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Mercado de trabalho da região retrocede ao nível de 2009

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Só em 2015, Grande ABC eliminou 33,8 mil empregos formais, que levou 4 anos para criar


Vinícius Claro
Especial para o Diário

17/09/2016 | 07:20


O mercado de trabalho formal do Grande ABC encolheu significativamente em 2015, e retrocedeu ao patamar de 2009. Isso é o que aponta levantamento da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego, raio X mais fidedigno do emprego com carteira assinada no País.

No último dia do ano passado, a região possuía 785 mil postos de trabalho com registro em carteira, o pior resultado em seis anos. Em 2009, o estoque de trabalhadores das sete cidades somava 741,1 mil pessoas.

O resultado foi puxado pela eliminação de 33,8 mil vagas no ano passado, que levaram quatro anos para serem criadas. O volume é equivalente ao número de admissões realizadas entre 2010 e 2013 nas sete cidades, quando foi registrado incremento de 34,7 mil postos de trabalho.

O montante também é expressivo quando se compara ao saldo de 2014, quando houve 14,5 mil demissões. É mais que o dobro de cortes do período. Em dois anos, portanto, são 48,3 mil dispensas.

Para a economista Juliana Inhasz, professora da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), o resultado já era esperado por conta da recessão. “O desemprego é um dos últimos sinais a aparecer na crise econômica, e também um dos últimos a dar sinais de recuperação. Conforme a turbulência se aprofunda, o desemprego aumenta, já que existe um efeito em cadeia. Com a redução do consumo, se tem mais dispensas. Trata-se de um ciclo vicioso.”

SETORES - Das 33,8 mil vagas encerradas em 2015, 25,2 mil foram na indústria. O golpe reduziu o estoque de trabalhadores no setor para 213,5 mil. A construção civil foi o segundo ramo que mais eliminou postos, 3.654, e passou a empregar 35,3 mil operários. Na sequência, vêm serviços, com redução de 3.062 empregados, para 336 mil, e comércio, com recuo de 1.495 profissionais, somando 146,5 mil.

As indústrias do Grande ABC cortaram vagas em seis das sete cidades – apenas Rio Grande da Serra teve aumento, de 71 trabalhadores –, e fechou o ano com 25,2 mil postos a menos, queda de 10,54% em relação aos dados de 2014.

Já a construção civil apresentou retração nas três principais cidades da região, Santo André, São Bernardo e São Caetano, e teve crescimento pequeno nas outras quatro. No total, foram 3.654 reduções, equivalentes a recuo de 9,37%.

De acordo com Juliana, o impacto na região é maior do que no resto do Brasil. De fato, a queda do estoque de trabalhadores no País foi proporcionalmente menor do que no Grande ABC. A retração no mercado de trabalho nacional foi de 3,05%, passando de 49,6 milhões para 48,1 milhões de pessoas – corte de 1,510 milhão. Na região, a diminuição foi de 4,13%.

Para a economista, a recuperação nas sete cidades será mais demorada, principalmente por conta da dependência das indústrias automobilísticas. “Automóveis são produtos de alto valor agregado, e têm consumo demorado, já que a demanda não aumenta de uma hora para outra e, sim, de forma gradativa.” Não à toa, São Bernardo, que concentra cinco das seis montadoras da região, foi a que mais registros cortes, 13,3 mil, somando 273,7 mil trabalhadores. 



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Mercado de trabalho da região retrocede ao nível de 2009

Só em 2015, Grande ABC eliminou 33,8 mil empregos formais, que levou 4 anos para criar

Vinícius Claro
Especial para o Diário

17/09/2016 | 07:20


O mercado de trabalho formal do Grande ABC encolheu significativamente em 2015, e retrocedeu ao patamar de 2009. Isso é o que aponta levantamento da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego, raio X mais fidedigno do emprego com carteira assinada no País.

No último dia do ano passado, a região possuía 785 mil postos de trabalho com registro em carteira, o pior resultado em seis anos. Em 2009, o estoque de trabalhadores das sete cidades somava 741,1 mil pessoas.

O resultado foi puxado pela eliminação de 33,8 mil vagas no ano passado, que levaram quatro anos para serem criadas. O volume é equivalente ao número de admissões realizadas entre 2010 e 2013 nas sete cidades, quando foi registrado incremento de 34,7 mil postos de trabalho.

O montante também é expressivo quando se compara ao saldo de 2014, quando houve 14,5 mil demissões. É mais que o dobro de cortes do período. Em dois anos, portanto, são 48,3 mil dispensas.

Para a economista Juliana Inhasz, professora da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), o resultado já era esperado por conta da recessão. “O desemprego é um dos últimos sinais a aparecer na crise econômica, e também um dos últimos a dar sinais de recuperação. Conforme a turbulência se aprofunda, o desemprego aumenta, já que existe um efeito em cadeia. Com a redução do consumo, se tem mais dispensas. Trata-se de um ciclo vicioso.”

SETORES - Das 33,8 mil vagas encerradas em 2015, 25,2 mil foram na indústria. O golpe reduziu o estoque de trabalhadores no setor para 213,5 mil. A construção civil foi o segundo ramo que mais eliminou postos, 3.654, e passou a empregar 35,3 mil operários. Na sequência, vêm serviços, com redução de 3.062 empregados, para 336 mil, e comércio, com recuo de 1.495 profissionais, somando 146,5 mil.

As indústrias do Grande ABC cortaram vagas em seis das sete cidades – apenas Rio Grande da Serra teve aumento, de 71 trabalhadores –, e fechou o ano com 25,2 mil postos a menos, queda de 10,54% em relação aos dados de 2014.

Já a construção civil apresentou retração nas três principais cidades da região, Santo André, São Bernardo e São Caetano, e teve crescimento pequeno nas outras quatro. No total, foram 3.654 reduções, equivalentes a recuo de 9,37%.

De acordo com Juliana, o impacto na região é maior do que no resto do Brasil. De fato, a queda do estoque de trabalhadores no País foi proporcionalmente menor do que no Grande ABC. A retração no mercado de trabalho nacional foi de 3,05%, passando de 49,6 milhões para 48,1 milhões de pessoas – corte de 1,510 milhão. Na região, a diminuição foi de 4,13%.

Para a economista, a recuperação nas sete cidades será mais demorada, principalmente por conta da dependência das indústrias automobilísticas. “Automóveis são produtos de alto valor agregado, e têm consumo demorado, já que a demanda não aumenta de uma hora para outra e, sim, de forma gradativa.” Não à toa, São Bernardo, que concentra cinco das seis montadoras da região, foi a que mais registros cortes, 13,3 mil, somando 273,7 mil trabalhadores. 

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