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Preciso contratar, e agora?

No dia 8 pude ministrar palestra para o Núcleo de Mulheres Empreendedoras da ACISA


Cíntia Bortotto

13/09/2010 | 00:00


No dia 8 pude ministrar palestra para o Núcleo de Mulheres Empreendedoras da ACISA (Associação Comercial e Industrial de Santo André). O tema do evento foi "Preciso contratar, e agora?" e pude sentir de perto as dificuldades que os empresários e profissionais de recursos humanos de empresas de médio e pequeno porte têm na hora de trazer um novo funcionário.

Com o mercado aquecido, muitas vezes fica difícil encontrar e reter o profissional de que estamos precisando. E contratar pessoas erradas pode gerar prejuízo, causando danos às contas da empresa e estresse à equipe, tanto para chefes quanto para subordinados. O grande problema surge quando a vaga não preenchida lhe causa perda financeira. E é justamente aí que acontecem os maiores erros, pois os responsáveis acabam contratando o novo funcionário às pressas, sem avaliar de maneira assertiva o perfil da vaga e do candidato.

Contexto
Na hora de contratar, vale a pena avaliar a situação do mercado de trabalho. Atualmente, temos um cenário bastante aquecido, por conta das eleições e de eventos futuros como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Vemos também a chegada de novas empresas e um aumento de contratação nas empresas estabelecidas.

Percebemos que os profissionais mais qualificados estão cada vez mais escassos e caros. Tudo isso determina ações na hora da contratação. Optar por profissionais sem experiência é uma possível solução para que se possa fazer uma formação dentro da empresa, adequando-se melhor à cultura organizacional. A tendência é se aumentar a capacitação e programas de estágio ou trainees.

Os passos da contratação
Antes de contratar, também é necessário pensar no perfil de funcionário que você deseja ou precisa. Quais são os pré-requisitos necessários, escolaridade, experiência? Quais atividades ele vai desempenhar? Quais devem ser as competências desejáveis? Qual o perfil da equipe e do chefe com os quais ele vai trabalhar? Tudo isso deve ser considerado para evitar erros na hora da escolha.

Com o perfil da vaga definido, é hora de fazer com que as pessoas saibam dela. Para recrutar, você pode fazer uso das mais diversas ferramentas: peça indicação a conhecidos, visite e cadastre sua vaga em sites de empregos (alguns são gratuitos para a empresa, outros são pagos), anuncie a vaga no jornal (pode sair um pouco mais caro, mas muitas pessoas ainda têm o hábito de procurar oportunidades em periódicos), poste o anúncio em redes sociais como o Linkedin e Twitter, procure empresas de outplacement e instituições de ensino. Todas essas opções devem considerar o perfil do profissional que se procura.

Na hora de selecionar, é importante a aplicação de testes psicológicos, que devem ser realizados apenas por psicólogos. Testes de conhecimentos também são fundamentais. Aconselho a aplicação de provas de português, matemática e redação, independentemente do nível da vaga, pois é importante que a pessoa consiga se comunicar bem na língua materna e também ter noções básicas de aritmética. Provas situacionais também são interessantes.

Coloque o candidato para mostrar que conhece os sistemas dos quais você necessita na prática. Teste seu domínio de idiomas. No caso de cargos que demandem conhecimento específico, chame um profissional da área, especializado nas competências que você precisa, para ajudá-lo a elaborar provas.

Pergunte para o candidato sobre situações reais. Peça a ele que lhe conte sobre uma situação, a ação que ele realizou e o resultado obtido. Por exemplo: ‘conte sobre uma situação em que você teve que agir sob pressão, me conte o que fez e o resultado obtido'. Avalie se o candidato não está se dispersando na resposta e fique atento aos relatos pouco concretos. Não adianta a pessoa lhe dizer que é criativa. Ela precisa dar exemplos disso na prática, por isso, sempre peça para que o candidato descreva situações verdadeiras, acontecimentos da rotina de trabalho, sempre tendo em vista quais foram suas atitudes e quais as consequências.

A fase final da contratação exige que você teste a aderência entre a empresa e o candidato. Fale sobre benefícios e sobre o funcionamento da companhia. Apresente a ele as áreas com as quais ele mais terá contato. Se você perceber que ele não gostou de alguma coisa, ainda há tempo de voltar atrás. É nessa hora que você vai testar sua segurança em relação à contratação.

Jamais discrimine um candidato. Não faça anúncios pedindo tempo de experiência, ou denotando preferência por raça ou sexo, siga sempre a legislação vigente. E nunca contrate sem checar referências. Seja sempre um bom observador e não hesite em pedir ajuda. Assim ficará mais fácil de encontrar a pessoa certa para a vaga certa!

