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Carroceiros saem da igreja do Assunção, às 9h


Fabio Berlinga
Do Diário do Grande ABC

02/09/2006 | 20:57


A procissão dos Carroceiros sai neste domingo, às 9h, da igreja Nossa Senhora do Assunção, no bairro Assunção, São Bernardo, e vai até a Igreja Matriz, no Centro. Os organizadores esperam que mais de 4 mil pessoas, a pé, de carro, motos e, principalmente, em cavalos e carroças, sigam a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, que fará o percurso levada por carro de boi. A procissão é um dos eventos folclórico-religiosos mais tradicionais do Grande ABC.

Tal tradição começou há 89 anos, quando um grupo de carroceiros do município resolveu homenagear a padroeira dos viajantes e também lembrar as histórias dos tropeiros, mercadores que vinham do Rio Grande do Sul e passavam por São Bernardo a caminho do porto de Santos. Eles traziam as mulas, animais usados no transporte. No local onde as tropas paravam para comer, dormir e pedir proteção à santa antes de seguir viagem, foi construída a capela, onde hoje está a igreja Nossa Senhora do Assunção.

Após a procissão, haverá missa e bênção aos participantes, na Igreja Matriz. Em seguida, segue o 14º Festival dos Cavaleiros, na praça de eventos em frente à Matriz. Uma das principais atrações da atividade, que também resgata a história do tropeirismo, é a queima do alho. “É quando nós relembramos a hora da comida dos tropeiros. Fazemos, no fogão à lenha, a comida típica dos antigos viajantes: arroz carreteiro, feijão tropeiro e paçoca de carne. O nome vem do fato de que usamos só alho e sal como tempero, seguindo o costume deles”, explica José de Oliveira, 54 anos, conhecido como Zezinho Manga Larga, um dos fundadores do Clube dos Cavaleiros, organizador do festival em parceria com a Prefeitura.

Além de outras barracas com diversos tipos de bebidas e comidas, haverá queima de fogos e shows sertanejos. “A gente se sente realizado de poder prestar essa homenagem à nossa padroeira, demonstrando a nossa fé, e ainda poder relembrar e preservar esses costumes, para que a vida sacrificada de nossos antepassados não seja esquecida”, acrescenta.



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Carroceiros saem da igreja do Assunção, às 9h

Fabio Berlinga
Do Diário do Grande ABC

02/09/2006 | 20:57


A procissão dos Carroceiros sai neste domingo, às 9h, da igreja Nossa Senhora do Assunção, no bairro Assunção, São Bernardo, e vai até a Igreja Matriz, no Centro. Os organizadores esperam que mais de 4 mil pessoas, a pé, de carro, motos e, principalmente, em cavalos e carroças, sigam a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, que fará o percurso levada por carro de boi. A procissão é um dos eventos folclórico-religiosos mais tradicionais do Grande ABC.

Tal tradição começou há 89 anos, quando um grupo de carroceiros do município resolveu homenagear a padroeira dos viajantes e também lembrar as histórias dos tropeiros, mercadores que vinham do Rio Grande do Sul e passavam por São Bernardo a caminho do porto de Santos. Eles traziam as mulas, animais usados no transporte. No local onde as tropas paravam para comer, dormir e pedir proteção à santa antes de seguir viagem, foi construída a capela, onde hoje está a igreja Nossa Senhora do Assunção.

Após a procissão, haverá missa e bênção aos participantes, na Igreja Matriz. Em seguida, segue o 14º Festival dos Cavaleiros, na praça de eventos em frente à Matriz. Uma das principais atrações da atividade, que também resgata a história do tropeirismo, é a queima do alho. “É quando nós relembramos a hora da comida dos tropeiros. Fazemos, no fogão à lenha, a comida típica dos antigos viajantes: arroz carreteiro, feijão tropeiro e paçoca de carne. O nome vem do fato de que usamos só alho e sal como tempero, seguindo o costume deles”, explica José de Oliveira, 54 anos, conhecido como Zezinho Manga Larga, um dos fundadores do Clube dos Cavaleiros, organizador do festival em parceria com a Prefeitura.

Além de outras barracas com diversos tipos de bebidas e comidas, haverá queima de fogos e shows sertanejos. “A gente se sente realizado de poder prestar essa homenagem à nossa padroeira, demonstrando a nossa fé, e ainda poder relembrar e preservar esses costumes, para que a vida sacrificada de nossos antepassados não seja esquecida”, acrescenta.

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