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Para Alckmin, falta agenda propositiva para Bolsonaro

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-governador paulista diz que Planalto imprime pautas que não são do interesse da população


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

03/11/2019 | 07:00


 O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) reclamou da falta de agendas propositivas ao País do governo do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). Ao Diário, o tucano considerou que o Brasil só visualizará crescimento assim que o Planalto imprimir foco na resolução de problemas importantes.

Alckmin foi candidato à Presidência em 2018, mas se tornou a surpresa negativa do pleito. A despeito de ter em sua coligação nove partidos, ficou apenas na quarta colocação, com 5,1 milhões de votos. No segundo turno, tergiversou no apoio ao então deputado federal, que rivalizou o pleito com o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT).

“Qual é a agenda para a área tributária? Qual é a agenda para área internacional para conquistar mercado? (O governo está priorizando) Uma agenda que não fala com o interesse da população”, disse Alckmin, em referência às pautas ideológicas, como combate ao comunismo e defesa dos valores da família tradicional.

Para Alckmin, que foi governador do maior Estado do País em quatro oportunidades, o foco do governo federal deveria ser a criação de empregos e geração de renda – aliás, ele citou esses tópicos como desafios globais, e não apenas nacionais.

Os questionamentos de Alckmin reverberam pensamento de parte da classe empresarial nacional, que apoia pautas reformistas adotadas por Bolsonaro – como a recente modificação das regras para aposentadoria –, mas não entende os motivos pelos quais o presidente estimula discursos fora do contexto do Brasil. Recentemente, o próprio Bolsonaro publicou vídeo comparando ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a hienas. Seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal, considerou regresso do AI-5 (Ato Institucionai número 5), o mais perverso da ditadura militar (1964-1985). Isso em meio ao debate, agora, de reforma tributária e revisão do pacto federativo. Houve pedido de desculpas em ambos os casos.

O ex-governador declarou que, durante os anos de 1930 e 1980, o Brasil foi o país que mais cresceu economicamente no mundo, alcançado média de 5% anual. “O Brasil saiu de um país pobre para um país de classe média e não está conseguindo avançar. Por quê? Porque ficou caro. Ficou caro para quem está aqui dentro, já que é tudo caro, consumo caro. E é caro para exportar e não consegue competir, só com produto primário, como soja e minério de ferro”, disse. Ainda que tenha criticado a falta de foco na agenda, Alckmin disse que consegue reconhecer o “esforço fiscal”, já que não seria possível o Brasil continuar tendo deficit primário. “Mas a agenda continua equivocada.”

FUTURO

Alckmin não descartou a possibilidade de sair candidato, mais uma vez, ao governo do Estado em 2022. Mas também fez mistério sobre o futuro. “Eu não tenho nenhuma decisão a esse respeito, não é hora disso”, afirmou o tucano, que revelou que iniciará estudos para doutorado em janeiro na USP (Universidade de São Paulo). Recentemente seu nome esteve especulado para concorrer a uma vaga de vereador na Capital, movimento já rechaçado por ele.



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Para Alckmin, falta agenda propositiva para Bolsonaro

Ex-governador paulista diz que Planalto imprime pautas que não são do interesse da população

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

03/11/2019 | 07:00


 O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) reclamou da falta de agendas propositivas ao País do governo do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL). Ao Diário, o tucano considerou que o Brasil só visualizará crescimento assim que o Planalto imprimir foco na resolução de problemas importantes.

Alckmin foi candidato à Presidência em 2018, mas se tornou a surpresa negativa do pleito. A despeito de ter em sua coligação nove partidos, ficou apenas na quarta colocação, com 5,1 milhões de votos. No segundo turno, tergiversou no apoio ao então deputado federal, que rivalizou o pleito com o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT).

“Qual é a agenda para a área tributária? Qual é a agenda para área internacional para conquistar mercado? (O governo está priorizando) Uma agenda que não fala com o interesse da população”, disse Alckmin, em referência às pautas ideológicas, como combate ao comunismo e defesa dos valores da família tradicional.

Para Alckmin, que foi governador do maior Estado do País em quatro oportunidades, o foco do governo federal deveria ser a criação de empregos e geração de renda – aliás, ele citou esses tópicos como desafios globais, e não apenas nacionais.

Os questionamentos de Alckmin reverberam pensamento de parte da classe empresarial nacional, que apoia pautas reformistas adotadas por Bolsonaro – como a recente modificação das regras para aposentadoria –, mas não entende os motivos pelos quais o presidente estimula discursos fora do contexto do Brasil. Recentemente, o próprio Bolsonaro publicou vídeo comparando ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) a hienas. Seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal, considerou regresso do AI-5 (Ato Institucionai número 5), o mais perverso da ditadura militar (1964-1985). Isso em meio ao debate, agora, de reforma tributária e revisão do pacto federativo. Houve pedido de desculpas em ambos os casos.

O ex-governador declarou que, durante os anos de 1930 e 1980, o Brasil foi o país que mais cresceu economicamente no mundo, alcançado média de 5% anual. “O Brasil saiu de um país pobre para um país de classe média e não está conseguindo avançar. Por quê? Porque ficou caro. Ficou caro para quem está aqui dentro, já que é tudo caro, consumo caro. E é caro para exportar e não consegue competir, só com produto primário, como soja e minério de ferro”, disse. Ainda que tenha criticado a falta de foco na agenda, Alckmin disse que consegue reconhecer o “esforço fiscal”, já que não seria possível o Brasil continuar tendo deficit primário. “Mas a agenda continua equivocada.”

FUTURO

Alckmin não descartou a possibilidade de sair candidato, mais uma vez, ao governo do Estado em 2022. Mas também fez mistério sobre o futuro. “Eu não tenho nenhuma decisão a esse respeito, não é hora disso”, afirmou o tucano, que revelou que iniciará estudos para doutorado em janeiro na USP (Universidade de São Paulo). Recentemente seu nome esteve especulado para concorrer a uma vaga de vereador na Capital, movimento já rechaçado por ele.

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