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Tigre foi ‘laboratório’ de financeira que hoje patrocina o Palmeiras

Divulgação/São Bernardo FC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Deputado estadual Luiz Fernando Teixeira relembra entrada da Crefisa como parceira da equipe da região antes de acertar com o Verdão


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

15/02/2021 | 00:31



O Palmeiras regressou na sexta-feira do Catar, onde disputou o Mundial de Clubes. Independentemente do resultado, se credenciou à competição após conquistar o obsessivo título da Copa Libertadores, colocando fim ao jejum de 21 anos. Nesta mesma temporada o Verdão alcançou ainda os títulos do Paulistão e da Florida Cup, é finalista da Copa do Brasil, disputará a Recopa Sul-Americana e está no G-7 do Brasileirão. E se tem um nome para sustentar todo este sucesso, este é Crefisa. Patrocinadora do clube desde 2015, é responsável por grandes aportes financeiros. Na última renovação contratual, em 2019, ficou acertado que o Verdão receberia até R$ 136 milhões por ano até 2021 (R$ 410 milhões no total), maior valor das Américas. Entretanto, o Grande ABC reivindica uma parcela disso tudo. Afinal, o São Bernardo FC foi o primeiro clube a ser patrocinado pela financeira por dois anos.

“A porta de entrada no futebol foi o São Bernardo FC. Então o Palmeiras deve ao São Bernardo FC (o lugar) onde está”, ressalta o ex-presidente e hoje deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT). Foi ele quem negociou pessoalmente com a mandatária da empresa, Leila Pereira – o meio de campo foi realizado pelo ex-prefeito Luiz Marinho (PT). “Apresentei o projeto de um clube com bom público e em cidade legal. Após quatro reuniões, a convenci em nos patrocinar. Não lembro os valores, não eram absurdos (entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões em 2015 e R$ 1,5 milhão em 2016), mas ajudaram muito, era um diferencial para montar time legal”, conta. “Nosso sexto lugar no Paulista de 2016 (perdeu nas quartas de final justamente para o Palmeiras) devemos ao patrocínio, senão não teríamos condição de ter time como aquele.”

Luiz Fernando recorda que após a repercussão do acerto do Tigre com a financeira, o então presidente Paulo Nobre, do Palmeiras, buscou a empresa para também fechar negócio. “E discutiram valores totalmente discrepantes, como deveria ser”, diz. Com o sucesso do time e o fanatismo de Leila Pereira, o montante foi crescendo. “Não tenho a menor dúvida que o Palmeiras vem sobrevivendo hoje, mesmo com muitos equívocos cometidos pela diretoria de futebol, porque a Crefisa banca. Nas condições de mercado atual não creio que conseguisse outro pela metade do valor”, sugere.

Tigre hoje está descaracterizado, critica

No ano seguinte à saída da Crefisa e – não coincidentemente – combinado com a troca no comando da Prefeitura, Luiz Fernando Teixeira e seu filho, Thiago Ferreira, deixaram o comando do São Bernardo FC. Depois de duas temporadas com muita dificuldade financeira, o Tigre foi adquirido pela Magnum, que o mantém em atividade, mas treina em Atibaia e só vem ao Grande ABC para mandar os jogos. Desta maneira, o ex-presidente aurinegro enxerga uma “descaracterização” do time.

“Aquele São Bernardo FC que tínhamos, da cidade, hoje não trabalha mais a formação em São Bernardo. Antes formava jogadores para o time profissional, 50% do elenco era formado pela base. Hoje se transformou num negócio, mudou o brasão, fizeram questão de diferenciar que não é aquele que um dia tocamos. Mas tenho história de vida e paixão com o São Bernardo, o que fizemos, os títulos conquistados (Série A-2 de 2012 e Copa Paulista de 2013) e os acessos sob minha gestão (duas vezes para a elite, em 2010 e 2012), com duas participações na Copa do Brasil e uma na Série D, com jogos para 10, 12, 17 mil pessoas. Infelizmente hoje vem, joga para meia dúzia de torcedores, não tem sócio-torcedor, não tem mais muito envolvimento com a cidade. Treina fora, os principais funcionários foram demitidos. Torço muito, é o time que leva o nome da nossa cidade, mas é como um filho que está fora.” 



