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São Bernardo interfere na gestão da FUABC

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sob ordem de Morando, vice da entidade exige dados financeiros e expõe ingerência


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC
Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

16/02/2020 | 07:00


Sob ordem do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), o vice-presidente da FUABC (Fundação do ABC), Luiz Mario Pereira de Souza Gomes, solicitou à presidente da entidade, sua própria superior, informações sobre o caixa da instituição e expôs ingerência do governo tucano.

Ofício assinado por Luiz Mario, ao qual o Diário teve acesso, pede que Adriana Berringer Stephan, recém-empossada presidente da FUABC, envie ao seu número dois dados sobre “todas as reservas financeiras, acordos, contratações e demissões de pessoal, entre outros assuntos, com reflexos financeiros”.

Endereçado à presidente em 28 de janeiro, o documento causou mal-estar na cúpula da entidade, visto que a medida pleiteada por Luiz Mario, embora respaldada pelo estatuto da FUABC, é pouco adotada por quem ocupa a cadeira de vice.

A interferência de Morando na entidade, que é controlada também por Santo André e São Caetano, não é novidade. Desde que o tucano assumiu o Paço de São Bernardo, foram várias as ingerências. Em 2017, primeiro ano do atual mandato, Morando conseguiu abreviar a gestão de Maria Bernadette Vianna, então indicada presidente pelo prefeito andreense Paulo Serra (PSDB), para colocar o advogado Carlos Maciel no comando.

Maciel, porém, caiu em maio de 2018 depois de ter o nome envolvido em corrupção. Assim como Morando, Maciel foi alvo da Operação Prato Feito, deflagrada pela Polícia Federal para desmontar esquema de desvios de recursos em contratos de merenda escolar. O advogado foi acusado de atuar em conluio com o genro, Fábio Favaretto – dono da empresa do ramo de merenda Le Garçon – , para fraudar processos de licitação de alimentação escolar.

Ingerência de Morando também ficou evidente na indicação de Luiz Mario à vice-presidência. O revezamento previa indicação de nome de Santo André para o cargo.

Outra medida pouco usual de Luiz Mario na FUABC é o trabalho remoto. O vice da entidade, que mora na em Porto Ferreira, no Interior – a 250 quilômetros da sede da FUABC, em Santo André –, despachou de casa na sexta-feira. Assessores direcionaram motoboy para levar os documentos até a cidade interiorana para Luiz Mario.

Ao Diário, o governo Morando alegou que o ofício está previsto “nos estatutos da Fundação do ABC, bem como no decreto que formaliza a indicação do vice-presidente e estabelece as condutas do campo de atuação da instituição”. “Trata-se de prática obrigatória, que, inclusive, já era realizada pela presidência anterior”, justificou.

A FUABC informou que Luiz Mario “tem livre acesso à movimentação financeira da entidade, assim como aos demais assuntos ligados à gestão”. “O envio do ofício é um ato meramente formal, tendo em vista que todos os 21 curadores da FUABC são parte da gestão, com livre acesso às informações para o melhor acompanhamento dos trabalhos e tomada de decisões”.
 



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São Bernardo interfere na gestão da FUABC

Sob ordem de Morando, vice da entidade exige dados financeiros e expõe ingerência

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC
Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

16/02/2020 | 07:00


Sob ordem do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), o vice-presidente da FUABC (Fundação do ABC), Luiz Mario Pereira de Souza Gomes, solicitou à presidente da entidade, sua própria superior, informações sobre o caixa da instituição e expôs ingerência do governo tucano.

Ofício assinado por Luiz Mario, ao qual o Diário teve acesso, pede que Adriana Berringer Stephan, recém-empossada presidente da FUABC, envie ao seu número dois dados sobre “todas as reservas financeiras, acordos, contratações e demissões de pessoal, entre outros assuntos, com reflexos financeiros”.

Endereçado à presidente em 28 de janeiro, o documento causou mal-estar na cúpula da entidade, visto que a medida pleiteada por Luiz Mario, embora respaldada pelo estatuto da FUABC, é pouco adotada por quem ocupa a cadeira de vice.

A interferência de Morando na entidade, que é controlada também por Santo André e São Caetano, não é novidade. Desde que o tucano assumiu o Paço de São Bernardo, foram várias as ingerências. Em 2017, primeiro ano do atual mandato, Morando conseguiu abreviar a gestão de Maria Bernadette Vianna, então indicada presidente pelo prefeito andreense Paulo Serra (PSDB), para colocar o advogado Carlos Maciel no comando.

Maciel, porém, caiu em maio de 2018 depois de ter o nome envolvido em corrupção. Assim como Morando, Maciel foi alvo da Operação Prato Feito, deflagrada pela Polícia Federal para desmontar esquema de desvios de recursos em contratos de merenda escolar. O advogado foi acusado de atuar em conluio com o genro, Fábio Favaretto – dono da empresa do ramo de merenda Le Garçon – , para fraudar processos de licitação de alimentação escolar.

Ingerência de Morando também ficou evidente na indicação de Luiz Mario à vice-presidência. O revezamento previa indicação de nome de Santo André para o cargo.

Outra medida pouco usual de Luiz Mario na FUABC é o trabalho remoto. O vice da entidade, que mora na em Porto Ferreira, no Interior – a 250 quilômetros da sede da FUABC, em Santo André –, despachou de casa na sexta-feira. Assessores direcionaram motoboy para levar os documentos até a cidade interiorana para Luiz Mario.

Ao Diário, o governo Morando alegou que o ofício está previsto “nos estatutos da Fundação do ABC, bem como no decreto que formaliza a indicação do vice-presidente e estabelece as condutas do campo de atuação da instituição”. “Trata-se de prática obrigatória, que, inclusive, já era realizada pela presidência anterior”, justificou.

A FUABC informou que Luiz Mario “tem livre acesso à movimentação financeira da entidade, assim como aos demais assuntos ligados à gestão”. “O envio do ofício é um ato meramente formal, tendo em vista que todos os 21 curadores da FUABC são parte da gestão, com livre acesso às informações para o melhor acompanhamento dos trabalhos e tomada de decisões”.
 

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