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Corintinha de São Caetano: mas, quantos Corinthians?

No álbum de figurinhas dos clubes do Grande ABC, referente à década de 1950, a página inicial é a da Associação Corintians


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

01/07/2009 | 00:00


No álbum de figurinhas dos clubes do Grande ABC, referente à década de 1950, a página inicial é a da Associação Corintians (sem o "th"), fundada em 1º de junho de 1933. À exceção dos zagueiros Fiorotti, a maioria dos demais aparece com o primeiro nome, o que dificulta saber sobre suas origens familiares. E há também um apelido.
Vamos à escalação: Luiz (o goleiro, com figurinha carimbada), Sérgio, Enio (também carimbado) e Fiorotti 1; Zé Carlos e Fiorotti 2 (carimbado); no ataque, Loriz, Nandinho, Bezerra, Oswaldinho e Natalino.
Submetemos a página à apreciação do professor José de Souza Martins, cujo clube do coração é o Corintinha de São Caetano. Segue a resposta de Martins:
"Quanto ao Corintinha de São Caetano, fiquei com a impressão de que aquele Corintians do álbum de figurinhas não é o mesmo da Rua Pernambuco, que usava um cômodo nos fundos do Bar Piola como vestiário. Como você sabe, havia vários Corinthians nos bairros de São Paulo e no subúrbio. O da Rua Pernambuco foi fundado em 1929 e sobre isso há uma notícia, com fotografia, no São Caetano Jornal, desse ano. Também não reconheci nenhum dos nomes dos jogadores."
Recorremos à coleção do São Caetano Jornal, que pertence ao acervo da Fundação Pró-Memória de São Caetano. E encontramos a notícia dada pelo Martins: "Estreou domingo (25 de maio) o Juvenil Corinthians, com vitória de 3 a 0 frente ao Prosperidade FC. Na presidência do novo clube, Albino Ribeiro" (cf. edição de 2 de junho de 1929, um domingo).
Martins enviou-nos duas fotos que ele próprio tirou da criançada em 1952, com alguns parentes seus. Os meninos aparecem brincando de jogar bola justamente no campo do Corintinha. Martins escreve: "As fotos, infelizmente, são péssimas, feitas com uma câmera micha, de lente muito ruim. É evidente que o fotógrafo também não era lá grande coisa".
E assim vai-se escrevendo a história do futebol amador de São Caetano e do Grande ABC, um belo tema para o 10º Congresso de História do Grande ABC, a ser realizado em São Caetano em novembro próximo.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Domingo, 1º de julho de 1979
Manchete - OEA examina bloqueio ao governo de Somoza
Comportamento 1 - Moradores de Vila Pires, em Santo André, protestam contra anúncio de construção de motel na Avenida Dom Pedro I.
Comportamento 2 - Feirantes e fregueses defendem baciada contra a venda por quilo.
Imprensa - Diário ativa esquema de anúncios por telefone.
Editorial - Como está o nosso pão nosso de cada dia?

EM 1º DE JULHO DE...
1939 - Fundada a capela do cemitério de Vila Vitória, em Mauá.
1954 - Lojas Garbo inauguram sua filial em Santo André, na Rua Coronel Oliveira Lima, 254-6.
1969 - Ontem no Clube Bochófilo de Santo André: Randi local 2, Pinheiros 3. E o campeonato de vôlei masculino da Grande São Paulo vai necessitar de um jogo extra.
HOJE
Dia Internacional da Arquitetura. Dia Internacional do Cooperativismo.

SANTOS DO DIA
Aarão, Domiciano, Ester, Marco Túlio Maruzzo Rappo e Obdulio Arroyo Navarro e Teodorico.
Aarão era o porta-voz de seu irmão Moisés, que era gago e tinha dificuldade para se expressar em público. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão: "(Deus) exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele uma aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória" (45,7-8).
Padre Túlio era italiano. Foi assassinado em 1º de julho de 1981 na Guatemala. No atentado morreu, também, Obdulio, seu motorista e catequista. Eram acusados de "comunistas", "subversivos" e "guerrilheiros".
Mussumecci, para sempre
A morte de Cláudio Mussumecci, anteontem, foi uma perda irreparável também para a Memória da sua São Caetano. "Ele era assíduo colaborador da Fundação Pró-Memória e prestigiava todos os nossos eventos", testemunha Clovis Antonio Esteves, presidente da entidade. Clovis diz também que era frequente a visita de Mussumecci ao Museu Histórico de São Caetano, sempre colaborando e ajudando de todas as formas.
Nosso testemunho é o mesmo. Cláudio Mussumecci ajudou-nos muito na elaboração do livro sobre a história do São Caetano EC. Reuniu esportistas, separou e identificou fotos, comprou um caderno e escreveu suas próprias lembranças, todas publicadas. Guardamos uma fita cassete com a sua fala. O momento é de tristeza, mas também de recordações. A Memória só tem que lhe agradecer, sempre.
Domingo, 29 de agosto de 1965 - Nº 382
Coluna Universitária
J. Lima
"A par da sua expansão industrial e comercial, o ABC cresce vertiginosamente no setor do ensino superior. Às Faculdades de Ciências Econômicas e de Teologia, outras vieram se juntar: Direito, Engenharia Industrial (FEI), Administração de Empresas. Elas agrupam um total de três mil alunos. Desta forma, News Seller abre hoje a sua coluna acadêmica."
José Bueno Lima inaugurou a Coluna Universitária no News Seller, antecessor do Diário, assinando J. Lima. Memória recupera, mais de 40 anos depois, o trabalho por ele desenvolvido.



