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Farmácia continua alvo de reclamações

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mesmo com mudança em procedimento, usuários queixam espera de até quatro horas


Victor Hugo Storti
Especial para o Diário

09/11/2016 | 07:00


Pacientes que buscam os medicamentos distribuídos na farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André, reclamam do elevado tempo de espera para conseguir retirar os remédios. Para resolver este problema, a Secretaria de Saúde do Estado está mudando o procedimento para os medicamentos utilizados no tratamento da asma e dislipidemia (distúrbio nos níveis de lipídios ou lipoproteínas no sangue), que serão entregues trimestralmente.

Em visita ao local na tarde de segunda-feira, a equipe de reportagem do Diário encontrou a farmácia lotada. Muitos dos pacientes esperavam do lado de fora porque não havia lugares vazios na recepção do espaço. Algumas pessoas que chegaram às 11h só conseguiram ir embora depois das 15 h.

A dona de casa Marisa Caverti, 45 anos, que mora em Mauá e vai até a farmácia buscar os remédios para a mãe tratar a doença de Alzheimer, conta que todo mês a demora é a mesma. “Teve uma vez que eu saí daqui às 21h. É um absurdo”.

Ainda de acordo com Marisa, que já aguardava duas horas para conseguir retirar o medicamento, são muitos os pacientes que sofrem com essa demora todos os meses. “Tem muitas pessoas com deficiência ou idosos que, mesmo com a senha preferencial, têm que esperar duas ou três horas para conseguir”, completou.

A também dona de casa Márcia Carrasco, 52, busca todos os meses remédios para o tratamento de glaucoma. Moradora de São Caetano, ela também tem que esperar cerca de quatro horas para conseguir os medicamentos. “Hoje <CF51>(ontem)</CF> está demorando demais. Cheguei às 13h e devo sair por volta das 18h. Toda vez que venho aqui eu choro porque vejo muita coisa triste. Isso é desumano”, lamentou.

A aposentada Bernadete Serra, 56, que vai buscar os remédios para o cunhado tratar o mal de Parkinson, reclama da centralização da entrega desses medicamentos na região. “Cada vez que venho parece que tem mais pessoas, porque não é só quem mora no município que vem. Tem gente de Ribeirão Pires, Diadema, de todo o Grande ABC. </CW><CW-15>Acho que deveria ter um outro esquema para isso.”

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado afirmou que a nova lógica de funcionamento da farmácia de alto custo está sendo implantada e que aguarda a entrega integral dos medicamentos para colocar a medida em prática.

A Pasta destacou que trabalha para otimizar o serviço com a ampliação do espaço físico e dos assentos, além da informatização das senhas, “cujo impacto foi redução superior a uma hora no tempo de atendimento. A farmácia atende cerca de 1.200 pessoas por dia e recebe aproximadamente 70 pacientes novos por dia”, informou, em nota. 



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Farmácia continua alvo de reclamações

Mesmo com mudança em procedimento, usuários queixam espera de até quatro horas

Victor Hugo Storti
Especial para o Diário

09/11/2016 | 07:00


Pacientes que buscam os medicamentos distribuídos na farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas, em Santo André, reclamam do elevado tempo de espera para conseguir retirar os remédios. Para resolver este problema, a Secretaria de Saúde do Estado está mudando o procedimento para os medicamentos utilizados no tratamento da asma e dislipidemia (distúrbio nos níveis de lipídios ou lipoproteínas no sangue), que serão entregues trimestralmente.

Em visita ao local na tarde de segunda-feira, a equipe de reportagem do Diário encontrou a farmácia lotada. Muitos dos pacientes esperavam do lado de fora porque não havia lugares vazios na recepção do espaço. Algumas pessoas que chegaram às 11h só conseguiram ir embora depois das 15 h.

A dona de casa Marisa Caverti, 45 anos, que mora em Mauá e vai até a farmácia buscar os remédios para a mãe tratar a doença de Alzheimer, conta que todo mês a demora é a mesma. “Teve uma vez que eu saí daqui às 21h. É um absurdo”.

Ainda de acordo com Marisa, que já aguardava duas horas para conseguir retirar o medicamento, são muitos os pacientes que sofrem com essa demora todos os meses. “Tem muitas pessoas com deficiência ou idosos que, mesmo com a senha preferencial, têm que esperar duas ou três horas para conseguir”, completou.

A também dona de casa Márcia Carrasco, 52, busca todos os meses remédios para o tratamento de glaucoma. Moradora de São Caetano, ela também tem que esperar cerca de quatro horas para conseguir os medicamentos. “Hoje <CF51>(ontem)</CF> está demorando demais. Cheguei às 13h e devo sair por volta das 18h. Toda vez que venho aqui eu choro porque vejo muita coisa triste. Isso é desumano”, lamentou.

A aposentada Bernadete Serra, 56, que vai buscar os remédios para o cunhado tratar o mal de Parkinson, reclama da centralização da entrega desses medicamentos na região. “Cada vez que venho parece que tem mais pessoas, porque não é só quem mora no município que vem. Tem gente de Ribeirão Pires, Diadema, de todo o Grande ABC. </CW><CW-15>Acho que deveria ter um outro esquema para isso.”

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado afirmou que a nova lógica de funcionamento da farmácia de alto custo está sendo implantada e que aguarda a entrega integral dos medicamentos para colocar a medida em prática.

A Pasta destacou que trabalha para otimizar o serviço com a ampliação do espaço físico e dos assentos, além da informatização das senhas, “cujo impacto foi redução superior a uma hora no tempo de atendimento. A farmácia atende cerca de 1.200 pessoas por dia e recebe aproximadamente 70 pacientes novos por dia”, informou, em nota. 

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