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Aposentado é preso por estuprar menino

Idoso foi localizado pela polícia após vítima de 7 anos anotar placa do carro em Santo André


Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

24/07/2012 | 07:00


Policiais civis do 2º DP (Utinga) prenderam na madrugada de ontem o aposentado Edes de Almeida, 66 anos, acusado de abusar sexualmente por mais de três horas de um menino de 7 a quem ele havia sequestrado nas ruas da Vila Humaitá, em Santo André, com seu Uno branco.

Por volta das 19h30 de domingo, a rua estava cheia de outros jovens do bairro, que brincavam. O garoto saiu de casa e caminharia até o trabalho da tia, um comércio próximo, onde estava acostumado a passar as noites, quando foi abordado pelo aposentado, a pé, na esquina em frente ao seu portão.

Almeida estacionou o seu Uno na rua de cima. Levou o menino até lá a pé, de maneira forçada. Diante da fragilidade da vítima e a expectativa do ato, sequer se preocupou em esconder detalhes como a placa do veículo e suas características físicas.

"A gente percebeu que tinha alguma coisa errada. Mas por tratar-se de um senhor, não tinha como suspeitar que era algo do tipo", disse uma vizinha que viu o garoto entrando no carro. O aposentado levou o menino até uma região sem movimentação do Parque Capuava, onde consumou o ato bárbaro, interrompido somente três horas depois. Ao parar o Uno na Rua Cisplatina, no Jardim Ipanema, beijou a vítima e ainda lhe deu R$ 5.

"Foi a certeza que tivemos. Já tinha avistado o carro parando, mas ao ver aquela cena, saí revoltado no meio da rua gritando, chamando ele de pedófilo. Covarde, ele fugiu", disse um comerciante de 38 anos, testemunha da polícia no caso.

Ainda chocado, o menino, mesmo mancando, correu sem direção pela rua. "Tive que segurá-lo, perguntar o que tinha acontecido. Ele estava assustado, relatou tudo e liguei para a polícia", completou o comerciante.

No relato infantil, um detalhe que fez a diferença: o garoto havia decorado a placa do veículo do agressor. Imediatamente os policiais militares que atenderam a ocorrência levantaram o endereço. E nem precisaram de esforço. Almeida tinha estacionado o carro tranquilamente em sua casa, na Vila Metalúrgica, onde dormia. Reconhecido pelo garoto e pelo comerciante, negou-se a dar declarações.

"Ele foi tão burro que os vidros do Uno não eram escuros. Todo mundo o viu. Minha vontade era de acabar com ele ali mesmo", disse a testemunha.

Um exame feito no Hospital Pérola Byington, na Capital, confirmou o estupro de vulnerável, crime pelo qual o aposentado foi autuado. Almeida foi levado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, também em área paulistana, que conta com celas especiais para agressores sexuais.

"Ainda não caiu a ficha. Minha família está arruinada. Foi uma tragédia", disse o tio do garoto, o pintor Alex Andrade de Lima, 28. Abandonado logo bebê pela mãe, que mora em Itaquera, Zona Leste da Capital, o menino foi criado pela avó.

Segundo seus vizinhos, Almeida é viúvo, mora sozinho e não tem bom relacionamento com os outros moradores. "Vive trancado e não é de conversar", disse uma vizinha próxima. A polícia abrirá investigação para saber se há outros casos de abusos infantis envolvendo pessoas com suas características na região.

Ainda chocado, tio diz que menino perdeu a alegria

"Foi o pior dia de minha família." O pintor Alex Andrade de Lima, 28 anos, tio do menino violentado, não esconde o choque pelo ocorrido com o sobrinho. Abandonado pela mãe logo cedo, tendo sido criado pela avó, disse que o menino nunca foi de se abalar com tragédias. Mas que após o ocorrido, passou a maior parte do tempo quieto e chorando.

"Só dormiu. Minha mãe ainda tentou conversar, mas os dois acabavam chorando", disse. "Vai ser difícil superar isso. Só com muita terapia. Cada dia vai ter que ser uma luta."

Se pelo menos fica a sensação de justiça feita pela prisão do aposentado, Lima lamenta que isso tenha ocorrido no bairro onde mora desde criança. "A gente não estranhou porque era normal ele sair para encontrar a tia, que trabalha aqui perto. Achamos que ele estava com ela. Mesmo meu sobrinho falando, demorei a acreditar. Só quando vi a prova. Fiquei horrorizado de pensar como um ser humano pode ser capaz de fazer algo assim com uma criança."



