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Quadrigêmeos nascidos na região celebram 30 anos

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Eles foram o primeiro caso de gravidez múltipla de quatro bebês registrado no Grande ABC; família destaca união


Leonardo Santos
Especial para o Diário

19/02/2016 | 07:00


Para algumas mulheres, a gestação e maternidade são as melhores fases da vida. Geralmente elas se programam e planejam a moradia e estabilidade financeira para dar o melhor para seus bebês. Mas há casos inusitados e inesperados como o de Ilma Marta de Moura, 60 anos, que há 30 deu à luz os seus quatro filhos em São Bernardo, tornando-se a primeira mãe de quadrigêmeos da região.

Casada há dois anos com Adolfo Dini Filho, Ilma, no início, acreditava que estava grávida de trigêmeos, como atestava o ultrassom. O médico que a acompanhou na época estranhou o tamanho de sua barriga, mas não imaginava o que aconteceria. No dia 18 de fevereiro de 1986, no antigo hospital Neomater, no bairro Rudge Ramos, ela foi surpreendida. Eram quatro crianças: Daniel, Rafael, Raquel e Daniele. Os irmãos nasceram prematuros, com peso médio de 1,5 quilo cada. Eufórico e impressionado, o pai comunicou o nascimento a um repórter do Diário e, desde então, seus filhos tornaram-se conhecidos no Grande ABC.

As dificuldades eram grandes. A família passou por crises financeiras e recebeu ajuda de entidades assistenciais, empresas e igrejas. “Passamos por situações difíceis, mas superemos”, disse Ilma, que também cuidava do marido paralítico. Dois anos e quatro meses após o nascimento dos pequenos, veio Natália, a última herdeira dos Dini. “Sou grata pela ajuda que recebi e tenho muito orgulho dos meus filhos.”

Em 2001, Dini entrou em contato com o Diário novamente para reportagem comemorando os 15 anos dos filhos. Em 2014, o pai morreu por problemas respiratórios e, ao lado de Ilma, deixou história impressionante e uma família unida.

O Diário conversou com os quadrigêmeos para saber como andam suas vidas. “Sinto falta do meu pai e minha mãe é tudo para mim. Dou a vida por ela”, diz o técnico em telecomunicação Rafael. “Agora temos mais responsabilidade e o modo de pensar mudou.”

Daniel viveu em Minas Gerais, onde se tornou técnico em agropecuária, e hoje é metalúrgico. “Minha vida mudou muito desde os 15 anos. Temos orgulho de ter uma mãe guerreira e uma família unida.”

Casada e com um filho, Raquel mora atualmente na Capital e diz que ficou famosa sem esforço.“Todos na vizinhança nos ajudaram quando nascemos”, conta. Segundo a auxiliar administrativa, a relação dos irmãos fica melhor com o passar do tempo. “Todos os fins de semana marcamos alguma coisa.”

A história da família orgulha Daniele até hoje. “Fizemos várias amizades. Nossos pais nos educaram muito bem. A nossa relação é de puro respeito e amor.” 



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Quadrigêmeos nascidos na região celebram 30 anos

Eles foram o primeiro caso de gravidez múltipla de quatro bebês registrado no Grande ABC; família destaca união

Leonardo Santos
Especial para o Diário

19/02/2016 | 07:00


Para algumas mulheres, a gestação e maternidade são as melhores fases da vida. Geralmente elas se programam e planejam a moradia e estabilidade financeira para dar o melhor para seus bebês. Mas há casos inusitados e inesperados como o de Ilma Marta de Moura, 60 anos, que há 30 deu à luz os seus quatro filhos em São Bernardo, tornando-se a primeira mãe de quadrigêmeos da região.

Casada há dois anos com Adolfo Dini Filho, Ilma, no início, acreditava que estava grávida de trigêmeos, como atestava o ultrassom. O médico que a acompanhou na época estranhou o tamanho de sua barriga, mas não imaginava o que aconteceria. No dia 18 de fevereiro de 1986, no antigo hospital Neomater, no bairro Rudge Ramos, ela foi surpreendida. Eram quatro crianças: Daniel, Rafael, Raquel e Daniele. Os irmãos nasceram prematuros, com peso médio de 1,5 quilo cada. Eufórico e impressionado, o pai comunicou o nascimento a um repórter do Diário e, desde então, seus filhos tornaram-se conhecidos no Grande ABC.

As dificuldades eram grandes. A família passou por crises financeiras e recebeu ajuda de entidades assistenciais, empresas e igrejas. “Passamos por situações difíceis, mas superemos”, disse Ilma, que também cuidava do marido paralítico. Dois anos e quatro meses após o nascimento dos pequenos, veio Natália, a última herdeira dos Dini. “Sou grata pela ajuda que recebi e tenho muito orgulho dos meus filhos.”

Em 2001, Dini entrou em contato com o Diário novamente para reportagem comemorando os 15 anos dos filhos. Em 2014, o pai morreu por problemas respiratórios e, ao lado de Ilma, deixou história impressionante e uma família unida.

O Diário conversou com os quadrigêmeos para saber como andam suas vidas. “Sinto falta do meu pai e minha mãe é tudo para mim. Dou a vida por ela”, diz o técnico em telecomunicação Rafael. “Agora temos mais responsabilidade e o modo de pensar mudou.”

Daniel viveu em Minas Gerais, onde se tornou técnico em agropecuária, e hoje é metalúrgico. “Minha vida mudou muito desde os 15 anos. Temos orgulho de ter uma mãe guerreira e uma família unida.”

Casada e com um filho, Raquel mora atualmente na Capital e diz que ficou famosa sem esforço.“Todos na vizinhança nos ajudaram quando nascemos”, conta. Segundo a auxiliar administrativa, a relação dos irmãos fica melhor com o passar do tempo. “Todos os fins de semana marcamos alguma coisa.”

A história da família orgulha Daniele até hoje. “Fizemos várias amizades. Nossos pais nos educaram muito bem. A nossa relação é de puro respeito e amor.” 

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