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Inflação de maio foi maior para os mais ricos



09/06/2010 | 07:00


O aumento das despesas com habitação em maio fizeram com que a inflação do mês passado afetasse mais o orçamento das famílias com maior poder aquisitivo, que têm mensalmente renda de R$ 2.972,90. Para esta classe, o IVC (Índice do Custo de Vida) mediu inflação de 0,18%, taxa 0,07 ponto percentual acima da variação de 0,11% apurada em abril. "As elevações na habitação tiveram maior impacto para as famílias do terceiro estrato de renda, uma vez que a elevação no valor do condomínio e dos serviços domésticos afetou mais esta classe de consumidores", diz a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto.

De acordo com ela, nos demais estratos as taxas ficaram em 0,14% para as famílias mais pobres, com renda de R$ 377,49 por mês e em 0,09% para as com renda intermediária, de R$ 934,17. De acordo com o Dieese, a contribuição da alta da alimentação foi diferenciada para os três estratos de renda. Para as famílias mais pobres, a alta dos alimentos contribuiu com 0,08 ponto percentual da inflação; para o estrato intermediário de renda, em 0,05 ponto percentual, e para as famílias com maior poder aquisitivo, a contribuição foi de 0,11 ponto percentual.

O grupo Saúde também apresentou impactos sobre as rendas das famílias semelhantes ao da habitação. O menor impacto, de 0,04 ponto percentual, recaiu sobre as famílias mais pobres. Para o estrato intermediário, a contribuição foi de 0,05 ponto percentual e para os mais ricos, de 0,08 ponto. O motivo destes impactos, de acordo com o Dieese, está no reajuste do subgrupo assistência médica, que aumenta na proporção da elevação da renda familiar. No caso do grupo transportes, cujo recuo teve origem no subgrupo individual por causa das quedas nos preços do álcool (8,21%) e gasolina (-1,35%), as famílias mais beneficiadas foram as mais ricas, que despendem parte de seus rendimentos com transportes individuais.



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Inflação de maio foi maior para os mais ricos


09/06/2010 | 07:00


O aumento das despesas com habitação em maio fizeram com que a inflação do mês passado afetasse mais o orçamento das famílias com maior poder aquisitivo, que têm mensalmente renda de R$ 2.972,90. Para esta classe, o IVC (Índice do Custo de Vida) mediu inflação de 0,18%, taxa 0,07 ponto percentual acima da variação de 0,11% apurada em abril. "As elevações na habitação tiveram maior impacto para as famílias do terceiro estrato de renda, uma vez que a elevação no valor do condomínio e dos serviços domésticos afetou mais esta classe de consumidores", diz a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto.

De acordo com ela, nos demais estratos as taxas ficaram em 0,14% para as famílias mais pobres, com renda de R$ 377,49 por mês e em 0,09% para as com renda intermediária, de R$ 934,17. De acordo com o Dieese, a contribuição da alta da alimentação foi diferenciada para os três estratos de renda. Para as famílias mais pobres, a alta dos alimentos contribuiu com 0,08 ponto percentual da inflação; para o estrato intermediário de renda, em 0,05 ponto percentual, e para as famílias com maior poder aquisitivo, a contribuição foi de 0,11 ponto percentual.

O grupo Saúde também apresentou impactos sobre as rendas das famílias semelhantes ao da habitação. O menor impacto, de 0,04 ponto percentual, recaiu sobre as famílias mais pobres. Para o estrato intermediário, a contribuição foi de 0,05 ponto percentual e para os mais ricos, de 0,08 ponto. O motivo destes impactos, de acordo com o Dieese, está no reajuste do subgrupo assistência médica, que aumenta na proporção da elevação da renda familiar. No caso do grupo transportes, cujo recuo teve origem no subgrupo individual por causa das quedas nos preços do álcool (8,21%) e gasolina (-1,35%), as famílias mais beneficiadas foram as mais ricas, que despendem parte de seus rendimentos com transportes individuais.

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