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Governo recua e dá aval para restaurante abrir no fim de semana

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Shoppings e outros comércios não essenciais podem funcionar até as 20h; bares estão liberados, mas sem consumo no local


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

03/02/2021 | 22:43


Após protestos, o governo do Estado anunciou ontem a liberação de funcionamento do comércio considerado não essencial no fim de semana em 11 regiões, incluindo o Grande ABC. Essas localidades foram mantidas na fase laranja do Plano São Paulo de combate à Covid-19. Na prática, restaurantes, shoppings, academias, salões de beleza, cinemas, teatros, concessionárias e escritórios vão abrir suas portas por oito horas diárias (até às 20h), com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade. O bares podem atender, mas o consumo no local segue proibido.

Os comerciantes receberam com pouco entusiasmo a medida. Eles entendem que decisão irá amenizar as perdas, mas ainda é insuficiente para sanar os prejuízos que foram acumulados durante a pandemia do novo coronavírus.

“É um pequeno passo, que tenta resgatar a brutal injustiça feita aos empresários e empregados do setor de bares e restaurantes”, afirma Beto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), que classificou a determinação de fechamento aos sábado e domingos como “exdrúxula”.

Ele creditou o recuo do governador João Doria (PSDB) à pressão feita por funcionários e proprietários de estabelecimentos. Na última semana ocorreram protestos no Grande ABC e também na Avenida Paulista, na Capital.

O governo justificou a liberação de abertura pela diminuição nos números de contaminação e de mortes pela Covid-19. Apesar de reconhecer que a situação ainda permanece grave.

Moreira destacou a atuação dos prefeitos do Grande ABC que, na sua opinião, “fizeram a lição de casa, mas que estão impedidos de ajudar mais, a não ser com aprovação de leis que desonerem impostos, ação que ajudaria a manter as casas abertas”.

Ontem, após a divulgação feita por Doria, os sete prefeitos da região se reuniram no Consórcio Intermunicipal e decidiram seguir a classificação do Estado. Entretanto, reafirmaram que a região possui indicadores compatíveis para avançar para a fase amarela de flexibilização.

LINHA DE CRÉDITO
Doria anunciou ainda um novo pacote de apoio aos setores de comércio, turismo e serviços, com aporte de R$ 125 milhões em crédito pelo Banco do Povo e pelo Banco Desenvolve-SP, além de suspensão de dívidas e parcelamento de contas, sem multas ou juros, por um prazo de até 12 meses.

“Os empresários e empregados do setor necessitam trabalhar para pagar aluguel, impostos e outros compromissos. Manter a empresa viva hoje é uma luta para quem depende dela. Os governantes precisam entender que desempregado, a exemplo dos mortos, também não consomem”, finalizou Moreira. 



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Governo recua e dá aval para restaurante abrir no fim de semana

Shoppings e outros comércios não essenciais podem funcionar até as 20h; bares estão liberados, mas sem consumo no local

Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

03/02/2021 | 22:43


Após protestos, o governo do Estado anunciou ontem a liberação de funcionamento do comércio considerado não essencial no fim de semana em 11 regiões, incluindo o Grande ABC. Essas localidades foram mantidas na fase laranja do Plano São Paulo de combate à Covid-19. Na prática, restaurantes, shoppings, academias, salões de beleza, cinemas, teatros, concessionárias e escritórios vão abrir suas portas por oito horas diárias (até às 20h), com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade. O bares podem atender, mas o consumo no local segue proibido.

Os comerciantes receberam com pouco entusiasmo a medida. Eles entendem que decisão irá amenizar as perdas, mas ainda é insuficiente para sanar os prejuízos que foram acumulados durante a pandemia do novo coronavírus.

“É um pequeno passo, que tenta resgatar a brutal injustiça feita aos empresários e empregados do setor de bares e restaurantes”, afirma Beto Moreira, presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), que classificou a determinação de fechamento aos sábado e domingos como “exdrúxula”.

Ele creditou o recuo do governador João Doria (PSDB) à pressão feita por funcionários e proprietários de estabelecimentos. Na última semana ocorreram protestos no Grande ABC e também na Avenida Paulista, na Capital.

O governo justificou a liberação de abertura pela diminuição nos números de contaminação e de mortes pela Covid-19. Apesar de reconhecer que a situação ainda permanece grave.

Moreira destacou a atuação dos prefeitos do Grande ABC que, na sua opinião, “fizeram a lição de casa, mas que estão impedidos de ajudar mais, a não ser com aprovação de leis que desonerem impostos, ação que ajudaria a manter as casas abertas”.

Ontem, após a divulgação feita por Doria, os sete prefeitos da região se reuniram no Consórcio Intermunicipal e decidiram seguir a classificação do Estado. Entretanto, reafirmaram que a região possui indicadores compatíveis para avançar para a fase amarela de flexibilização.

LINHA DE CRÉDITO
Doria anunciou ainda um novo pacote de apoio aos setores de comércio, turismo e serviços, com aporte de R$ 125 milhões em crédito pelo Banco do Povo e pelo Banco Desenvolve-SP, além de suspensão de dívidas e parcelamento de contas, sem multas ou juros, por um prazo de até 12 meses.

“Os empresários e empregados do setor necessitam trabalhar para pagar aluguel, impostos e outros compromissos. Manter a empresa viva hoje é uma luta para quem depende dela. Os governantes precisam entender que desempregado, a exemplo dos mortos, também não consomem”, finalizou Moreira. 

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