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Futuro se baseia em experiências dos tempos de clube-empresa

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ramalhão chega à Série A nacional, alcança final do
Paulista, mas sofre quedas; agora, quer se fortalecer


Dérek Bittencourt
Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

17/09/2017 | 07:00


Repetir acertos e corrigir erros. O futuro do Santo André tem como base o passado recente de alegrias e também decepções. A última década – entre 2007 e 2017 – teve o clube no céu, mas tão rápida quanto a ascensão foi a queda, sobretudo no cenário nacional. E essas experiências servem de lição ao Ramalhão.
A criação da Saged (Santo André Gestão Empresarial Desportiva Ltda.), em 2007, logo trouxe Romualdo Magro Júnior e Ronan Maria Pinto ao comando, com Marcelinho Carioca como primeira grande referência dentro de campo – entre tantos nomes que vestiriam a camisa do clube neste tempo.

No total, foram cinco anos e seis meses de clube-empresa. “Fomos do céu ao inferno”, aponta Romualdo Júnior. De fato. O time colecionou um título (Série A-2 de 2008) e dois vices (Série B do Brasileiro de 2008 e Paulista de 2010). Por outro lado, sofreu quatro rebaixamentos.

É possível dizer que o Ramalhão pagou o preço do sucesso. O acesso na Série B nacional levou o time de volta à elite após 24 anos. Mas a inexperiência e algumas falhas no planejamento custaram caro e a degola foi a consequência. No ano seguinte, sob batuta do técnico Sérgio Soares e do diretor Carlito Arini, formou grande time – a escalação de Julio César a Rodriguinho está na memória do torcedor –, chegou à final do Paulistão de 2010, fazendo frente ao Santos de Neymar, Ganso e Robinho, perdendo o primeiro jogo por 3 a 2, devolvendo o placar no segundo, mas derrotado no agregado – e por um gol mal anulado pela assistente Maria Eliza Barbosa que fez falta.

Novamente o destaque causou problemas e o time sofreu desmanche fatal. A ponto de o clube colecionar dois rebaixamentos seguidos, na Série B de 2010 e no Paulista de 2011. Simultaneamente, interdição e obras no Estádio Bruno Daniel forçaram o time a jogar fora de casa e contribuíram em mais uma degola, desta vez na Série C de 2012, quando a Saged decidiu devolver o clube às mãos de Celso Luiz de Almeida e Jairo Livolis.

Recentemente o clube conquistou os títulos da Copa Paulista de 2014 e da Série A-2 de 2016. Neste ano, safou-se do rebaixamento no Paulistão na última rodada e ainda foi o vice do Interior.

FUTURO

Inativo neste segundo semestre, o Ramalhão anseia por calendário completo e o presidente em exercício, Sindey Riquetto, fala sobre os planos. “Nossa meta é conseguir uma vaga na Série D (do Brasileiro) no Paulista de 2018”, conta o dirigente.


Nunes deseja encerrar sua carreira no clube

Se existe jogador ainda em atividade que pode se orgulhar de ter história no Santo André, este é o atacante Nunes. São mais de dez anos de ligação entre o Ramalhão e o veterano jogador, hoje com 35 anos, que é o nono colocado no ranking de artilharia andreense – são 33 gols marcados.

“Não tem como explicar a minha relação com o Santo André. O que eu construí aqui foi muito além do que em outras equipes”, declara Nunes, que defendeu o Ramalhão por quatro oportunidades diferentes, todas obtendo relativo sucesso.

A primeira vez que os torcedores puderam assistir ao atacante em campo foi na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2003, competição vencida pelo Ramalhão sobre o Palmeiras. Coube a Nunes o dever de bater a última penalidade da decisão. Foi naquele momento que a personalidade forte do atacante ganhou fama, quando comemorou o título imitando um porco, em provocação à torcida do Palmeiras e por conta de uma aposta com um tio. Naquele mesmo dia, Nunes veio da Capital a Santo André de helicóptero para participar da estreia do time no Paulistão, contra o Santos, no Bruno Daniel. O jogador entrou no lugar do zagueiro Diego e marcou o gol que decretou o empate por 2 a 2.

O estilo provocativo do atacante pode até incomodar aos adversários, mas é adorado por muitos dos torcedores das equipes que Nunes veste a camisa. E com o Santo André não foi diferente. “Ainda mantenho contato com os torcedores, eles me abraçaram de uma forma inesperada e demonstram o quanto gostam do jogador. Tenho um carinho muito grande”, afirma.

Após disputar a Série C do Campeonato Brasileiro pelo Mogi Mirim, Nunes não descarta uma quinta passagem pelo Ramalhão para 2018. “Adoraria vestir a camisa do Santo André novamente, nem que seja por apenas um jogo de despedida”, finaliza o jogador.



