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Ecovias pode participar da construção de trecho do Rodoanel


Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

12/07/2004 | 21:00


A Secretaria Estadual dos Transportes vai formalizar até o fim desta semana o convite para a Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta/Imigrantes, participar da construção de uma parte do trecho Sul do Rodoanel. A informação foi dada nesta segunda pelo secretário de Transportes, Dario Rais Lopes, que afirmou também que um encontro para discutir as alternativas de investimento deverá acontecer na próxima semana. O vice-presidente executivo da Ecorodovias, holding que administra a Ecovias, Irineu Meireles, afirmou que há interesse em participar do processo, pois o trecho está em uma área de influência direta do sistema Anchieta/Imigrantes, mas é necessário que haja uma equação financeira.

A construção do trecho Sul do Rodoanel, que ainda não tem prazo para ser iniciada, será dividida em três partes. A intenção do Estado é construir sozinho apenas a primeira parte, que vai de Mauá até a via Anchieta, um trecho de 9,9 km orçado em R$ 370 milhões – o trecho Sul inteiro deve custar R$ 1,9 bilhão.

Para a viabilização dos outros dois subtrechos, o Estado espera contar com investimento privado. “Resolvemos conversar com a Ecovias porque um desses trechos fica entre as duas rodovias sob a sua concessão (Anchieta e Imigrantes) e porque a empresa já demonstrou competência para esse tipo de obra quando construiu a segunda pista da Imigrantes”, disse.

Apesar de descartar a instalação de postos de pedágio no Rodoanel durante a atual administração, o secretário afirmou ser interessante para a empresa a participação na obra, que vai custar R$ 280 milhões – R$ 226 com obras e R$ 54 milhões com desapropriações. “Acredito ser interessante porque será um ponto a mais de interligação para as vias Anchieta e Imigrantes. Irá redistribuir melhor o fluxo de veículos”, justificou.

Lopes explicou que o contrato de concessão das rodovias paulistas, válido por 20 anos, é flexível. “Essa obra não estava incluída, mas podemos mudar isso se a construção desse trecho se encaixar no objeto de concessão e se for de concordância das duas partes. Isso já aconteceu antes”, explicou. Ele citou como exemplo a reformulação do trevo da Bosh no Km 98 da Anhanguera, em Campinas, que não estava no contrato de concessão da Autoban, mas foi construído pela concessionária e será entregue nos próximos dias.

O vice-presidente da Ecorodovias não quis adiantar quais seriam as alternativas para viabilizar as negociações. “Só poderei falar quando receber a proposta formal da Secretaria Estadual dos Transportes”, disse.

Meio Ambiente – Apesar das negociações estarem em andamento, a construção do trecho Sul do Rodoanel ainda não tem prazo para ser iniciado. Segundo o secretário a AAE (Avaliação Ambiental Estratégica) do Rodoanel, que abrange todos os trechos que ainda faltam ser construídos – Sul, Leste e Norte – deve ser protocolado ainda nesta semana na Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

O documento também será avaliado pelo Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente). Em seguida será pedido o licenciamento ambiental somente para o trecho Sul.



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Ecovias pode participar da construção de trecho do Rodoanel

Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

12/07/2004 | 21:00


A Secretaria Estadual dos Transportes vai formalizar até o fim desta semana o convite para a Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta/Imigrantes, participar da construção de uma parte do trecho Sul do Rodoanel. A informação foi dada nesta segunda pelo secretário de Transportes, Dario Rais Lopes, que afirmou também que um encontro para discutir as alternativas de investimento deverá acontecer na próxima semana. O vice-presidente executivo da Ecorodovias, holding que administra a Ecovias, Irineu Meireles, afirmou que há interesse em participar do processo, pois o trecho está em uma área de influência direta do sistema Anchieta/Imigrantes, mas é necessário que haja uma equação financeira.

A construção do trecho Sul do Rodoanel, que ainda não tem prazo para ser iniciada, será dividida em três partes. A intenção do Estado é construir sozinho apenas a primeira parte, que vai de Mauá até a via Anchieta, um trecho de 9,9 km orçado em R$ 370 milhões – o trecho Sul inteiro deve custar R$ 1,9 bilhão.

Para a viabilização dos outros dois subtrechos, o Estado espera contar com investimento privado. “Resolvemos conversar com a Ecovias porque um desses trechos fica entre as duas rodovias sob a sua concessão (Anchieta e Imigrantes) e porque a empresa já demonstrou competência para esse tipo de obra quando construiu a segunda pista da Imigrantes”, disse.

Apesar de descartar a instalação de postos de pedágio no Rodoanel durante a atual administração, o secretário afirmou ser interessante para a empresa a participação na obra, que vai custar R$ 280 milhões – R$ 226 com obras e R$ 54 milhões com desapropriações. “Acredito ser interessante porque será um ponto a mais de interligação para as vias Anchieta e Imigrantes. Irá redistribuir melhor o fluxo de veículos”, justificou.

Lopes explicou que o contrato de concessão das rodovias paulistas, válido por 20 anos, é flexível. “Essa obra não estava incluída, mas podemos mudar isso se a construção desse trecho se encaixar no objeto de concessão e se for de concordância das duas partes. Isso já aconteceu antes”, explicou. Ele citou como exemplo a reformulação do trevo da Bosh no Km 98 da Anhanguera, em Campinas, que não estava no contrato de concessão da Autoban, mas foi construído pela concessionária e será entregue nos próximos dias.

O vice-presidente da Ecorodovias não quis adiantar quais seriam as alternativas para viabilizar as negociações. “Só poderei falar quando receber a proposta formal da Secretaria Estadual dos Transportes”, disse.

Meio Ambiente – Apesar das negociações estarem em andamento, a construção do trecho Sul do Rodoanel ainda não tem prazo para ser iniciado. Segundo o secretário a AAE (Avaliação Ambiental Estratégica) do Rodoanel, que abrange todos os trechos que ainda faltam ser construídos – Sul, Leste e Norte – deve ser protocolado ainda nesta semana na Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

O documento também será avaliado pelo Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente). Em seguida será pedido o licenciamento ambiental somente para o trecho Sul.

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