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Para Zé Augusto, desejo de renovação causou derrota

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

14/10/2016 | 07:00


“Foi onda que passou pelo Brasil inteiro de negação aos políticos tradicionais. E eu sou antigo”. Esta foi justificativa colocada pelo ex-prefeito e atualmente vereador de Diadema José Augusto da Silva Ramos (PSDB) ao falar sobre seu fracasso nas urnas, no dia 2. Mais votado do pleito de 2012, com votação recorde de 7.254 sufrágios, o ex-prefeito puxou a lista de derrocada do tucanato na cidade – não conquistou nenhuma cadeira – ao despencar para 2.420 votos, resultado que o deixou na condição de primeiro da coligação entre o PSDB, PV e PCdoB.

“Eu não vejo pelo lado de derrota. Teria sido assim se eu não tivesse participado. Fui para a rua e tinha essa rejeição aos políticos mais antigos. Respeito o resultado, foi o processo democrático”, adicionou Zé Augusto, prefeito entre 1989 a 1992 pelo PT, e que por anos depois liderou oposição ao próprio petismo, sendo derrotado em três pleitos consecutivos.

Sobre o futuro político, o tucano deu poucas pistas, garantindo que está focado somente no apoio à reeleição do prefeito Lauro Michels (PV), contra o vereador Vaguinho do Conselho (PRB), no segundo turno. “Não sei como será nada, por enquanto estou trabalhando aqui na Câmara e pedindo votos ao Lauro”, despistou, citando não ter dialogado sobre possível retorno à titularidade da Secretaria de Saúde, setor em que foi o gestor por três anos e meio.

Durante campanha, chamou atenção o fato de o tucano ter escondido sua atuação na Pasta, durante o governo Lauro. O período em que ele ficou na chefia da Saúde foi conturbado. Logo de início, se desentendeu com muitos médicos da rede pública. Cerca de 80 profissionais pediram demissões ou foram desligados. Comenta-se nos bastidores que Lauro tem admitido trabalhar outro nome para o setor para eventual nova gestão.

Presidente do PSDB, Zé Augusto minimizou o fato de o partido perder representatividade na Câmara. Além da sua cadeira, o tucanato também fracassou na busca pela reeleição do atual chefe do Legislativo, José Dourado. Havia muita expectativa também pela eleição de Atevaldo Leitão (PSDB), que exerceu por três anos e meio mandato, justamente no lugar de Zé Augusto.

“Não pretendo mexer assim no partido. Vejo que esta questão de renovação é casual”, citou Zé Augusto, sem dar muitos detalhes. Fracasso do PSDB em Diadema destoa dos resultados obtidos nas demais cidades da região, onde houve aumento de sua marca. Além das vitórias em São Caetano (José Auricchio) e Rio Grande da Serra (Gabriel Maranhão), conquistou 22 cadeiras parlamentares pelos demais municípios.

Diferentemente de publicação feita ao Diário em 2013, quando anunciou aposentadoria das urnas, o ex-prefeito, prestes a completar 70 anos, não descartou voltar a concorrer novamente a cargo eletivo. “Acho que para a Prefeitura não tenho mais pique, mas vou avaliar as demais situações.” 

Josa também decide apoiar Vaguinho no 2º turno

Raphael Rocha

Vereador do PT reeleito com 3.395 votos no dia 2, Josa Queiroz foi o segundo petista de Diadema a anunciar apoio e voto ao candidato do PRB à Prefeitura diademense, o parlamentar Vaguinho do Conselho.

Pelas redes sociais, Josa afirma que a decisão da adesão à campanha de Vaguinho “é melhor alternativa de projeto para nossa cidade e também pela avaliação do quanto a atual administração (de Lauro Michels, PV, que tenta a reeleição) foi ineficiente, incompetente e totalmente despreprara para condução de Diadema nos últimos três anos e dez meses”.

Josa foi presidente do PT municipal e é filho do ex-vereador Zé do Norte. Foi terceiro mais votado do partido na eleição do dia 2, ficando atrás de Orlando Vitoriano e de Ronaldo Lacerda. Lacerda, inclusive, foi a primeira grande liderança do petismo a anunciar abertamente que iria votar em Vaguinho com objetivo de impedir a reeleição de Lauro Michels.

Na segunda-feira, o diretório do PT diademense optou pela neutralidade no segundo turno da eleição, mas liberou seus filiados e militantes para a reta final do processo eleitoral. O partido ficou na terceira colocação no primeiro turno, com Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, obtendo 31.921 votos.



