Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 19 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Automóveis

automoveis@dgabc.com.br | 4435-8337

De olho na concorrência

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

28/12/2011 | 07:00


Vagner Aquino
Em meados de 1973 a Mitsubishi lançava o Lancer, veículo que seria uma espécie de laboratório para que a marca pudesse mergulhar de cabeça no mundo dos ralis com veículos de passeio. Por aliar o espírito esportivo 4x4 e um design um tanto quanto ousado, o sedã fez sucesso em seu país de origem (o Japão) e passou a cruzar fronteiras.Após a abertura das importações no Brasil, em 1992, os primeiros modelos começaram a chegar por aqui através de revendas independentes. Mas em 1995 o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados inviabilizou a comercialização e o sedã saiu de cena novamente.Já com fábrica no Brasil (em Catalão, Goiás, desde 1997), a marca de origem japonesa decidiu que é hora de apostar em segmentos de volume no País e resolveu trazer - desde o início do mês - o herdeiro da décima geração do Lancer Evolution. O intuito: brigar por uma fatia do bolo das vendas de sedãs médios. Mas, para isso, a marca precisou abandonar o turbo do motor 2.0 (que resulta em quase 300 cv) e alguns apêndices aerodinâmicos da versão esportiva. Permaneceram o bloco 2.0 16 válvulas com comando variável e injeção eletrônica multiponto sequencial, que gera 160 cv e 20,1 mkgf de torque máximo a 4.200 rotações, bebendo gasolina. Pois é, para laçar o público, faltou a motorização flexível.
VERSÕESSão três opções: 2.0 M/T (R$ 67.990), 2.0 CVT (R$ 73.990) e 2.0 GT (R$ 85.990) - variação avaliada e que deve responder por 50% das 500 vendas mensais previstas pela marca.Dirigimos a novidade por 100 quilômetros entre a Capital e a cidade de Sousas, na região de Campinas, interior paulista. Trecho suficiente para perceber que o sedã tem potência e força de sobra para se locomover. De acordo com dados da montadora, da inércia aos 100 km/h são necessários 10,7 segundos, e a velocidade máxima fica em 198 km/h - números bem próximos aos do Chevrolet Cruze, por exemplo.Mesmo abusando do pedal da direita, o carro não escapa nas curvas. Uma crítica: por ser um sedã médio, deveria ter suspensão que absorvesse os impactos do solo com maestria, sem parecer molenga. Isso não acontece no Lancer. A rigidez é tanta que chega a incomodar dentro da cabine.O câmbio automático CVT de seis velocidades rende trocas suaves. A eficácia é assinada pela tecnologia Invecs-III, que adequa a transmissão das marchas à forma de condução do motorista. Mas abusar das trocas sequenciais por meio das (grandes) aletas atrás do volante nunca é demais, principalmente quando se pega a estrada.
É necessário mais apelo
Além da boa mecânica, o visual é outro ponto positivo do Lancer GT. A herança das linhas esportivas do Lancer Evolution X casaram bem com a proposta conservadora exigida pelo segmento de sedãs médios - talvez por isso o Toyota Corolla agrade tanto o consumidor local e ultrapasse outros modelos até mais interessantes que concorrem na mesma faixa de preço. Mas o fato é que, no Brasil, ter boa pegada, acabamento bem cuidado e apostar num visual com pouca dose de ousadia não fazem um carro vender tanto quanto se espera. É preciso mais... mais itens de série na lista de equipamentos.E isso não se resume a apenas ser o único modelo do segmento a ter rodas com 18 polegadas. Sim, o Lancer acertou ao trazer ar-condicionado automático, bancos revestidos em couro, volante multifuncional com regulagem de altura (poderia ter também de profundidade), teto solar, controlador de velocidade e sensores de chuva e luminosidade, mas faltaram itens como direção elétrica (no Lancer é hidráulica) e câmera de ré. A Honda já percebeu isso e incorporou tais tecnologias ao Civic 2012. Detalhe, a versão topo de linha do Honda custa um pouquinho menos que o Mitsubishi - são R$ 85,9 mil contra R$ 85.990, respectivamente.Mas se a Mitsubishi deixa os mimos de lado, aposta forte na segurança. Há air bags frontais, laterais (para os ocupantes dianteiros), de cortina e de joelho, para o motorista. Além dos sistemas de auxílio na hora da frenagem, como a tecnologia 4-ABS, com um sensor antitravamento por roda, com EBD e BAS, que auxilia os freios.Numa tela no centro do painel pode-se monitorar o CD player, tocador de DVD, GPS, MP3, bluetooth e as entradas USB com interface para iPod. Como opcionais, os faróis de xênon e o espelho eletrocrômico elevam o preço do modelo para R$ 89.990. VA



