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Gripe suína afeta setor de lazer

Faturamento nos últimos meses no setor registrou
queda de 30% por conta de cancelamentos de eventos


Emerson Coelho
Do Diário do Grande ABC

24/08/2009 | 07:00


A gripe suína, com os primeiros casos surgidos no México e que rapidamente se espalhou para outros países, inclusive o Brasil, provoca prejuízos em empresas que prestam serviços de recreação e lazer. Algumas relatam que nos últimos meses está ocorrendo o adiamento ou cancelamento de eventos por causa da nova epidemia.

"Os cuidados para que não haja disseminação do vírus provocou uma espécie de isolamento involuntário das pessoas e nas atividades ligadas à recreação há muito contato físico por conta do próprio processo de integração entre os participantes nas brincadeiras e jogos", explica o presidente da Abre (Associação Brasileira dos Recreadores), Hubert Krause.

De acordo com ele, a queda percebida pelo setor é de cerca de 30% no faturamento após o aparecimento da nova gripe. "Além disso, muitas empresas de recreação e recreadores que atuam com passeios escolares culturais ou de lazer sofreram com a demora para a volta às aulas, pois não puderam negociar durante esse período com as escolas", comenta.

Empresa de eventos e recreação que funciona há nove anos em São Caetano, promovendo cursos e festas, com adultos e crianças, a queda verificada no volume de negócios foi de 30% de uns dois meses para cá. "Com o surgimento da gripe suína, muitas pessoas estão evitando aglomerações. Várias reuniões e festas agendadas estão sendo canceladas", afirma o proprietário, Newton de Sousa.

Segundo Sousa, os pais têm medo que os filhos contraiam a doença. "Há também o caso de uma moça grávida que cancelou sua participação em um de nossos cursos por causa da nova gripe", salienta.

BUFÊS INFANTIS - Segundo alguns proprietários de bufês infantis consultados pelo Diário, o temor em relação ao vírus influenza A (H1N1) parece ainda não ter afetado o volume de negócios.

"Apesar dos pais parecerem um pouco mais preocupados, temos muitas festas agendadas. Além disso, nosso estabelecimento é bastante arejado e disponibilizamos álcool em gel para as crianças frequentemente limparem as mãos", diz a resposável de um bufê recreativo em Santo André, Irene Vasconcelos Martinho.

Gerente de outro estabelecimento infantil em Santo André, Alexandre Bartassi percebeu diminuição de 60% no volume de festas agendadas para o mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado. "Houve essa queda, mas não sei informar se é relacionada à nova gripe".

Cuidados aumentam para evitar contágio

Com a nova gripe, locais que costumam reunir grupos estão se precavendo, tomando alguns cuidados, como disponibilizar álcool em gel para os convidados e colocando cartazes informativos do Ministério da Saúde com as medidas para evitar o contágio.

"Orientamos nossos monitores e funcionários, que lidam diretamente com as crianças, a limpar as mãos de hora em hora com álcool gel e também efetuamos frequentemente a limpeza dos brinquedos", comenta a proprietária de um bufê infantil em Santo André, Greice Mantuan Rodrigues.

Greice afirma não ter notado queda no número de festas programadas nos últimos meses. Pelo contrário. Ela diz que o movimento está acima das expectativas. "Não tivemos nenhum impacto por causa da nova gripe. Aliás, estamos com recordes de vendas de festas."

O estabelecimento realizou 28 festas em julho. Neste mês deve receber outras 29 e, para setembro, já tem agendados 27 eventos.

NADA DE QUEDA - No Centro de Exposições Imigrantes, que realiza dezenas de eventos públicos por mês, os administradores também não notaram queda no fluxo de público.

"Algumas pessoas às vezes utilizam máscaras, mas não houve queda no número de eventos programados por conta da nova gripe", afirma o gerente geral, Maurizio Sarcinella.



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Gripe suína afeta setor de lazer

Faturamento nos últimos meses no setor registrou
queda de 30% por conta de cancelamentos de eventos

Emerson Coelho
Do Diário do Grande ABC

24/08/2009 | 07:00


A gripe suína, com os primeiros casos surgidos no México e que rapidamente se espalhou para outros países, inclusive o Brasil, provoca prejuízos em empresas que prestam serviços de recreação e lazer. Algumas relatam que nos últimos meses está ocorrendo o adiamento ou cancelamento de eventos por causa da nova epidemia.

"Os cuidados para que não haja disseminação do vírus provocou uma espécie de isolamento involuntário das pessoas e nas atividades ligadas à recreação há muito contato físico por conta do próprio processo de integração entre os participantes nas brincadeiras e jogos", explica o presidente da Abre (Associação Brasileira dos Recreadores), Hubert Krause.

De acordo com ele, a queda percebida pelo setor é de cerca de 30% no faturamento após o aparecimento da nova gripe. "Além disso, muitas empresas de recreação e recreadores que atuam com passeios escolares culturais ou de lazer sofreram com a demora para a volta às aulas, pois não puderam negociar durante esse período com as escolas", comenta.

Empresa de eventos e recreação que funciona há nove anos em São Caetano, promovendo cursos e festas, com adultos e crianças, a queda verificada no volume de negócios foi de 30% de uns dois meses para cá. "Com o surgimento da gripe suína, muitas pessoas estão evitando aglomerações. Várias reuniões e festas agendadas estão sendo canceladas", afirma o proprietário, Newton de Sousa.

Segundo Sousa, os pais têm medo que os filhos contraiam a doença. "Há também o caso de uma moça grávida que cancelou sua participação em um de nossos cursos por causa da nova gripe", salienta.

BUFÊS INFANTIS - Segundo alguns proprietários de bufês infantis consultados pelo Diário, o temor em relação ao vírus influenza A (H1N1) parece ainda não ter afetado o volume de negócios.

"Apesar dos pais parecerem um pouco mais preocupados, temos muitas festas agendadas. Além disso, nosso estabelecimento é bastante arejado e disponibilizamos álcool em gel para as crianças frequentemente limparem as mãos", diz a resposável de um bufê recreativo em Santo André, Irene Vasconcelos Martinho.

Gerente de outro estabelecimento infantil em Santo André, Alexandre Bartassi percebeu diminuição de 60% no volume de festas agendadas para o mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado. "Houve essa queda, mas não sei informar se é relacionada à nova gripe".

Cuidados aumentam para evitar contágio

Com a nova gripe, locais que costumam reunir grupos estão se precavendo, tomando alguns cuidados, como disponibilizar álcool em gel para os convidados e colocando cartazes informativos do Ministério da Saúde com as medidas para evitar o contágio.

"Orientamos nossos monitores e funcionários, que lidam diretamente com as crianças, a limpar as mãos de hora em hora com álcool gel e também efetuamos frequentemente a limpeza dos brinquedos", comenta a proprietária de um bufê infantil em Santo André, Greice Mantuan Rodrigues.

Greice afirma não ter notado queda no número de festas programadas nos últimos meses. Pelo contrário. Ela diz que o movimento está acima das expectativas. "Não tivemos nenhum impacto por causa da nova gripe. Aliás, estamos com recordes de vendas de festas."

O estabelecimento realizou 28 festas em julho. Neste mês deve receber outras 29 e, para setembro, já tem agendados 27 eventos.

NADA DE QUEDA - No Centro de Exposições Imigrantes, que realiza dezenas de eventos públicos por mês, os administradores também não notaram queda no fluxo de público.

"Algumas pessoas às vezes utilizam máscaras, mas não houve queda no número de eventos programados por conta da nova gripe", afirma o gerente geral, Maurizio Sarcinella.

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