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Suzantur opera em terreno de Baltazar

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em reaproximação, grupos do transporte coletivo mantêm contrato de locação no Jd.Zaíra


Raphael Rocha
Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

20/09/2019 | 07:00


Não é somente a transação milionária de 39 ônibus que marca a reaproximação do empresário Baltazar José de Souza com o grupo Suzantur, ambos do ramo do transporte público. Há cinco anos à frente da operação dos ônibus, a Suzantur mantém garagem em terreno de propriedade do bloco de Baltazar, no Jardim Zaíra.

A Suzantur chegou em Mauá em 2013, por meio de contrato emergencial. Se instalou, por aluguel, em terreno na Rua Eugênio Negri, onde funcionava a garagem da Viação Barão de Mauá, antiga concessionária do transporte coletivo da cidade. Em 2014, a Suzantur venceu licitação aberta no governo Donisete Braga (ex-PT, atual Pros) e se manteve no imóvel.

A área tem 242,1 mil metros quadrados, em um dos bairros mais populosos de Mauá. A confirmação de que o terreno pertence ao grupo de Baltazar José de Souza está presente em um edital de leilão e intimação para venda de bens imóveis, móveis e sucatas aberto pela 6ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, capital do Amazonas, dentro do processo de recuperação judicial das empresas ligadas a Baltazar. O documento, ao qual o Diário teve acesso, é datado de 29 de maio e está assinado pelo juiz Rosselberto Himes.

Ontem à tarde, a equipe do Diário esteve na garagem que acolhe ônibus e funcionários da Suzantur. Um dos colaboradores, que pediu para não se identificar, disse que o que se ouve é que a área é da Barão de Mauá. Não à toa que, em terreno adjacente, coletivos das empresas Eaosa e Viação Ribeirão Pires, ambas pertencentes a Baltazar, entravam e saíam do local.

“Moro aqui em frente (à garagem onde estão os ônibus da Suzantur) há bastante tempo e os moradores sabem que o Zaíra (Zaíra 5, onde fica a garagem) tem muitos terrenos que pertencem ao Baltazar”, comentou o funcionário.

Nesta semana, o Diário mostrou que os grupos Baltazar e Suzantur selaram acordo em venda de 39 ônibus, em uma negociação que pode ter alcançado R$ 5,8 milhões, conforme fontes do mercado. A transação foi confirmada por Ewerson Dias Moreira, administrador judicial do grupo Baltazar, cujas firmas estão em recuperação judicial.

Apesar de admitir o acordo para a aquisição dos veículos, Moreira descartou reaproximação. “Trata-se de coincidência. Também adquiri veículos de empresas do Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília”, discorreu o administrador, ao classificar a relação entre as partes.

Os dois grupos entraram em rota de colisão justamente em 2013, quando o então prefeito Donisete Braga deu início ao descredenciamento das duas operadoras do sistema à ocasião – a Leblon, do Paraná, e a Viação Cidade de Mauá, de Baltazar. A Suzantur, gradativamente, assumiu as linhas administradas por essas duas companhias. Elas chegaram a participar da licitação, no ano seguinte, do transporte coletivo, mas foram desclassificadas pela Prefeitura. A Viação Cidade de Mauá procurou a Justiça, porém perdeu suas ações para retornar.

A equipe do Diário entrou em contato com Moreira e com Claudinei Brogliato, dono da Suzantur, mas nenhum deles retornou às ligações para comentar o caso. 



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Suzantur opera em terreno de Baltazar

Em reaproximação, grupos do transporte coletivo mantêm contrato de locação no Jd.Zaíra

Raphael Rocha
Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

20/09/2019 | 07:00


Não é somente a transação milionária de 39 ônibus que marca a reaproximação do empresário Baltazar José de Souza com o grupo Suzantur, ambos do ramo do transporte público. Há cinco anos à frente da operação dos ônibus, a Suzantur mantém garagem em terreno de propriedade do bloco de Baltazar, no Jardim Zaíra.

A Suzantur chegou em Mauá em 2013, por meio de contrato emergencial. Se instalou, por aluguel, em terreno na Rua Eugênio Negri, onde funcionava a garagem da Viação Barão de Mauá, antiga concessionária do transporte coletivo da cidade. Em 2014, a Suzantur venceu licitação aberta no governo Donisete Braga (ex-PT, atual Pros) e se manteve no imóvel.

A área tem 242,1 mil metros quadrados, em um dos bairros mais populosos de Mauá. A confirmação de que o terreno pertence ao grupo de Baltazar José de Souza está presente em um edital de leilão e intimação para venda de bens imóveis, móveis e sucatas aberto pela 6ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho de Manaus, capital do Amazonas, dentro do processo de recuperação judicial das empresas ligadas a Baltazar. O documento, ao qual o Diário teve acesso, é datado de 29 de maio e está assinado pelo juiz Rosselberto Himes.

Ontem à tarde, a equipe do Diário esteve na garagem que acolhe ônibus e funcionários da Suzantur. Um dos colaboradores, que pediu para não se identificar, disse que o que se ouve é que a área é da Barão de Mauá. Não à toa que, em terreno adjacente, coletivos das empresas Eaosa e Viação Ribeirão Pires, ambas pertencentes a Baltazar, entravam e saíam do local.

“Moro aqui em frente (à garagem onde estão os ônibus da Suzantur) há bastante tempo e os moradores sabem que o Zaíra (Zaíra 5, onde fica a garagem) tem muitos terrenos que pertencem ao Baltazar”, comentou o funcionário.

Nesta semana, o Diário mostrou que os grupos Baltazar e Suzantur selaram acordo em venda de 39 ônibus, em uma negociação que pode ter alcançado R$ 5,8 milhões, conforme fontes do mercado. A transação foi confirmada por Ewerson Dias Moreira, administrador judicial do grupo Baltazar, cujas firmas estão em recuperação judicial.

Apesar de admitir o acordo para a aquisição dos veículos, Moreira descartou reaproximação. “Trata-se de coincidência. Também adquiri veículos de empresas do Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília”, discorreu o administrador, ao classificar a relação entre as partes.

Os dois grupos entraram em rota de colisão justamente em 2013, quando o então prefeito Donisete Braga deu início ao descredenciamento das duas operadoras do sistema à ocasião – a Leblon, do Paraná, e a Viação Cidade de Mauá, de Baltazar. A Suzantur, gradativamente, assumiu as linhas administradas por essas duas companhias. Elas chegaram a participar da licitação, no ano seguinte, do transporte coletivo, mas foram desclassificadas pela Prefeitura. A Viação Cidade de Mauá procurou a Justiça, porém perdeu suas ações para retornar.

A equipe do Diário entrou em contato com Moreira e com Claudinei Brogliato, dono da Suzantur, mas nenhum deles retornou às ligações para comentar o caso. 

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