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Geisy escreve biografia e quer ser vereadora


William Novaes
Do Diário do Grande ABC

27/06/2010 | 07:20


Geisy Arruda, 21 anos, mudou desde 22 de outubro de 2009, data do episódio em que a então estudante do 2° semestre de Turismo foi hostilizada por alunos da Uniban (Universidade Bandeirantes), em São Bernardo, por causa de um vestido curto. O caso foi parar na polícia e na Justiça e ela nas páginas de jornais, revistas, sites e na tevê. Nesta quinta-feira, às 10h, ela estará no Fórum de São Bernardo para prestar os primeiros depoimentos referentes à ação indenizatória de R$ 1 milhão, que os advogados da ex-estudante moveram por danos morais contra a universidade.

A moça tem aproveitado os 15 minutos de fama do jeito que pode. Largou o curso universitário e o emprego no mercadinho na periferia de Diadema, onde ganhava R$ 400 mensais, perdeu alguns quilos, colocou silicone nos seios e no bumbum e lançou uma marca de roupa - obviamente de vestidos curtos e rosas. Também desfilou nos sambódromos do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre outras atividades, como curso de teatro, onde já se envolveu em polêmica com os outros alunos do local.

"Quero ver dizer que eu não fui ameaçada lá na universidade. Só faltam falar que as imagens do tumulto foram inventadas", conta Geisy. O advogado Vicente Cascione, que defende a Uniban, confirmou e informou que essa vai ser a primeira etapa, quando a defesa e a acusação serão ouvidas.

As agressões verbais rondam a vida da loira de 1,70 metro que ainda mora em uma casa simples, no bairro Campanário, em Diadema. Em entrevista ao Diário, Geisy falou que algumas mulheres a xingam por causa do jeito que se veste. "Simplesmente viro a cara", fala. Ela confirmou o desejo de aparecer em jornais, revistas, sites e principalmente em programas de tevê e o gosto por polêmicas. "Geisy Arruda é do povo", diz com frequência.

Na maioria das vezes, a frase soa forçada. Mas ela não perde o rebolado e assume as suas intenções. "Gosto de dinheiro. Não fui eu que pedi para estar nesta situação. Ainda não estou ganhando, mas para quem não tinha nada, já está bom", conta.

A maquiagem carregada, o megahair loiro mel e a mania de passar batom e brilho nos lábios são algumas de suas marcas. Além da pose de mulher fatal, que dura até o fotógrafo desligar a máquina. A nova empresária lembra as antigas personagens da Escolinha do Professor Raimundo.

Para "não perder o foco", nos últimos meses a ex-balconista participou de diversos programas de televisão e até conseguiu um namorado em rede nacional. "Qual mulher no mundo não se sentiria lisonjeada com 3.000 homens atrás", comenta. A escolha foi tão certa que o namoro não durou um mês. O fazendeiro mineiro recebeu o fora por telefone.

Para marcar o primeiro aniversário do tumulto na Uniban, a loira promete escandalizar o mercado editorial brasileiro com sua biografia, que está prevista para ser lançada em outubro. "Vai ter de tudo, tudo mesmo, vou falar o que nenhuma mulher tem coragem", frisa. Questionada se ainda não é muito jovem para ter um livro de memórias, ela dispara: "Já fiz coisas que Deus dúvida, mas não posso falar nada, me proibiram". A pergunta que fica é: Será que o público está interessado na vida de uma ex-estudante de 21 anos?

Outra novidade é que Diadema pode ter uma surpresa nas próximas eleições municipais em 2012. "Um monte de gente tem falado para eu me candidatar, acho que posso começar como vereadora", comenta. Questionada se seria uma política de esquerda, direita ou centro. "Sei lá, não conheço bem dessas coisas. Esquerda tem haver com macumba? Parece, né?", finaliza.

Mãe ainda sofre com episódio do vestido curto
Se Geisy Arruda está tocando a vida com desfiles, participações em programas de televisão e pouco lembra do episódio na Uniban, sua mãe, a dona de casa Maria de Fátima Arruda, 52 anos, ainda não esqueceu o fato. Basta relembrar o assunto para os seus olhos se encherem de lágrimas.

"Não sei como ela consegue viver assim. Na verdade, isso é bom para a minha filha, eu sofri e ainda sofro com aquelas cenas. É muito dolorido. Me diz qual mãe queria ver sua filha nesta situação?", comenta emocionada.

