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‘Cidade Limpa’ faz propaganda migrar


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

12/11/2007 | 07:28


Compre, leve, ganhe, aproveite, faça, invista. Ao redor da Avenida Lions, em São Bernardo, é assim, tudo no imperativo.

O endereço na Vila Mussolini tem se transformado em um verdadeiro portal de mídia exterior.

E a tendência é que, não só a Lions, mas outros endereços da região, se tornem cada vez mais poluídos visualmente.

O fenômeno tem explicação e se deve em parte à Lei 14.223, conhecida por Lei Cidade Limpa, que há pouco mais de um ano passou a vigorar na Capital.

“Como não existe mais mídia externa em São Paulo, as agências migraram a verba para aí (Grande ABC) e cidades da Região Metropolitana”, disse o presidente do Sepex (Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Estado de São Paulo), Luis Fernando Rodovalho. “Os anunciantes da Capital passaram a procurar mais as empresas de publicidade da região”, explicou.

A lei paulistana proíbe a veiculação de grande parte da publicidade exterior, como é o caso dos outdoors. Com isso, um sem número de placas, tótens e afins têm mudado cada vez mais a paisagem de vias de acesso na região.

Ainda não há levantamento que aponte a quantidade de publicidade a mais no Grande ABC.

“É claro que desde que eu moro aqui tudo mudou muito, mas a gente repara que de uns meses para cá tem muito mais cartazes e outdoors”, disse a dona de casa Cleonice Pires, 58 anos que vive há 13 anos na Avenida Lions.

De acordo com a Prefeitura de São Bernardo, não há como saber o número exato de painéis publicitários instalados de forma irregular na cidade, pois o banco de autuações é unificado com o das obras irregulares.

A publicidade regular obedece a algumas regras, mas São Bernardo não tem qualquer lei que regulamente a exposição de painéis nos moldes da Lei Cidade Limpa.

Diadema também não prevê aderir a regras semelhantes às da Capital. Entretanto, os moradores se dizem menos incomodados com a exposição de outdoors.

A reportagem percorreu dois pontos estratégicos em Diadema, a Rodovia dos Imigrante, na divisa com a Capital, e o bairro Piraporinha, que nem de longe chegam aos níveis vistos na Lions, em São Bernardo.

“Aqui o problema não são os outdoors, mas as faixas e esses lambe-lambes ilegais”, disse o aposentado José Reis, 54 anos. (Colaborou Michele Loureiro)


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‘Cidade Limpa’ faz propaganda migrar

Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

12/11/2007 | 07:28


Compre, leve, ganhe, aproveite, faça, invista. Ao redor da Avenida Lions, em São Bernardo, é assim, tudo no imperativo.

O endereço na Vila Mussolini tem se transformado em um verdadeiro portal de mídia exterior.

E a tendência é que, não só a Lions, mas outros endereços da região, se tornem cada vez mais poluídos visualmente.

O fenômeno tem explicação e se deve em parte à Lei 14.223, conhecida por Lei Cidade Limpa, que há pouco mais de um ano passou a vigorar na Capital.

“Como não existe mais mídia externa em São Paulo, as agências migraram a verba para aí (Grande ABC) e cidades da Região Metropolitana”, disse o presidente do Sepex (Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Estado de São Paulo), Luis Fernando Rodovalho. “Os anunciantes da Capital passaram a procurar mais as empresas de publicidade da região”, explicou.

A lei paulistana proíbe a veiculação de grande parte da publicidade exterior, como é o caso dos outdoors. Com isso, um sem número de placas, tótens e afins têm mudado cada vez mais a paisagem de vias de acesso na região.

Ainda não há levantamento que aponte a quantidade de publicidade a mais no Grande ABC.

“É claro que desde que eu moro aqui tudo mudou muito, mas a gente repara que de uns meses para cá tem muito mais cartazes e outdoors”, disse a dona de casa Cleonice Pires, 58 anos que vive há 13 anos na Avenida Lions.

De acordo com a Prefeitura de São Bernardo, não há como saber o número exato de painéis publicitários instalados de forma irregular na cidade, pois o banco de autuações é unificado com o das obras irregulares.

A publicidade regular obedece a algumas regras, mas São Bernardo não tem qualquer lei que regulamente a exposição de painéis nos moldes da Lei Cidade Limpa.

Diadema também não prevê aderir a regras semelhantes às da Capital. Entretanto, os moradores se dizem menos incomodados com a exposição de outdoors.

A reportagem percorreu dois pontos estratégicos em Diadema, a Rodovia dos Imigrante, na divisa com a Capital, e o bairro Piraporinha, que nem de longe chegam aos níveis vistos na Lions, em São Bernardo.

“Aqui o problema não são os outdoors, mas as faixas e esses lambe-lambes ilegais”, disse o aposentado José Reis, 54 anos. (Colaborou Michele Loureiro)

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