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Fabiano fica à espera de milagre no São Caetano


Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

02/09/2005 | 08:21


Sílvio Luiz é incontestável no São Caetano. O goleiro ultrapassou no último jogo mais de 2 mil minutos em campo pelo Campeonato Brasileiro. Não largou a meta em nenhum momento dos 23 jogos disputados até agora. E mais. O camisa um soma a incrível marca de 411 partidas pela equipe do Grande ABC, a qual defende há mais de sete anos como titular. Absolutismo que transforma seus reservas em sombras, sem possibilidade de serem acionados a curto prazo. É o caso de Fabiano, substituto imediato de Sílvio, e que está no Azulão à espera de um milagre. “Só entro se ele se machucar ou se for suspenso. Mas não quero ganhar a vaga dessa maneira. Sou consciente de que não tem condição. É horrível saber que faço sombra aqui no São Caetano. O Sílvio é regular, absoluto. Fazer o quê?”.

Rogério Ceni esperou anos para assumir o posto que era de Zetti no São Paulo. Marcos também passou o mesmo dilema com Veloso no Palmeiras. No São Caetano, Fabiano já tem 30 anos, dois a mais que Sílvio Luiz. Experiência que o faz ter paciência, ser realista. “Temos um diálogo aberto. O Sílvio é uma referência. Brigamos pela posição (ele e Luís, o terceiro reserva), mas sabemos que o dono da camisa é o Sílvio”, afirmou.

Fabiano nunca passou por uma situação como essa em sua carreira. “Joguei em todas as equipes. Ponte Preta, Portuguesa, Cruzeiro e América-MG. Aqui no São Caetano, não”. O goleiro faz uma revelação. “Recebi uma proposta para sair. O Juventude perdeu o Doni (para a Roma, da Itália) essa semana e entrou em contato para me levar. Mas não deu certo”, lamentou.

A importância de Fabiano fora dos gramados é comparada a de Sílvio Luiz debaixo dos três paus. “É um cara otimista, que eleva a moral do grupo”, explicou o preparador de goleiros do Azulão, Carlos Pracidelli, pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002. Brincalhão, Fabiano é respeitado no elenco. O goleiro chegou a apostar com Edílson se seria capaz de dar uma caneta – toque entre as pernas – em Mascherano, do Corinthians. Perdeu.

Antes de ser contratado pelo Azulão, Fabiano cumpriu seis meses de suspensão por agredir um árbitro quando atuava pelo América-MG. Pelo time do Grande ABC, entrou na briga no México, onde a equipe foi agredida pelos jogadores do América na Libertadores da América do ano passado. “Substituí o Sílvio num jogo da Copa do Brasil e um no Paulista, os únicos que não pôde atuar”.

Fabiano deu conta do recado, mas sabe da realidade. “Posso defender três pênaltis num jogo, ser genial. No final, sei que ele voltará a ser o titular. Aqui tem uma rolha na boca da garrafa: é o Sílvio, que não sai nunca. Por méritos, é claro”. Tese defendida por Pracidelli. “O grande titular do São Caetano é o Sílvio. Não abriremos mão dele. Os reservas sabem disso e de uma maneira honesta. Fato que não deve deixá-los desmotivados. Afinal, o Sílvio é um espelho, e alcançar o nível dele é uma honra”.



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Fabiano fica à espera de milagre no São Caetano

Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

02/09/2005 | 08:21


Sílvio Luiz é incontestável no São Caetano. O goleiro ultrapassou no último jogo mais de 2 mil minutos em campo pelo Campeonato Brasileiro. Não largou a meta em nenhum momento dos 23 jogos disputados até agora. E mais. O camisa um soma a incrível marca de 411 partidas pela equipe do Grande ABC, a qual defende há mais de sete anos como titular. Absolutismo que transforma seus reservas em sombras, sem possibilidade de serem acionados a curto prazo. É o caso de Fabiano, substituto imediato de Sílvio, e que está no Azulão à espera de um milagre. “Só entro se ele se machucar ou se for suspenso. Mas não quero ganhar a vaga dessa maneira. Sou consciente de que não tem condição. É horrível saber que faço sombra aqui no São Caetano. O Sílvio é regular, absoluto. Fazer o quê?”.

Rogério Ceni esperou anos para assumir o posto que era de Zetti no São Paulo. Marcos também passou o mesmo dilema com Veloso no Palmeiras. No São Caetano, Fabiano já tem 30 anos, dois a mais que Sílvio Luiz. Experiência que o faz ter paciência, ser realista. “Temos um diálogo aberto. O Sílvio é uma referência. Brigamos pela posição (ele e Luís, o terceiro reserva), mas sabemos que o dono da camisa é o Sílvio”, afirmou.

Fabiano nunca passou por uma situação como essa em sua carreira. “Joguei em todas as equipes. Ponte Preta, Portuguesa, Cruzeiro e América-MG. Aqui no São Caetano, não”. O goleiro faz uma revelação. “Recebi uma proposta para sair. O Juventude perdeu o Doni (para a Roma, da Itália) essa semana e entrou em contato para me levar. Mas não deu certo”, lamentou.

A importância de Fabiano fora dos gramados é comparada a de Sílvio Luiz debaixo dos três paus. “É um cara otimista, que eleva a moral do grupo”, explicou o preparador de goleiros do Azulão, Carlos Pracidelli, pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002. Brincalhão, Fabiano é respeitado no elenco. O goleiro chegou a apostar com Edílson se seria capaz de dar uma caneta – toque entre as pernas – em Mascherano, do Corinthians. Perdeu.

Antes de ser contratado pelo Azulão, Fabiano cumpriu seis meses de suspensão por agredir um árbitro quando atuava pelo América-MG. Pelo time do Grande ABC, entrou na briga no México, onde a equipe foi agredida pelos jogadores do América na Libertadores da América do ano passado. “Substituí o Sílvio num jogo da Copa do Brasil e um no Paulista, os únicos que não pôde atuar”.

Fabiano deu conta do recado, mas sabe da realidade. “Posso defender três pênaltis num jogo, ser genial. No final, sei que ele voltará a ser o titular. Aqui tem uma rolha na boca da garrafa: é o Sílvio, que não sai nunca. Por méritos, é claro”. Tese defendida por Pracidelli. “O grande titular do São Caetano é o Sílvio. Não abriremos mão dele. Os reservas sabem disso e de uma maneira honesta. Fato que não deve deixá-los desmotivados. Afinal, o Sílvio é um espelho, e alcançar o nível dele é uma honra”.

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