A dona de casa precisou ser medicada por três meses com remédios para controlar a pressão arterial e as crises nervosas. "Antes não tinha nenhum problema de saúde, depois de tudo aquilo a minha pressão (arterial) subiu e eu vivia chorando pela casa", lembra.

A mais recente preocupação da mãe de Geisy é a aproximação da data da audiência. "Tudo voltou a passar pela minha cabeça. Não vou ter condições de ir, se for é capaz de passar mal na frente do juiz", conta.

Maria de Fátima falou sobre a nova carreira da filha com toda empolgação que apenas as mães têm. "Espero que dê certo. Ainda não entrou dinheiro, mas ela é danada e sabe do que está atrás", disse.

Sobre as roupas curtas, a dona de casa confirma que a filha sempre gostou de se vestir dessa forma e foi muito namoradeira desde cedo. "Sempre falei para ela não se envolver com homens casados. Ela é jovem e tem que aproveitar a vida mesmo. Não é porque alguém usa roupa curta que as outras pessoas têm o direito de sair xingando, como fizeram", comenta.

"Perdi aquele filezão", diz ex-namorado
O pintor de autos Anderson Pacheco, 30 anos, é vizinho e ex-namorado da Geisy. Não guarda raiva da garota, apenas brinca com o sucesso momentâneo da ex. "Perdi aquele filezão. Agora que ficou famosa não vai querer saber do neguinho de chinelo", brinca.

A maioria das meninas que cresceu com Geisy mantém distanciamento. "Quero ver quando os 15 minutos de fama passarem. Ela está se achando, mas o que fez? Nada e ainda parou de falar com a gente", afirma a moça de 20 anos, que não quis se identificar.

As antigas colegas de trabalho do mercado estão com saudade e relembram os primeiros dias de Geisy, quando também foi trabalhar de vestido curto. O chefe pediu para trocar. "É moça do bem, nunca maltratou ninguém. Não dá mais para trabalhar aqui. Está famosa", diz a balconista Maria Aparecida, 58 anos.



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Geisy escreve biografia e quer ser vereadora

William Novaes
Do Diário do Grande ABC

27/06/2010 | 07:20


Geisy Arruda, 21 anos, mudou desde 22 de outubro de 2009, data do episódio em que a então estudante do 2° semestre de Turismo foi hostilizada por alunos da Uniban (Universidade Bandeirantes), em São Bernardo, por causa de um vestido curto. O caso foi parar na polícia e na Justiça e ela nas páginas de jornais, revistas, sites e na tevê. Nesta quinta-feira, às 10h, ela estará no Fórum de São Bernardo para prestar os primeiros depoimentos referentes à ação indenizatória de R$ 1 milhão, que os advogados da ex-estudante moveram por danos morais contra a universidade.

A moça tem aproveitado os 15 minutos de fama do jeito que pode. Largou o curso universitário e o emprego no mercadinho na periferia de Diadema, onde ganhava R$ 400 mensais, perdeu alguns quilos, colocou silicone nos seios e no bumbum e lançou uma marca de roupa - obviamente de vestidos curtos e rosas. Também desfilou nos sambódromos do Rio de Janeiro e de São Paulo, entre outras atividades, como curso de teatro, onde já se envolveu em polêmica com os outros alunos do local.

"Quero ver dizer que eu não fui ameaçada lá na universidade. Só faltam falar que as imagens do tumulto foram inventadas", conta Geisy. O advogado Vicente Cascione, que defende a Uniban, confirmou e informou que essa vai ser a primeira etapa, quando a defesa e a acusação serão ouvidas.

As agressões verbais rondam a vida da loira de 1,70 metro que ainda mora em uma casa simples, no bairro Campanário, em Diadema. Em entrevista ao Diário, Geisy falou que algumas mulheres a xingam por causa do jeito que se veste. "Simplesmente viro a cara", fala. Ela confirmou o desejo de aparecer em jornais, revistas, sites e principalmente em programas de tevê e o gosto por polêmicas. "Geisy Arruda é do povo", diz com frequência.

Na maioria das vezes, a frase soa forçada. Mas ela não perde o rebolado e assume as suas intenções. "Gosto de dinheiro. Não fui eu que pedi para estar nesta situação. Ainda não estou ganhando, mas para quem não tinha nada, já está bom", conta.

