmara na eleição do ano que vem será tarefa árdua para o PSB. Além dos vereadores, 11 dos 12 suplentes mais bem votados da sigla deixaram a legenda.

O presidente admite que repetir o feito, mesmo com o aumento do número de vereadores (de 17 para 23), é improvável. "O que aconteceu em 2008 foi um fator diferente. Tínhamos projeto trabalhado durante nove anos para disputar a Prefeitura com chances de vitória. Agora é diferente, estamos reiniciando lá de baixo."



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Sem Betão e Ozelito, PSB busca reestruturação

Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

17/09/2011 | 07:23


 

A expulsão dos vereadores Alberto Betão Pereira Justino e Irmão Ozelito do PSB não gerou prejuízo ao partido. A análise é do presidente municipal da sigla e secretário de Segurança Pública de Mauá, Carlos Tomaz. A dupla, conforme o antecipado pelo Diário em fevereiro, articulou para disputar a eleição de 2012 por outras legendas (PTdoB e PTB, respectivamente), e acabou recebendo cartão vermelho do diretório antes de formalizarem suas saídas por conta própria.

As perdas marcam o desfecho das desfiliações do PSB motivadas pela mudança de lado do partido desde o último processo eleitoral. Em 2008, a legenda concorreu ao Paço com Chiquinho do Zaíra, adversário histórico do prefeito Oswaldo Dias (PT), que venceu a disputa. A debandada foi iniciada em 2009, pelo próprio Chiquinho e seu grupo político, tão logo o diretório definiu por apoiar a administração petista.

A postura desagradou também Betão e Ozelito, que aguardaram até o último instante para começar a cavar as saídas, sob o receio de perderem os mandatos na Justiça por infidelidade partidária. O risco ainda existe (o Ministério Público e suplentes podem cobrar as cadeiras), e a dupla tentará provar juridicamente que quem mudou de lado foi o partido.

"As saídas deles não significam enfraquecimento. Não se adaptaram à diretriz e permaneceram ausentes das discussões. Não temos prejuízo", considera Tomaz, que no dia 25 será reeleito no comando do PSB municipal - encabeça chapa única.

Sobre o PSB ter trocado de lado, o mandatário defendeu que a posição foi determinada pela militância. "O partido não faz a vontade do presidente ou do vereador, mas sim dos filiados", disse, ao mostrar descontentamento com a ausência dos parlamentares. "Vereador não é só mandato. Tem de ajudar a construir o partido."

Repetir a conquista das quatro cadeiras na Câmara na eleição do ano que vem será tarefa árdua para o PSB. Além dos vereadores, 11 dos 12 suplentes mais bem votados da sigla deixaram a legenda.

O presidente admite que repetir o feito, mesmo com o aumento do número de vereadores (de 17 para 23), é improvável. "O que aconteceu em 2008 foi um fator diferente. Tínhamos projeto trabalhado durante nove anos para disputar a Prefeitura com chances de vitória. Agora é diferente, estamos reiniciando lá de baixo."

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