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Tigre foi ‘laboratório’ de financeira que hoje patrocina o Palmeiras

Deputado estadual Luiz Fernando Teixeira relembra entrada da Crefisa como parceira da equipe da região antes de acertar com o Verdão

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

15/02/2021 | 00:31



O Palmeiras regressou na sexta-feira do Catar, onde disputou o Mundial de Clubes. Independentemente do resultado, se credenciou à competição após conquistar o obsessivo título da Copa Libertadores, colocando fim ao jejum de 21 anos. Nesta mesma temporada o Verdão alcançou ainda os títulos do Paulistão e da Florida Cup, é finalista da Copa do Brasil, disputará a Recopa Sul-Americana e está no G-7 do Brasileirão. E se tem um nome para sustentar todo este sucesso, este é Crefisa. Patrocinadora do clube desde 2015, é responsável por grandes aportes financeiros. Na última renovação contratual, em 2019, ficou acertado que o Verdão receberia até R$ 136 milhões por ano até 2021 (R$ 410 milhões no total), maior valor das Américas. Entretanto, o Grande ABC reivindica uma parcela disso tudo. Afinal, o São Bernardo FC foi o primeiro clube a ser patrocinado pela financeira por dois anos.

“A porta de entrada no futebol foi o São Bernardo FC. Então o Palmeiras deve ao São Bernardo FC (o lugar) onde está”, ressalta o ex-presidente e hoje deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT). Foi ele quem negociou pessoalmente com a mandatária da empresa, Leila Pereira – o meio de campo foi realizado pelo ex-prefeito Luiz Marinho (PT). “Apresentei o projeto de um clube com bom público e em cidade legal. Após quatro reuniões, a convenci em nos patrocinar. Não lembro os valores, não eram absurdos (entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões em 2015 e R$ 1,5 milhão em 2016), mas ajudaram muito, era um diferencial para montar time legal”, conta. “Nosso sexto lugar no Paulista de 2016 (perdeu nas quartas de final justamente para o Palmeiras) devemos ao patrocínio, senão não teríamos condição de ter time como aquele.”

Luiz Fernando recorda que após a repercussão do acerto do Tigre com a financeira, o então presidente Paulo Nobre, do Palmeiras, buscou a empresa para também fechar negócio. “E discutiram valores totalmente discrepantes, como deveria ser”, diz. Com o sucesso do time e o fanatismo de Leila Pereira, o montante foi crescendo. “Não tenho a menor dúvida que o Palmeiras vem sobrevivendo hoje, mesmo com muitos equívocos cometidos pela diretoria de futebol, porque a Crefisa banca. Nas condições de mercado atual não creio que conseguisse outro pela metade do valor”, sugere.

Tigre hoje está descaracterizado, critica

No ano seguinte à saída da Crefisa e – não coincidentemente – combinado com a troca no comando da Prefeitura, Luiz Fernando Teixeira e seu filho, Thiago Ferreira, deixaram o comando do São Bernardo FC. Depois de duas temporadas com muita dificuldade financeira, o Tigre foi adquirido pela Magnum, que o mantém em atividade, mas treina em Atibaia e só vem ao Grande ABC para mandar os jogos. Desta maneira, o ex-presidente aurinegro enxerga uma “descaracterização” do time.

“Aquele São Bernardo FC que tínhamos, da cidade, hoje não trabalha mais a formação em São Bernardo. Antes formava jogadores para o time profissional, 50% do elenco era formado pela base. Hoje se transformou num negócio, mudou o brasão, fizeram questão de diferenciar que não é aquele que um dia tocamos. Mas tenho história de vida e paixão com o São Bernardo, o que fizemos, os títulos conquistados (Série A-2 de 2012 e Copa Paulista de 2013) e os acessos sob minha gestão (duas vezes para a elite, em 2010 e 2012), com duas participações na Copa do Brasil e uma na Série D, com jogos para 10, 12, 17 mil pessoas. Infelizmente hoje vem, joga para meia dúzia de torcedores, não tem sócio-torcedor, não tem mais muito envolvimento com a cidade. Treina fora, os principais funcionários foram demitidos. Torço muito, é o time que leva o nome da nossa cidade, mas é como um filho que está fora.” 

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