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Mudanças na temperatura do Pacífico podem durar 30 anos


Do Diário do Grande ABC

20/01/2000 | 13:24


O Oceano Pacífico parece estar experimentando uma notável mudança de temperaturas que poderá se prolongar por 30 anos, baseando-se nos estranhos modelos climáticos registrados nos últimos 18 meses, segundo um grupo de pesquisadores.

Essas variaçoes climáticas costumam estar associadas ao fenômeno La Niña, um resfriamento das águas do Pacífico, perto do Equador. É o oposto do El Niño, conhecido por desencadear chuvas na Califórnia.

Os dados coletados por satélite e divulgados nesta quarta sugerem que está ocorrendo um fenômeno mais duradouro no oceano que cobre um terço da superfície terrestre. No último ano e meio, vem se desenvolvendo uma área quente no Norte, Oeste e Sul do Pacífico. Mas no meio está a massa de água mais fria do La Niña.

''A persistência de temperaturas oceânicas mais quentes e mais frias do que a média nos diz que o que está ocorrendo no Oceano Pacífico é muito mais do que um fenômeno isolado do La Niña``, disse William Patzert, oceanógrafo da Nasa, a agência espacial americana.

Patzert acredita que as mudanças de temperatura em todo o oceano indicam uma transformaçao natural que ocorre a cada 20 ou 30 anos, chamada Oscilaçao Decenal Pacífica. As massas dominantes de águas frias ou quentes oscilam por razoes ainda desconhecidas, modificando os modelos climáticos no mundo.

Um resultado das oscilaçoes sao as condiçoes que produzem o El Niño ou La Niña. Desde a década de 70, o oceano se encontra no que se chama de fase positiva, caracterizada por águas de superfície quente nos trópicos e mais fria no norte do Pacífico, o que favorece o El Niño.

Mas muitos especialistas afirmam que ainda é cedo para tirar conclusoes. As condiçoes atuais podem decorrer de um fenômeno passageiro do La Niña e nao ser necessariamente um indício de que o Pacífico ingressa em uma fase negativa de águas tropicais frias e quentes no Norte do Pacífico.

''O fato é que passarao outros dez anos antes que possamos dizer com certeza que experimentamos uma mudança de regime``, disse Wayne Higgins, meteorologista do Centro de Previsao Climática em Camp Springs, Maryland.

Os registros da temperatura na superfície oceânica foram feitos pelo satélite franco-americano Topex Poseidon.



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Mudanças na temperatura do Pacífico podem durar 30 anos

Do Diário do Grande ABC

20/01/2000 | 13:24


O Oceano Pacífico parece estar experimentando uma notável mudança de temperaturas que poderá se prolongar por 30 anos, baseando-se nos estranhos modelos climáticos registrados nos últimos 18 meses, segundo um grupo de pesquisadores.

Essas variaçoes climáticas costumam estar associadas ao fenômeno La Niña, um resfriamento das águas do Pacífico, perto do Equador. É o oposto do El Niño, conhecido por desencadear chuvas na Califórnia.

Os dados coletados por satélite e divulgados nesta quarta sugerem que está ocorrendo um fenômeno mais duradouro no oceano que cobre um terço da superfície terrestre. No último ano e meio, vem se desenvolvendo uma área quente no Norte, Oeste e Sul do Pacífico. Mas no meio está a massa de água mais fria do La Niña.

''A persistência de temperaturas oceânicas mais quentes e mais frias do que a média nos diz que o que está ocorrendo no Oceano Pacífico é muito mais do que um fenômeno isolado do La Niña``, disse William Patzert, oceanógrafo da Nasa, a agência espacial americana.

Patzert acredita que as mudanças de temperatura em todo o oceano indicam uma transformaçao natural que ocorre a cada 20 ou 30 anos, chamada Oscilaçao Decenal Pacífica. As massas dominantes de águas frias ou quentes oscilam por razoes ainda desconhecidas, modificando os modelos climáticos no mundo.

Um resultado das oscilaçoes sao as condiçoes que produzem o El Niño ou La Niña. Desde a década de 70, o oceano se encontra no que se chama de fase positiva, caracterizada por águas de superfície quente nos trópicos e mais fria no norte do Pacífico, o que favorece o El Niño.

Mas muitos especialistas afirmam que ainda é cedo para tirar conclusoes. As condiçoes atuais podem decorrer de um fenômeno passageiro do La Niña e nao ser necessariamente um indício de que o Pacífico ingressa em uma fase negativa de águas tropicais frias e quentes no Norte do Pacífico.

''O fato é que passarao outros dez anos antes que possamos dizer com certeza que experimentamos uma mudança de regime``, disse Wayne Higgins, meteorologista do Centro de Previsao Climática em Camp Springs, Maryland.

Os registros da temperatura na superfície oceânica foram feitos pelo satélite franco-americano Topex Poseidon.

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