Economia

Consórcio e USCS vão realizar seminário sobre setor aeronáutico


O Grande ABC irá sediar seminário sobre o desenvolvimento do setor aeronáutico e a possibilidade da construção de aeroporto na segunda quinzena de outubro. O objetivo é discutir a viabilidade do equipamento na região, a real demanda por ele e a necessidade de se apostar em novo segmento para ajudar a reerguer a economia das sete cidades.

Após se reunirem na tarde de ontem, o secretário executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Edgard Brandão, e o gestor do curso de ciências aeronáuticas da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Volney Gouveia, autor de iniciativa proposta pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS), declararam que vão organizar evento que, possivelmente, será realizado na USCS.

“A ideia é iniciar debate em torno deste assunto ao levar ao palco sindicatos, associações comerciais, universidades, secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e especialistas do setor aeronáutico, além da Saab, que já possui operação em São Bernardo”, contou Brandão, que já foi superintendente da regional Sudeste da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).

Para Gouveia, a reunião foi satisfatória porque houve alinhamento de necessidades e convergência de compreensões principalmente quanto ao fato de que os impactos da construção de um aeroporto e o desenvolvimento de cadeia do setor são positivos. “Um empreendimento do tipo tem caráter desenvolvimentista e gerador de emprego. Queremos colocar o Grande ABC no circuito aeronáutico nacional, como uma alternativa de transporte de pessoas e de cargas.”

O seminário, segundo ele, vai discutir novo caminho de desenvolvimento local. “A demanda existe. O setor apresenta perspectiva de crescimento da procura de passageiros. Hoje, por ano, são 92 milhões de passageiros domésticos e 12 milhões internacionais, somando 104 milhões. Até 2034, a perspectiva é a de dobrar esse tráfego. Hoje, mais voos só não são realizados porque a capacidade já foi atingida, mesmo com o País saindo da recessão. Imagine quando a economia se recuperar”, assinalou.

Brandão pontuou que a intenção é, passado o evento, na próxima reunião mensal dos prefeitos no Consórcio, realizada no início de novembro, colocar em pauta o assunto, já com maiores informações sobre ele. “Vamos apresentar aos prefeitos algo mais consistente, passado o seminário, e então formular proposta de potenciais investidores e levar o assunto também ao governo do Estado.”

Para ele, assim como para Gouveia, São Bernardo é a cidade da região que reúne melhores condições de receber o empreendimento. A própria Prefeitura, procurada pelo Diário, admitiu “que tem todo o interesse em pautar o projeto do aeroporto, mas que até o momento o assunto não foi colocado junto à atual administração municipal”.

Conforme estudo do Conjuscs, elaborado por Gouveia, o custo de construção do aeroporto é estimado em R$ 649 milhões. Em contrapartida, a iniciativa pode injetar na economia local R$ 1,8 bilhão por ano, a partir do reflexo em cadeia tanto para erguer o equipamento como para mantê-lo e operá-lo, uma vez que seria estimulada demanda extra para empresas já situadas na região dos setores petroquímico, químico, plástico, metalmecânico e de serviços.

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