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Usuário de ônibus
enfrenta caos em Mauá


Deborah Moreira
Do Diario do Grande ABC

10/11/2010 | 07:00


Catorze dias após a Prefeitura de Mauá ter anunciado a troca do bilhete eletrônico, o usuário do sistema público de transporte da cidade ainda sofre com falta de informação, muita espera e confusão. A solução para tornar o serviço ágil está longe de acontecer.

Ontem, durante seis horas em que o Diário permaneceu no Terminal Central, onde está sendo realizada a troca dos bilhetes, centenas de pessoas enfrentaram filas de até três horas. Outras, desistiam ao ver o tamanho da espera. No entanto, nenhum dos entrevistados que conseguiram realizar a troca obteve o bilhete eletrônico DaHora. Somente passes de papel. O que contraria a determinação da licitação pública, vencida pela Leblon Transporte de Passageiros.

"Só precisava de uma informação, mas o funcionário disse que teria de pegar fila para obtê-la", lamentou a doméstica Sônia Sandes, 47 anos, moradora do Zaíra 3. As dúvidas dela eram se poderia efetuar a trocar do bilhete para o filho, que trabalha o dia inteiro e não tem tempo, e até quando poderá fazer a troca (confira no quadro abaixo).

Aprofessora Ednéia Batista Viana, 41, chegou ao terminal às 7h e enfrentou três horas de fila para trocar seus créditos do cartão eletrônico de estudante (meia-passagem), por ser da rede de Educação, pelo passe de papel. Foi ao trabalho, no Jardim Canadá e, quando pegou na volta a linha Jardim Hélida, da Viação Cidade de Mauá, descobriu que seus passes não valiam para a empresa. Acabou pagando a passagem novamente e no valor integral. Insatisfeita, ao desembarcar no terminal por volta das 16h30, foi procurar saber o que estava ocorrendo.

"Cada um fala uma coisa. Minha carteira de estudante foi retida e recebi esses papéis que não me servem. E agora? Eu que vou ter que encarar a empresa antiga e bater o pé para eles aceitarem?", questionou a professora que mora em Santo André e pega dois ônibus e trem para chegar ao local de trabalho.

A estudante Fernanda Benevento, 16 anos, chegou a passar mal depois de aguardar na fila por uma hora embaixo do sol quente. Ela foi da escola, de onde saiu por volta das 12h20, direto ao balcão localizado no exterior do terminal, com dois guichês em funcionamento. Sem comer, acabou sentido vertigem e precisou ser socorrida por quem estava na fila. Depois, funcionários do terminal organizaram as pessoas em fila, dentro da sala de atendimento. "Lá fora está sol e aqui dentro muito abafado", observou Fernanda, que foi atendida preferencialmente depois do ocorrido.

Viação Cidade de Mauá aceitará passe de papel

Mesmo entendendo que a adoção dos vales-transportes de papel contraria o edital público, a Viação Cidade de Mauá afirmou ontem, em nota, que cumprirá determinação da Prefeitura e vai aceitar os passes em seus ônibus a partir de hoje.

A empresa afirmou que só tomou conhecimento oficial da existência dos novos passes, à moda antiga, no fim da tarde de ontem e que por isso não teve tempo hábil para instruir todos os operadores.

Diversos usuários criticaram a adoção do vale-transporte em papel. Uma delas foi a professora Cláudia Bezerra Santos, 39 anos, moradora do Jardim Araci. "Em Mauá estamos voltando no tempo, ao contrário do que ocorre em outros municípios", declarou ela.

Segundo nota da Prefeitura, a adoção do vale transporte de papel foi instituída para as duas empresas que operam atualmente na cidade, a partir de decreto municipal (nº7.488). Com base nisso, Viação Cidade de Mauá foi notificada pela administração pública, ontem, a aceitar determinação durante período de transição do sistema de transporte, previsto para ocorrer até 31 de janeiro de 2011.

A Prefeitura vem anunciando a troca do sistema de bilhete eletrônico nas últimas semanas, admitindo o uso do passe de papel.

Caso haja aumento na demanda de usuários em busca da troca, a promessa é de aumentar o número de funcionários. Ontem, somente três atendiam nos guichês. A PK9 que, segundo a Prefeitura, foi contratada em regime emergencial por seis meses para fazer adequação do sistema de bilhetagem e venda dos mesmos, não foi localizada. O município explicou que pagará R$ 337 mil mensais à empresa, e que o valor será descontado da receita das duas viações em operação na cidade.

No fim da tarde, quando dezenas ainda aguardavam nas filas (dentro e fora do terminal), o sistema informatizado caiu. Foram distribuídas senhas que valem para atendimento hoje, das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e aos sábados, das 8h às 12h. A Leblon Transporte de Passageiros foi dada como vencedora, segundo última determinação da Justiça. O imbróglio jurídico na licitação pública ocorre desde 2008.



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