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Acidente entre dois trólebus e carro deixa 22 feridos


Nelson Donato
Especial para o Diário

14/10/2016 | 07:00


Grave acidente entre dois trólebus e um carro deixou 22 feridos, em Diadema, por volta das 6h de ontem, na Avenida Fábio Ramos Esquível, em frente ao Terminal do Centro. O motorista de um dos coletivos segue internado em estado grave no Hospital Estadual de Diadema, no bairro Serraria. Após ser detido pela polícia por apresentar sinais de embriaguez, se negar a realizar teste do bafômetro e tentar fugir do local, o condutor do veículo de passeio foi liberado e responderá pelo crime de lesão corporal culposa.

Os dois motoristas dos coletivos e um passageiro – que quebrou o pé e foi levado para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André – se feriram gravemente com a colisão, após ficarem presos nas ferragens. As outras 19 vítimas, todas passageiros dos ônibus, tiveram machucados leves e foram encaminhadas para centros médicos localizados em Diadema e São Bernardo.

De acordo com o motorista de um dos coletivos, André Covacic, 56 anos, o acidente foi causado pelo carro de passeio, que ultrapassou o farol vermelho em alta velocidade e colidiu com o ônibus. Segundo ele, não houve tempo de evitar a batida de frente entre os dois trólebus. “Foi tudo muito rápido. Só ouvi o barulho da primeira batida e não consegui desviar do veículo do colega.”

Covacic relembra os momentos de tensão em que ficou preso nas ferragens do trólebus. “Depois da batida, fiquei um pouco atordoado. É um momento em que não se sabe bem o que aconteceu. Quando me recuperei, até que fiquei calmo e pude indicar aos bombeiros os melhores locais para cortar e facilitar a minha retirada.”

O motorista da Metra teve ferimentos na mão esquerda e nas duas pernas. Em 16 anos na profissão, ele relata que esta foi a primeira situação de acidente grave. “Jamais imaginei que pudesse acontecer comigo, ainda mais desta forma. Tive sorte de sair vivo”, considera.

O outro condutor do coletivo, também sob responsabilidade da Metra, foi encaminhado para o Hospital Estadual Diadema com várias fraturas pelo corpo. Ele passou por cirurgia e segue hospitalizado.

 

DRAMA

“Pensei que eu fosse morrer, foi um susto muito grande”, relata a auxiliar de enfermagem Sandra de Jesus Souza Pereira, 46. Ela estava no mesmo trólebus que Covacic e afirma que o sentimento geral nos demais passageiros era de pânico. “A maioria do pessoal estava muito assustada. Na colisão, bati a cabeça e fiquei atordoada. Não entendi o que estava acontecendo. Foi horrível. Esse trauma vai ficar, ainda mais porque pego trólebus todos os dias para ir trabalhar.”

Após o acidente, o motorista do carro de passeio, Francisco Camilo de Souza, 44, tentou deixar o local do acidente a pé, mas foi preso por policiais militares e levado ao 1º DP de Diadema (Centro). Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. Exame de sangue solicitado pela Polícia Civil, para verificar a existência de álcool no organismo, só foi realizado no início da tarde, cerca de cinco horas após o acidente. O resultado não apontou presença de substância alcoólica. Ele foi liberado e responderá em liberdade.

 

TRANSTORNOS

O acidente provocou interrupção das operações com os trólebus, que foram substituídos pela Metra por frota a diesel. Por volta das 10h as operações com trólebus voltaram ao normal no Corredor ABD, que liga São Mateus ao Jabaquara.

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) informou que aguarda o resultado da perícia, que vai apurar as causas e responsabilidades do acidente.

 



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Acidente entre dois trólebus e carro deixa 22 feridos

Nelson Donato
Especial para o Diário

14/10/2016 | 07:00


Grave acidente entre dois trólebus e um carro deixou 22 feridos, em Diadema, por volta das 6h de ontem, na Avenida Fábio Ramos Esquível, em frente ao Terminal do Centro. O motorista de um dos coletivos segue internado em estado grave no Hospital Estadual de Diadema, no bairro Serraria. Após ser detido pela polícia por apresentar sinais de embriaguez, se negar a realizar teste do bafômetro e tentar fugir do local, o condutor do veículo de passeio foi liberado e responderá pelo crime de lesão corporal culposa.

Os dois motoristas dos coletivos e um passageiro – que quebrou o pé e foi levado para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André – se feriram gravemente com a colisão, após ficarem presos nas ferragens. As outras 19 vítimas, todas passageiros dos ônibus, tiveram machucados leves e foram encaminhadas para centros médicos localizados em Diadema e São Bernardo.

De acordo com o motorista de um dos coletivos, André Covacic, 56 anos, o acidente foi causado pelo carro de passeio, que ultrapassou o farol vermelho em alta velocidade e colidiu com o ônibus. Segundo ele, não houve tempo de evitar a batida de frente entre os dois trólebus. “Foi tudo muito rápido. Só ouvi o barulho da primeira batida e não consegui desviar do veículo do colega.”

Covacic relembra os momentos de tensão em que ficou preso nas ferragens do trólebus. “Depois da batida, fiquei um pouco atordoado. É um momento em que não se sabe bem o que aconteceu. Quando me recuperei, até que fiquei calmo e pude indicar aos bombeiros os melhores locais para cortar e facilitar a minha retirada.”

O motorista da Metra teve ferimentos na mão esquerda e nas duas pernas. Em 16 anos na profissão, ele relata que esta foi a primeira situação de acidente grave. “Jamais imaginei que pudesse acontecer comigo, ainda mais desta forma. Tive sorte de sair vivo”, considera.

O outro condutor do coletivo, também sob responsabilidade da Metra, foi encaminhado para o Hospital Estadual Diadema com várias fraturas pelo corpo. Ele passou por cirurgia e segue hospitalizado.

 

DRAMA

“Pensei que eu fosse morrer, foi um susto muito grande”, relata a auxiliar de enfermagem Sandra de Jesus Souza Pereira, 46. Ela estava no mesmo trólebus que Covacic e afirma que o sentimento geral nos demais passageiros era de pânico. “A maioria do pessoal estava muito assustada. Na colisão, bati a cabeça e fiquei atordoada. Não entendi o que estava acontecendo. Foi horrível. Esse trauma vai ficar, ainda mais porque pego trólebus todos os dias para ir trabalhar.”

Após o acidente, o motorista do carro de passeio, Francisco Camilo de Souza, 44, tentou deixar o local do acidente a pé, mas foi preso por policiais militares e levado ao 1º DP de Diadema (Centro). Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. Exame de sangue solicitado pela Polícia Civil, para verificar a existência de álcool no organismo, só foi realizado no início da tarde, cerca de cinco horas após o acidente. O resultado não apontou presença de substância alcoólica. Ele foi liberado e responderá em liberdade.

 

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O acidente provocou interrupção das operações com os trólebus, que foram substituídos pela Metra por frota a diesel. Por volta das 10h as operações com trólebus voltaram ao normal no Corredor ABD, que liga São Mateus ao Jabaquara.

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) informou que aguarda o resultado da perícia, que vai apurar as causas e responsabilidades do acidente.

 

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