A maquiagem carregada, o megahair loiro mel e a mania de passar batom e brilho nos lábios são algumas de suas marcas. Além da pose de mulher fatal, que dura até o fotógrafo desligar a máquina. A nova empresária lembra as antigas personagens da Escolinha do Professor Raimundo.

Para "não perder o foco", nos últimos meses a ex-balconista participou de diversos programas de televisão e até conseguiu um namorado em rede nacional. "Qual mulher no mundo não se sentiria lisonjeada com 3.000 homens atrás", comenta. A escolha foi tão certa que o namoro não durou um mês. O fazendeiro mineiro recebeu o fora por telefone.

Para marcar o primeiro aniversário do tumulto na Uniban, a loira promete escandalizar o mercado editorial brasileiro com sua biografia, que está prevista para ser lançada em outubro. "Vai ter de tudo, tudo mesmo, vou falar o que nenhuma mulher tem coragem", frisa. Questionada se ainda não é muito jovem para ter um livro de memórias, ela dispara: "Já fiz coisas que Deus dúvida, mas não posso falar nada, me proibiram". A pergunta que fica é: Será que o público está interessado na vida de uma ex-estudante de 21 anos?

Outra novidade é que Diadema pode ter uma surpresa nas próximas eleições municipais em 2012. "Um monte de gente tem falado para eu me candidatar, acho que posso começar como vereadora", comenta. Questionada se seria uma política de esquerda, direita ou centro. "Sei lá, não conheço bem dessas coisas. Esquerda tem haver com macumba? Parece, né?", finaliza.

Mãe ainda sofre com episódio do vestido curto
Se Geisy Arruda está tocando a vida com desfiles, participações em programas de televisão e pouco lembra do episódio na Uniban, sua mãe, a dona de casa Maria de Fátima Arruda, 52 anos, ainda não esqueceu o fato. Basta relembrar o assunto para os seus olhos se encherem de lágrimas.

"Não sei como ela consegue viver assim. Na verdade, isso é bom para a minha filha, eu sofri e ainda sofro com aquelas cenas. É muito dolorido. Me diz qual mãe queria ver sua filha nesta situação?", comenta emocionada.

A dona de casa precisou ser medicada por três meses com remédios para controlar a pressão arterial e as crises nervosas. "Antes não tinha nenhum problema de saúde, depois de tudo aquilo a minha pressão (arterial) subiu e eu vivia chorando pela casa", lembra.

A mais recente preocupação da mãe de Geisy é a aproximação da data da audiência. "Tudo voltou a passar pela minha cabeça. Não vou ter condições de ir, se for é capaz de passar mal na frente do juiz", conta.

Maria de Fátima falou sobre a nova carreira da filha com toda empolgação que apenas as mães têm. "Espero que dê certo. Ainda não entrou dinheiro, mas ela é danada e sabe do que está atrás", disse.

Sobre as roupas curtas, a dona de casa confirma que a filha sempre gostou de se vestir dessa forma e foi muito namoradeira desde cedo. "Sempre falei para ela não se envolver com homens casados. Ela é jovem e tem que aproveitar a vida mesmo. Não é porque alguém usa roupa curta que as outras pessoas têm o direito de sair xingando, como fizeram", comenta.

"Perdi aquele filezão", diz ex-namorado
O pintor de autos Anderson Pacheco, 30 anos, é vizinho e ex-namorado da Geisy. Não guarda raiva da garota, apenas brinca com o sucesso momentâneo da ex. "Perdi aquele filezão. Agora que ficou famosa não vai querer saber do neguinho de chinelo", brinca.

A maioria das meninas que cresceu com Geisy mantém distanciamento. "Quero ver quando os 15 minutos de fama passarem. Ela está se achando, mas o que fez? Nada e ainda parou de falar com a gente", afirma a moça de 20 anos, que não quis se identificar.

As antigas colegas de trabalho do mercado estão com saudade e relembram os primeiros dias de Geisy, quando também foi trabalhar de vestido curto. O chefe pediu para trocar. "É moça do bem, nunca maltratou ninguém. Não dá mais para trabalhar aqui. Está famosa", diz a balconista Maria Aparecida, 58 anos.

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