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

De olho na concorrência

Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

28/12/2011 | 07:00


Vagner Aquino
Em meados de 1973 a Mitsubishi lançava o Lancer, veículo que seria uma espécie de laboratório para que a marca pudesse mergulhar de cabeça no mundo dos ralis com veículos de passeio. Por aliar o espírito esportivo 4x4 e um design um tanto quanto ousado, o sedã fez sucesso em seu país de origem (o Japão) e passou a cruzar fronteiras.Após a abertura das importações no Brasil, em 1992, os primeiros modelos começaram a chegar por aqui através de revendas independentes. Mas em 1995 o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados inviabilizou a comercialização e o sedã saiu de cena novamente.Já com fábrica no Brasil (em Catalão, Goiás, desde 1997), a marca de origem japonesa decidiu que é hora de apostar em segmentos de volume no País e resolveu trazer - desde o início do mês - o herdeiro da décima geração do Lancer Evolution. O intuito: brigar por uma fatia do bolo das vendas de sedãs médios. Mas, para isso, a marca precisou abandonar o turbo do motor 2.0 (que resulta em quase 300 cv) e alguns apêndices aerodinâmicos da versão esportiva. Permaneceram o bloco 2.0 16 válvulas com comando variável e injeção eletrônica multiponto sequencial, que gera 160 cv e 20,1 mkgf de torque máximo a 4.200 rotações, bebendo gasolina. Pois é, para laçar o público, faltou a motorização flexível.
VERSÕESSão três opções: 2.0 M/T (R$ 67.990), 2.0 CVT (R$ 73.990) e 2.0 GT (R$ 85.990) - variação avaliada e que deve responder por 50% das 500 vendas mensais previstas pela marca.Dirigimos a novidade por 100 quilômetros entre a Capital e a cidade de Sousas, na região de Campinas, interior paulista. Trecho suficiente para perceber que o sedã tem potência e força de sobra para se locomover. De acordo com dados da montadora, da inércia aos 100 km/h são necessários 10,7 segundos, e a velocidade máxima fica em 198 km/h - números bem próximos aos do Chevrolet Cruze, por exemplo.Mesmo abusando do pedal da direita, o carro não escapa nas curvas. Uma crítica: por ser um sedã médio, deveria ter suspensão que absorvesse os impactos do solo com maestria, sem parecer molenga. Isso não acontece no Lancer. A rigidez é tanta que chega a incomodar dentro da cabine.O câmbio automático CVT de seis velocidades rende trocas suaves. A eficácia é assinada pela tecnologia Invecs-III, que adequa a transmissão das marchas à forma de condução do motorista. Mas abusar das trocas sequenciais por meio das (grandes) aletas atrás do volante nunca é demais, principalmente quando se pega a estrada.
É necessário mais apelo
Além da boa mecânica, o visual é outro ponto positivo do Lancer GT. A herança das linhas esportivas do Lancer Evolution X casaram bem com a proposta conservadora exigida pelo segmento de sedãs médios - talvez por isso o Toyota Corolla agrade tanto o consumidor local e ultrapasse outros modelos até mais interessantes que concorrem na mesma faixa de preço. Mas o fato é que, no Brasil, ter boa pegada, acabamento bem cuidado e apostar num visual com pouca dose de ousadia não fazem um carro vender tanto quanto se espera. É preciso mais... mais itens de série na lista de equipamentos.E isso não se resume a apenas ser o único modelo do segmento a ter rodas com 18 polegadas. Sim, o Lancer acertou ao trazer ar-condicionado automático, bancos revestidos em couro, volante multifuncional com regulagem de altura (poderia ter também de profundidade), teto solar, controlador de velocidade e sensores de chuva e luminosidade, mas faltaram itens como direção elétrica (no Lancer é hidráulica) e câmera de ré. A Honda já percebeu isso e incorporou tais tecnologias ao Civic 2012. Detalhe, a versão topo de linha do Honda custa um pouquinho menos que o Mitsubishi - são R$ 85,9 mil contra R$ 85.990, respectivamente.Mas se a Mitsubishi deixa os mimos de lado, aposta forte na segurança. Há air bags frontais, laterais (para os ocupantes dianteiros), de cortina e de joelho, para o motorista. Além dos sistemas de auxílio na hora da frenagem, como a tecnologia 4-ABS, com um sensor antitravamento por roda, com EBD e BAS, que auxilia os freios.Numa tela no centro do painel pode-se monitorar o CD player, tocador de DVD, GPS, MP3, bluetooth e as entradas USB com interface para iPod. Como opcionais, os faróis de xênon e o espelho eletrocrômico elevam o preço do modelo para R$ 89.990. VA

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;