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Candidatos se valem da fama para garantir cadeira

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Havolene Valinhos
Do Diário do Grande ABC

27/09/2010 | 07:11


A lista de candidatos famosos é tão extensa que dá até para dividir em categorias. São esportistas, cantores, compositores, apresentadores de televisão, comediantes, entres outros. No grande ABC, destacam-se o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca (PSB) e Ivan Gomes, o Batoré, que buscam vaga na Câmara Federal.

Na Capital, figuram os ex-jogadores de futebol Vampeta (PTB), Dinei (PDT) e o ex-boxeador Maguila (PTN). Na música, os irmãos Kiko e Leandro (DEM), do grupo KLB, os músicos Juca Chaves (PR) e Moacyr Franco (PSL), e os cantores Netinho de Paula (PCdoB) e Aguinaldo Timóteo (PR). Na televisão, o estilista Ronaldo Esper (PTC), o humorista Tiririca (PR) e a dançarina Suellen Silva, a Mulher Pêra (PTN).

Poucos deles contam com alguma experiência política. A maioria aposta na popularidade de suas carreiras para atrair a atenção do eleitor para suas propostas e a consumação do voto no dia 3.

Os irmãos Kiko e Leandro, do KLB, concorrem a vagas na Câmara Federal e à Assembleia, respectivamente. Kiko revela que tem sido um desafio mostrar ao público que são candidatos. "Ser conhecido ajuda, mas não significa nada. Voto é voto e fã é fã.Quero que votem não porque gostam de nós, mas por conhecerem nossas propostas."

Os irmãos erguem a bandeira da reestruturação familiar. "Atuo há três anos na CPI da Pedofilia e há quase 10 anso no enfretamento às drogas em parcria com a Polícia Militar de São Paulo."

O humorista Tiririca tem sido cogitado para ser a grande surpresa dessas eleições - há projeções de que deve atingir a casa dos 900 mil votos. "Temos trabalhado para 300 mil, mas se conseguir mais será ótimo", frisa, ao dizer que não se considera um puxador de votos para a legenda.

O cantor e compositor Aguinaldo Timóteo (PR) disputa mais uma vez vaga na Câmara, mas agora por São Paulo. O republicano já foi duas vezes deputado federal e outras duas vereador pelo Rio de Janeiro. O artista destacou que se candidatou a convite do presidente Lula. "O presidente disse que levamos grande vantagem, pois há pessoas que nos amam e nos odeiam", brincou.

Timóteo pontuou que dará prosseguimento aos projetos do ex-deputado federal falecido em 2009, Clodovil Hernandes (PTC), justificando que foi seu amigo por 42 anos. "Vou pedir ao chefe de gabinete dele tirar do arquivo todos os projetos, como o que prevê exames de próstata gratuitos e atendimento às mães solteiras."

Para o cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política, Rui Tavares Maluf, o fato de ser uma celebridade não é garantia de boa votação. "Depende da área de atuação, se foi famosa no passado e não é mais tanto hoje, e se essa pessoa tem tempo de atuação política. Apenas ser celebridade não é tudo, mas pode facilitar."

Tavares pondera que o eleitorado de candidato famoso, mas sem engajamento político, é formado pelo eleitorado mais desinformado ou despolitizado. "Não se trata de voto de protesto. É voto de preguiça. O candidato capta esse tipo de eleitor."



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Candidatos se valem da fama para garantir cadeira

Havolene Valinhos
Do Diário do Grande ABC

27/09/2010 | 07:11


A lista de candidatos famosos é tão extensa que dá até para dividir em categorias. São esportistas, cantores, compositores, apresentadores de televisão, comediantes, entres outros. No grande ABC, destacam-se o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca (PSB) e Ivan Gomes, o Batoré, que buscam vaga na Câmara Federal.

Na Capital, figuram os ex-jogadores de futebol Vampeta (PTB), Dinei (PDT) e o ex-boxeador Maguila (PTN). Na música, os irmãos Kiko e Leandro (DEM), do grupo KLB, os músicos Juca Chaves (PR) e Moacyr Franco (PSL), e os cantores Netinho de Paula (PCdoB) e Aguinaldo Timóteo (PR). Na televisão, o estilista Ronaldo Esper (PTC), o humorista Tiririca (PR) e a dançarina Suellen Silva, a Mulher Pêra (PTN).

Poucos deles contam com alguma experiência política. A maioria aposta na popularidade de suas carreiras para atrair a atenção do eleitor para suas propostas e a consumação do voto no dia 3.

Os irmãos Kiko e Leandro, do KLB, concorrem a vagas na Câmara Federal e à Assembleia, respectivamente. Kiko revela que tem sido um desafio mostrar ao público que são candidatos. "Ser conhecido ajuda, mas não significa nada. Voto é voto e fã é fã.Quero que votem não porque gostam de nós, mas por conhecerem nossas propostas."

Os irmãos erguem a bandeira da reestruturação familiar. "Atuo há três anos na CPI da Pedofilia e há quase 10 anso no enfretamento às drogas em parcria com a Polícia Militar de São Paulo."

O humorista Tiririca tem sido cogitado para ser a grande surpresa dessas eleições - há projeções de que deve atingir a casa dos 900 mil votos. "Temos trabalhado para 300 mil, mas se conseguir mais será ótimo", frisa, ao dizer que não se considera um puxador de votos para a legenda.

O cantor e compositor Aguinaldo Timóteo (PR) disputa mais uma vez vaga na Câmara, mas agora por São Paulo. O republicano já foi duas vezes deputado federal e outras duas vereador pelo Rio de Janeiro. O artista destacou que se candidatou a convite do presidente Lula. "O presidente disse que levamos grande vantagem, pois há pessoas que nos amam e nos odeiam", brincou.

Timóteo pontuou que dará prosseguimento aos projetos do ex-deputado federal falecido em 2009, Clodovil Hernandes (PTC), justificando que foi seu amigo por 42 anos. "Vou pedir ao chefe de gabinete dele tirar do arquivo todos os projetos, como o que prevê exames de próstata gratuitos e atendimento às mães solteiras."

Para o cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política, Rui Tavares Maluf, o fato de ser uma celebridade não é garantia de boa votação. "Depende da área de atuação, se foi famosa no passado e não é mais tanto hoje, e se essa pessoa tem tempo de atuação política. Apenas ser celebridade não é tudo, mas pode facilitar."

Tavares pondera que o eleitorado de candidato famoso, mas sem engajamento político, é formado pelo eleitorado mais desinformado ou despolitizado. "Não se trata de voto de protesto. É voto de preguiça. O candidato capta esse tipo de eleitor."

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