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Corintinha de São Caetano: mas, quantos Corinthians?

No álbum de figurinhas dos clubes do Grande ABC, referente à década de 1950, a página inicial é a da Associação Corintians

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

01/07/2009 | 00:00


No álbum de figurinhas dos clubes do Grande ABC, referente à década de 1950, a página inicial é a da Associação Corintians (sem o "th"), fundada em 1º de junho de 1933. À exceção dos zagueiros Fiorotti, a maioria dos demais aparece com o primeiro nome, o que dificulta saber sobre suas origens familiares. E há também um apelido.
Vamos à escalação: Luiz (o goleiro, com figurinha carimbada), Sérgio, Enio (também carimbado) e Fiorotti 1; Zé Carlos e Fiorotti 2 (carimbado); no ataque, Loriz, Nandinho, Bezerra, Oswaldinho e Natalino.
Submetemos a página à apreciação do professor José de Souza Martins, cujo clube do coração é o Corintinha de São Caetano. Segue a resposta de Martins:
"Quanto ao Corintinha de São Caetano, fiquei com a impressão de que aquele Corintians do álbum de figurinhas não é o mesmo da Rua Pernambuco, que usava um cômodo nos fundos do Bar Piola como vestiário. Como você sabe, havia vários Corinthians nos bairros de São Paulo e no subúrbio. O da Rua Pernambuco foi fundado em 1929 e sobre isso há uma notícia, com fotografia, no São Caetano Jornal, desse ano. Também não reconheci nenhum dos nomes dos jogadores."
Recorremos à coleção do São Caetano Jornal, que pertence ao acervo da Fundação Pró-Memória de São Caetano. E encontramos a notícia dada pelo Martins: "Estreou domingo (25 de maio) o Juvenil Corinthians, com vitória de 3 a 0 frente ao Prosperidade FC. Na presidência do novo clube, Albino Ribeiro" (cf. edição de 2 de junho de 1929, um domingo).
Martins enviou-nos duas fotos que ele próprio tirou da criançada em 1952, com alguns parentes seus. Os meninos aparecem brincando de jogar bola justamente no campo do Corintinha. Martins escreve: "As fotos, infelizmente, são péssimas, feitas com uma câmera micha, de lente muito ruim. É evidente que o fotógrafo também não era lá grande coisa".
E assim vai-se escrevendo a história do futebol amador de São Caetano e do Grande ABC, um belo tema para o 10º Congresso de História do Grande ABC, a ser realizado em São Caetano em novembro próximo.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Domingo, 1º de julho de 1979
Manchete - OEA examina bloqueio ao governo de Somoza
Comportamento 1 - Moradores de Vila Pires, em Santo André, protestam contra anúncio de construção de motel na Avenida Dom Pedro I.
Comportamento 2 - Feirantes e fregueses defendem baciada contra a venda por quilo.
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Editorial - Como está o nosso pão nosso de cada dia?

EM 1º DE JULHO DE...
1939 - Fundada a capela do cemitério de Vila Vitória, em Mauá.
1954 - Lojas Garbo inauguram sua filial em Santo André, na Rua Coronel Oliveira Lima, 254-6.
1969 - Ontem no Clube Bochófilo de Santo André: Randi local 2, Pinheiros 3. E o campeonato de vôlei masculino da Grande São Paulo vai necessitar de um jogo extra.
HOJE
Dia Internacional da Arquitetura. Dia Internacional do Cooperativismo.

SANTOS DO DIA
Aarão, Domiciano, Ester, Marco Túlio Maruzzo Rappo e Obdulio Arroyo Navarro e Teodorico.
Aarão era o porta-voz de seu irmão Moisés, que era gago e tinha dificuldade para se expressar em público. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão: "(Deus) exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele uma aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória" (45,7-8).
Padre Túlio era italiano. Foi assassinado em 1º de julho de 1981 na Guatemala. No atentado morreu, também, Obdulio, seu motorista e catequista. Eram acusados de "comunistas", "subversivos" e "guerrilheiros".
Mussumecci, para sempre
A morte de Cláudio Mussumecci, anteontem, foi uma perda irreparável também para a Memória da sua São Caetano. "Ele era assíduo colaborador da Fundação Pró-Memória e prestigiava todos os nossos eventos", testemunha Clovis Antonio Esteves, presidente da entidade. Clovis diz também que era frequente a visita de Mussumecci ao Museu Histórico de São Caetano, sempre colaborando e ajudando de todas as formas.
Nosso testemunho é o mesmo. Cláudio Mussumecci ajudou-nos muito na elaboração do livro sobre a história do São Caetano EC. Reuniu esportistas, separou e identificou fotos, comprou um caderno e escreveu suas próprias lembranças, todas publicadas. Guardamos uma fita cassete com a sua fala. O momento é de tristeza, mas também de recordações. A Memória só tem que lhe agradecer, sempre.
Domingo, 29 de agosto de 1965 - Nº 382
Coluna Universitária
J. Lima
"A par da sua expansão industrial e comercial, o ABC cresce vertiginosamente no setor do ensino superior. Às Faculdades de Ciências Econômicas e de Teologia, outras vieram se juntar: Direito, Engenharia Industrial (FEI), Administração de Empresas. Elas agrupam um total de três mil alunos. Desta forma, News Seller abre hoje a sua coluna acadêmica."
José Bueno Lima inaugurou a Coluna Universitária no News Seller, antecessor do Diário, assinando J. Lima. Memória recupera, mais de 40 anos depois, o trabalho por ele desenvolvido.

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