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Israel desbloqueia parte da dívida com palestinos


Da AFP

23/06/2007 | 13:53


Israel tem previsto para anunciar, neste domingo, o desbloqueio de parte da dívida de US$ 600 milhões com a Autoridade Palestina. A idéia é  reforçar o presidente Mahmud Abbas perante os islamitas do Hamas, na véspera da cúpula de Sharm El Sheikh, no Egito.

"O primeiro-ministro (israelense) Ehud Olmert vai anunciar no domingo, no conselho semanal de ministros, o desbloqueio dos fundos devidos aos palestinos", disse seu porta-voz, Miri Eisin.

Olmert se reunirá na segunda-feira em Sharm El Sheikh com o presidente egípcio, Hosni Moubarak, o rei Abdullah II da Jordânia e o presidente palestino, Mahmud Abbas.

A cúpula se lança ao resgate de Abbas e seu governo emergencial, constituído após a violenta tomada de controle da Faixa de Gaza pelo Hamas, em 15 de junho.

Eisin disse, no entanto, que o governo só decidirá os "princípios" deste desbloqueio e não detalhará nem a quantia nem os prazos da transferência.

O dinheiro procede, majoritariamente, das tarifas alfandegárias sobre os produtos que chegam aos palestinos e cujo tráfego é controlado por Israel.

Segundo estimativas, os palestinos receberão mensalmente US$ 50 milhões que servirão para pagar os atrasos a seus 160 mil funcionários, cujos salários foram afetados ainda pela suspensão das ajudas diretas da União Européia e dos Estados Unidos.

Os cortes foram decididos após a vitória nas eleições legislativas de janeiro de 2006 do movimento islamita Hamas, considerado por americanos e europeus como um grupo terrorista.

Perguntada por outros possíveis gestos do governo israelense com relação à Autoridade Palestina, a porta-voz Eisin se limitou a dizer que "é preciso esperar" a cúpula egípcia.

Segundo meios israelenses, Olmert não é partidário da libertação imediata de presos do Fatah, o movimento de Abbas, nem de armar os serviços de segurança que continuam fiéis ao presidente na Cisjordânia.

Ao contrário, o primeiro-ministro poderia anunciar a suspensão de quinhentos controles nas estradas da Cisjordânia, que dificultam o deslocamento dos palestinos.

A rádio pública israelense, citando um alto funcionário, noticiou por sua vez que Israel também pedirá ao Egito para "agir muito mais firmemente" para impedir o tráfico de armas por túneis traçados entre seu território e a Faixa de Gaza.

Quanto a esta região, Israel parece decidido a manter o bloqueio, mas adotando as medidas necessárias para impedir uma crise humanitária, informou um responsável militar.

O comentarista político da segunda emissora da TV pública, Aviv Drucker, resumiu que "a cúpula de Sharm el Sheikh será a do temor ao Hamas".

Abbas se nega a dialogar com o Hamas, cujos membros chamou de "golpistas", "assassinos" e "terroristas".



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Israel desbloqueia parte da dívida com palestinos

Da AFP

23/06/2007 | 13:53


Israel tem previsto para anunciar, neste domingo, o desbloqueio de parte da dívida de US$ 600 milhões com a Autoridade Palestina. A idéia é  reforçar o presidente Mahmud Abbas perante os islamitas do Hamas, na véspera da cúpula de Sharm El Sheikh, no Egito.

"O primeiro-ministro (israelense) Ehud Olmert vai anunciar no domingo, no conselho semanal de ministros, o desbloqueio dos fundos devidos aos palestinos", disse seu porta-voz, Miri Eisin.

Olmert se reunirá na segunda-feira em Sharm El Sheikh com o presidente egípcio, Hosni Moubarak, o rei Abdullah II da Jordânia e o presidente palestino, Mahmud Abbas.

A cúpula se lança ao resgate de Abbas e seu governo emergencial, constituído após a violenta tomada de controle da Faixa de Gaza pelo Hamas, em 15 de junho.

Eisin disse, no entanto, que o governo só decidirá os "princípios" deste desbloqueio e não detalhará nem a quantia nem os prazos da transferência.

O dinheiro procede, majoritariamente, das tarifas alfandegárias sobre os produtos que chegam aos palestinos e cujo tráfego é controlado por Israel.

Segundo estimativas, os palestinos receberão mensalmente US$ 50 milhões que servirão para pagar os atrasos a seus 160 mil funcionários, cujos salários foram afetados ainda pela suspensão das ajudas diretas da União Européia e dos Estados Unidos.

Os cortes foram decididos após a vitória nas eleições legislativas de janeiro de 2006 do movimento islamita Hamas, considerado por americanos e europeus como um grupo terrorista.

Perguntada por outros possíveis gestos do governo israelense com relação à Autoridade Palestina, a porta-voz Eisin se limitou a dizer que "é preciso esperar" a cúpula egípcia.

Segundo meios israelenses, Olmert não é partidário da libertação imediata de presos do Fatah, o movimento de Abbas, nem de armar os serviços de segurança que continuam fiéis ao presidente na Cisjordânia.

Ao contrário, o primeiro-ministro poderia anunciar a suspensão de quinhentos controles nas estradas da Cisjordânia, que dificultam o deslocamento dos palestinos.

A rádio pública israelense, citando um alto funcionário, noticiou por sua vez que Israel também pedirá ao Egito para "agir muito mais firmemente" para impedir o tráfico de armas por túneis traçados entre seu território e a Faixa de Gaza.

Quanto a esta região, Israel parece decidido a manter o bloqueio, mas adotando as medidas necessárias para impedir uma crise humanitária, informou um responsável militar.

O comentarista político da segunda emissora da TV pública, Aviv Drucker, resumiu que "a cúpula de Sharm el Sheikh será a do temor ao Hamas".

Abbas se nega a dialogar com o Hamas, cujos membros chamou de "golpistas", "assassinos" e "terroristas".

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