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Para Zé Augusto, desejo de renovação causou derrota

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

14/10/2016 | 07:00


“Foi onda que passou pelo Brasil inteiro de negação aos políticos tradicionais. E eu sou antigo”. Esta foi justificativa colocada pelo ex-prefeito e atualmente vereador de Diadema José Augusto da Silva Ramos (PSDB) ao falar sobre seu fracasso nas urnas, no dia 2. Mais votado do pleito de 2012, com votação recorde de 7.254 sufrágios, o ex-prefeito puxou a lista de derrocada do tucanato na cidade – não conquistou nenhuma cadeira – ao despencar para 2.420 votos, resultado que o deixou na condição de primeiro da coligação entre o PSDB, PV e PCdoB.

“Eu não vejo pelo lado de derrota. Teria sido assim se eu não tivesse participado. Fui para a rua e tinha essa rejeição aos políticos mais antigos. Respeito o resultado, foi o processo democrático”, adicionou Zé Augusto, prefeito entre 1989 a 1992 pelo PT, e que por anos depois liderou oposição ao próprio petismo, sendo derrotado em três pleitos consecutivos.

Sobre o futuro político, o tucano deu poucas pistas, garantindo que está focado somente no apoio à reeleição do prefeito Lauro Michels (PV), contra o vereador Vaguinho do Conselho (PRB), no segundo turno. “Não sei como será nada, por enquanto estou trabalhando aqui na Câmara e pedindo votos ao Lauro”, despistou, citando não ter dialogado sobre possível retorno à titularidade da Secretaria de Saúde, setor em que foi o gestor por três anos e meio.

Durante campanha, chamou atenção o fato de o tucano ter escondido sua atuação na Pasta, durante o governo Lauro. O período em que ele ficou na chefia da Saúde foi conturbado. Logo de início, se desentendeu com muitos médicos da rede pública. Cerca de 80 profissionais pediram demissões ou foram desligados. Comenta-se nos bastidores que Lauro tem admitido trabalhar outro nome para o setor para eventual nova gestão.

Presidente do PSDB, Zé Augusto minimizou o fato de o partido perder representatividade na Câmara. Além da sua cadeira, o tucanato também fracassou na busca pela reeleição do atual chefe do Legislativo, José Dourado. Havia muita expectativa também pela eleição de Atevaldo Leitão (PSDB), que exerceu por três anos e meio mandato, justamente no lugar de Zé Augusto.

“Não pretendo mexer assim no partido. Vejo que esta questão de renovação é casual”, citou Zé Augusto, sem dar muitos detalhes. Fracasso do PSDB em Diadema destoa dos resultados obtidos nas demais cidades da região, onde houve aumento de sua marca. Além das vitórias em São Caetano (José Auricchio) e Rio Grande da Serra (Gabriel Maranhão), conquistou 22 cadeiras parlamentares pelos demais municípios.

Diferentemente de publicação feita ao Diário em 2013, quando anunciou aposentadoria das urnas, o ex-prefeito, prestes a completar 70 anos, não descartou voltar a concorrer novamente a cargo eletivo. “Acho que para a Prefeitura não tenho mais pique, mas vou avaliar as demais situações.” 

Josa também decide apoiar Vaguinho no 2º turno

Raphael Rocha

Vereador do PT reeleito com 3.395 votos no dia 2, Josa Queiroz foi o segundo petista de Diadema a anunciar apoio e voto ao candidato do PRB à Prefeitura diademense, o parlamentar Vaguinho do Conselho.

Pelas redes sociais, Josa afirma que a decisão da adesão à campanha de Vaguinho “é melhor alternativa de projeto para nossa cidade e também pela avaliação do quanto a atual administração (de Lauro Michels, PV, que tenta a reeleição) foi ineficiente, incompetente e totalmente despreprara para condução de Diadema nos últimos três anos e dez meses”.

Josa foi presidente do PT municipal e é filho do ex-vereador Zé do Norte. Foi terceiro mais votado do partido na eleição do dia 2, ficando atrás de Orlando Vitoriano e de Ronaldo Lacerda. Lacerda, inclusive, foi a primeira grande liderança do petismo a anunciar abertamente que iria votar em Vaguinho com objetivo de impedir a reeleição de Lauro Michels.

Na segunda-feira, o diretório do PT diademense optou pela neutralidade no segundo turno da eleição, mas liberou seus filiados e militantes para a reta final do processo eleitoral. O partido ficou na terceira colocação no primeiro turno, com Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, obtendo 31.921 votos.

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