Siga confiante e boa sorte!



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No dia 8 pude ministrar palestra para o Núcleo de Mulheres Empreendedoras da ACISA

Cíntia Bortotto

13/09/2010 | 00:00


No dia 8 pude ministrar palestra para o Núcleo de Mulheres Empreendedoras da ACISA (Associação Comercial e Industrial de Santo André). O tema do evento foi "Preciso contratar, e agora?" e pude sentir de perto as dificuldades que os empresários e profissionais de recursos humanos de empresas de médio e pequeno porte têm na hora de trazer um novo funcionário.

Com o mercado aquecido, muitas vezes fica difícil encontrar e reter o profissional de que estamos precisando. E contratar pessoas erradas pode gerar prejuízo, causando danos às contas da empresa e estresse à equipe, tanto para chefes quanto para subordinados. O grande problema surge quando a vaga não preenchida lhe causa perda financeira. E é justamente aí que acontecem os maiores erros, pois os responsáveis acabam contratando o novo funcionário às pressas, sem avaliar de maneira assertiva o perfil da vaga e do candidato.

Contexto
Na hora de contratar, vale a pena avaliar a situação do mercado de trabalho. Atualmente, temos um cenário bastante aquecido, por conta das eleições e de eventos futuros como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Vemos também a chegada de novas empresas e um aumento de contratação nas empresas estabelecidas.

Percebemos que os profissionais mais qualificados estão cada vez mais escassos e caros. Tudo isso determina ações na hora da contratação. Optar por profissionais sem experiência é uma possível solução para que se possa fazer uma formação dentro da empresa, adequando-se melhor à cultura organizacional. A tendência é se aumentar a capacitação e programas de estágio ou trainees.

Os passos da contratação
Antes de contratar, também é necessário pensar no perfil de funcionário que você deseja ou precisa. Quais são os pré-requisitos necessários, escolaridade, experiência? Quais atividades ele vai desempenhar? Quais devem ser as competências desejáveis? Qual o perfil da equipe e do chefe com os quais ele vai trabalhar? Tudo isso deve ser considerado para evitar erros na hora da escolha.

Com o perfil da vaga definido, é hora de fazer com que as pessoas saibam dela. Para recrutar, você pode fazer uso das mais diversas ferramentas: peça indicação a conhecidos, visite e cadastre sua vaga em sites de empregos (alguns são gratuitos para a empresa, outros são pagos), anuncie a vaga no jornal (pode sair um pouco mais caro, mas muitas pessoas ainda têm o hábito de procurar oportunidades em periódicos), poste o anúncio em redes sociais como o Linkedin e Twitter, procure empresas de outplacement e instituições de ensino. Todas essas opções devem considerar o perfil do profissional que se procura.

Na hora de selecionar, é importante a aplicação de testes psicológicos, que devem ser realizados apenas por psicólogos. Testes de conhecimentos também são fundamentais. Aconselho a aplicação de provas de português, matemática e redação, independentemente do nível da vaga, pois é importante que a pessoa consiga se comunicar bem na língua materna e também ter noções básicas de aritmética. Provas situacionais também são interessantes.

Coloque o candidato para mostrar que conhece os sistemas dos quais você necessita na prática. Teste seu domínio de idiomas. No caso de cargos que demandem conhecimento específico, chame um profissional da área, especializado nas competências que você precisa, para ajudá-lo a elaborar provas.

Pergunte para o candidato sobre situações reais. Peça a ele que lhe conte sobre uma situação, a ação que ele realizou e o resultado obtido. Por exemplo: ‘conte sobre uma situação em que você teve que agir sob pressão, me conte o que fez e o resultado obtido'. Avalie se o candidato não está se dispersando na resposta e fique atento aos relatos pouco concretos. Não adianta a pessoa lhe dizer que é criativa. Ela precisa dar exemplos disso na prática, por isso, sempre peça para que o candidato descreva situações verdadeiras, acontecimentos da rotina de trabalho, sempre tendo em vista quais foram suas atitudes e quais as consequências.

A fase final da contratação exige que você teste a aderência entre a empresa e o candidato. Fale sobre benefícios e sobre o funcionamento da companhia. Apresente a ele as áreas com as quais ele mais terá contato. Se você perceber que ele não gostou de alguma coisa, ainda há tempo de voltar atrás. É nessa hora que você vai testar sua segurança em relação à contratação.

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