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Aposentado é preso por estuprar menino

Idoso foi localizado pela polícia após vítima de 7 anos anotar placa do carro em Santo André

Rafael Ribeiro
do Diário do Grande ABC

24/07/2012 | 07:00


Policiais civis do 2º DP (Utinga) prenderam na madrugada de ontem o aposentado Edes de Almeida, 66 anos, acusado de abusar sexualmente por mais de três horas de um menino de 7 a quem ele havia sequestrado nas ruas da Vila Humaitá, em Santo André, com seu Uno branco.

Por volta das 19h30 de domingo, a rua estava cheia de outros jovens do bairro, que brincavam. O garoto saiu de casa e caminharia até o trabalho da tia, um comércio próximo, onde estava acostumado a passar as noites, quando foi abordado pelo aposentado, a pé, na esquina em frente ao seu portão.

Almeida estacionou o seu Uno na rua de cima. Levou o menino até lá a pé, de maneira forçada. Diante da fragilidade da vítima e a expectativa do ato, sequer se preocupou em esconder detalhes como a placa do veículo e suas características físicas.

"A gente percebeu que tinha alguma coisa errada. Mas por tratar-se de um senhor, não tinha como suspeitar que era algo do tipo", disse uma vizinha que viu o garoto entrando no carro. O aposentado levou o menino até uma região sem movimentação do Parque Capuava, onde consumou o ato bárbaro, interrompido somente três horas depois. Ao parar o Uno na Rua Cisplatina, no Jardim Ipanema, beijou a vítima e ainda lhe deu R$ 5.

"Foi a certeza que tivemos. Já tinha avistado o carro parando, mas ao ver aquela cena, saí revoltado no meio da rua gritando, chamando ele de pedófilo. Covarde, ele fugiu", disse um comerciante de 38 anos, testemunha da polícia no caso.

Ainda chocado, o menino, mesmo mancando, correu sem direção pela rua. "Tive que segurá-lo, perguntar o que tinha acontecido. Ele estava assustado, relatou tudo e liguei para a polícia", completou o comerciante.

No relato infantil, um detalhe que fez a diferença: o garoto havia decorado a placa do veículo do agressor. Imediatamente os policiais militares que atenderam a ocorrência levantaram o endereço. E nem precisaram de esforço. Almeida tinha estacionado o carro tranquilamente em sua casa, na Vila Metalúrgica, onde dormia. Reconhecido pelo garoto e pelo comerciante, negou-se a dar declarações.

"Ele foi tão burro que os vidros do Uno não eram escuros. Todo mundo o viu. Minha vontade era de acabar com ele ali mesmo", disse a testemunha.

Um exame feito no Hospital Pérola Byington, na Capital, confirmou o estupro de vulnerável, crime pelo qual o aposentado foi autuado. Almeida foi levado ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros, também em área paulistana, que conta com celas especiais para agressores sexuais.

"Ainda não caiu a ficha. Minha família está arruinada. Foi uma tragédia", disse o tio do garoto, o pintor Alex Andrade de Lima, 28. Abandonado logo bebê pela mãe, que mora em Itaquera, Zona Leste da Capital, o menino foi criado pela avó.

Segundo seus vizinhos, Almeida é viúvo, mora sozinho e não tem bom relacionamento com os outros moradores. "Vive trancado e não é de conversar", disse uma vizinha próxima. A polícia abrirá investigação para saber se há outros casos de abusos infantis envolvendo pessoas com suas características na região.

Ainda chocado, tio diz que menino perdeu a alegria

"Foi o pior dia de minha família." O pintor Alex Andrade de Lima, 28 anos, tio do menino violentado, não esconde o choque pelo ocorrido com o sobrinho. Abandonado pela mãe logo cedo, tendo sido criado pela avó, disse que o menino nunca foi de se abalar com tragédias. Mas que após o ocorrido, passou a maior parte do tempo quieto e chorando.

"Só dormiu. Minha mãe ainda tentou conversar, mas os dois acabavam chorando", disse. "Vai ser difícil superar isso. Só com muita terapia. Cada dia vai ter que ser uma luta."

Se pelo menos fica a sensação de justiça feita pela prisão do aposentado, Lima lamenta que isso tenha ocorrido no bairro onde mora desde criança. "A gente não estranhou porque era normal ele sair para encontrar a tia, que trabalha aqui perto. Achamos que ele estava com ela. Mesmo meu sobrinho falando, demorei a acreditar. Só quando vi a prova. Fiquei horrorizado de pensar como um ser humano pode ser capaz de fazer algo assim com uma criança."

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