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Futuro se baseia em experiências dos tempos de clube-empresa

Ramalhão chega à Série A nacional, alcança final do
Paulista, mas sofre quedas; agora, quer se fortalecer

Dérek Bittencourt
Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

17/09/2017 | 07:00


Repetir acertos e corrigir erros. O futuro do Santo André tem como base o passado recente de alegrias e também decepções. A última década – entre 2007 e 2017 – teve o clube no céu, mas tão rápida quanto a ascensão foi a queda, sobretudo no cenário nacional. E essas experiências servem de lição ao Ramalhão.
A criação da Saged (Santo André Gestão Empresarial Desportiva Ltda.), em 2007, logo trouxe Romualdo Magro Júnior e Ronan Maria Pinto ao comando, com Marcelinho Carioca como primeira grande referência dentro de campo – entre tantos nomes que vestiriam a camisa do clube neste tempo.

No total, foram cinco anos e seis meses de clube-empresa. “Fomos do céu ao inferno”, aponta Romualdo Júnior. De fato. O time colecionou um título (Série A-2 de 2008) e dois vices (Série B do Brasileiro de 2008 e Paulista de 2010). Por outro lado, sofreu quatro rebaixamentos.

É possível dizer que o Ramalhão pagou o preço do sucesso. O acesso na Série B nacional levou o time de volta à elite após 24 anos. Mas a inexperiência e algumas falhas no planejamento custaram caro e a degola foi a consequência. No ano seguinte, sob batuta do técnico Sérgio Soares e do diretor Carlito Arini, formou grande time – a escalação de Julio César a Rodriguinho está na memória do torcedor –, chegou à final do Paulistão de 2010, fazendo frente ao Santos de Neymar, Ganso e Robinho, perdendo o primeiro jogo por 3 a 2, devolvendo o placar no segundo, mas derrotado no agregado – e por um gol mal anulado pela assistente Maria Eliza Barbosa que fez falta.

Novamente o destaque causou problemas e o time sofreu desmanche fatal. A ponto de o clube colecionar dois rebaixamentos seguidos, na Série B de 2010 e no Paulista de 2011. Simultaneamente, interdição e obras no Estádio Bruno Daniel forçaram o time a jogar fora de casa e contribuíram em mais uma degola, desta vez na Série C de 2012, quando a Saged decidiu devolver o clube às mãos de Celso Luiz de Almeida e Jairo Livolis.

Recentemente o clube conquistou os títulos da Copa Paulista de 2014 e da Série A-2 de 2016. Neste ano, safou-se do rebaixamento no Paulistão na última rodada e ainda foi o vice do Interior.

FUTURO

Inativo neste segundo semestre, o Ramalhão anseia por calendário completo e o presidente em exercício, Sindey Riquetto, fala sobre os planos. “Nossa meta é conseguir uma vaga na Série D (do Brasileiro) no Paulista de 2018”, conta o dirigente.


Nunes deseja encerrar sua carreira no clube

Se existe jogador ainda em atividade que pode se orgulhar de ter história no Santo André, este é o atacante Nunes. São mais de dez anos de ligação entre o Ramalhão e o veterano jogador, hoje com 35 anos, que é o nono colocado no ranking de artilharia andreense – são 33 gols marcados.

“Não tem como explicar a minha relação com o Santo André. O que eu construí aqui foi muito além do que em outras equipes”, declara Nunes, que defendeu o Ramalhão por quatro oportunidades diferentes, todas obtendo relativo sucesso.

A primeira vez que os torcedores puderam assistir ao atacante em campo foi na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2003, competição vencida pelo Ramalhão sobre o Palmeiras. Coube a Nunes o dever de bater a última penalidade da decisão. Foi naquele momento que a personalidade forte do atacante ganhou fama, quando comemorou o título imitando um porco, em provocação à torcida do Palmeiras e por conta de uma aposta com um tio. Naquele mesmo dia, Nunes veio da Capital a Santo André de helicóptero para participar da estreia do time no Paulistão, contra o Santos, no Bruno Daniel. O jogador entrou no lugar do zagueiro Diego e marcou o gol que decretou o empate por 2 a 2.

O estilo provocativo do atacante pode até incomodar aos adversários, mas é adorado por muitos dos torcedores das equipes que Nunes veste a camisa. E com o Santo André não foi diferente. “Ainda mantenho contato com os torcedores, eles me abraçaram de uma forma inesperada e demonstram o quanto gostam do jogador. Tenho um carinho muito grande”, afirma.

Após disputar a Série C do Campeonato Brasileiro pelo Mogi Mirim, Nunes não descarta uma quinta passagem pelo Ramalhão para 2018. “Adoraria vestir a camisa do Santo André novamente, nem que seja por apenas um jogo de despedida”, finaliza o jogador.

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