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Estilista andreense se consagra na Casa de Criadores


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

02/09/2005 | 08:19


Aos 30 anos, o andreense Marcel Juppy, que encantou o público no último dia da 18ª Semana de Moda – Casa de Criadores, quarta-feira, com inspiração em caixinhas de música, chegou ao grande circuito de estilo do Brasil. Responsável pelo conceito da grife paulistana Acqua Studio, antes assinado pela estilista Gisele Nasser, Juppy estréia na edição outono-inverno do Fashion Rio, em janeiro próximo. Uma conquista e tanto para o rapaz do Parque Novo Oratório que ingressou no mundo da moda aos 17, criando figurinos para grupos de teatro amador, e que imaginava encher de figurinos seus o Paço Municipal de Santo André.

"Vou estrear junto com a grife e estou muito feliz. A coleção primavera-verão também já é minha e a apresentamos no evento Fashion for Life", afirma o estilista. Grande fã de moulage (técnica por meio da qual as roupas são feitas sobre o próprio corpo), que aprendeu no Estúdio Berçot, Juppy foi assistente da estilista Clô Orozco, da Hui Clos, e desenvolveu jóias para a marca.

Aprendizado pouco glamouroso, mas não menos importante, foi como consultor de diversas marcas que se concentram na região do Bom Retiro, endereço paulistano certo para quem busca boas compras e ótimos preços. "Foi ótimo. Vi de perto essa coisa de grandes quantidades, de roupas para a massa. É a urgência da roupa, a criação tem de ser muito rápida", diz o estilista.

Após esse período como consultor, veio a experiência com sua própria marca, cujo ateliê ele mantém no bairro Higienópolis. A Semana de Moda, que o revelou há três edições, é atualmente a grande vitrine para a delicadeza que imprime em seu trabalho. "Estou fascinado pelo século XVIII. É uma atmosfera de sonho que nos faz escapar do lógico, que pode ser agressivo. Na moda essa fuga é bem possível", afirma Juppy.

Na 18ªSemana de Moda, encerrada na última quarta-feira, foi isso que se viu. Juppy transformou as modelos em bonequinhas de caixa de música e agradou a platéia com uma performática abertura. Sentado ao lado da passarela, Juppy observava uma menina toda vestida de branco, que se movimentava como numa caixinha. De repente, ele se levantou, pegou pincel e besuntou o vestido da modelo com tintas fluorescente cor-de-rosa, verde e laranja. A boneca de caixa de música continuou movendo-se graciosamente até ter início a batida de Cities in Dust, de Siouxsie and the Banshees. Ainda na trilha há The Smiths, Sisters of Mercy e Eurythmics, muito anos 80 e algo melancólico, mas também dançante. "Escolhi essa trilha porque queria que as pessoas tivessem vontade de se levantar e acompanhar as modelos pela passarela", diz. E foi isso que se sentiu.

A cor predominante de toda a coleção foi o branco, "uma brincadeira de revelar a cor pelo branco" e xadrezes delicados, além de muita seda pura e silhuetas volumosas. "É a coleção mais incrível de minha vida. Estou apaixonado, não tem nada que eu tenha gostado pouco", resume.

É essa paixão que ele pretende reacender no Grande ABC. "Há mais ou menos oito anos existia uma movimentação cultural em Santo André que resultava em um borbulhar que caía em uma raiz de moda. Mas acho que de uns tempos para cá, isso deu uma esfriada. Adoraria levar meu trabalho para Santo André, seja numa reedição da minha apresentação ou palestras", afirma o ex-aluno do Américo Brasiliense.

Saideira – Além de Juppy, o quarto a se apresentar, o último dia de desfiles teve Juliana Jabour com garotas douradas e modelagem ampla em vestidos e blusas. Já Ivã Aguilar trouxe moda masculina de casacos ajustados ao corpo e abrigos esportivos bem ao estilo Rocky. A marca Laundry foi de temas marítimos listrados e muito verde, amarelo e vermelho. Destaque também para os vestidões estampados da grife Madalena e as bailarinas étnicas da P‘tit, de bochechas rosadas.



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Estilista andreense se consagra na Casa de Criadores

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

02/09/2005 | 08:19


Aos 30 anos, o andreense Marcel Juppy, que encantou o público no último dia da 18ª Semana de Moda – Casa de Criadores, quarta-feira, com inspiração em caixinhas de música, chegou ao grande circuito de estilo do Brasil. Responsável pelo conceito da grife paulistana Acqua Studio, antes assinado pela estilista Gisele Nasser, Juppy estréia na edição outono-inverno do Fashion Rio, em janeiro próximo. Uma conquista e tanto para o rapaz do Parque Novo Oratório que ingressou no mundo da moda aos 17, criando figurinos para grupos de teatro amador, e que imaginava encher de figurinos seus o Paço Municipal de Santo André.

"Vou estrear junto com a grife e estou muito feliz. A coleção primavera-verão também já é minha e a apresentamos no evento Fashion for Life", afirma o estilista. Grande fã de moulage (técnica por meio da qual as roupas são feitas sobre o próprio corpo), que aprendeu no Estúdio Berçot, Juppy foi assistente da estilista Clô Orozco, da Hui Clos, e desenvolveu jóias para a marca.

Aprendizado pouco glamouroso, mas não menos importante, foi como consultor de diversas marcas que se concentram na região do Bom Retiro, endereço paulistano certo para quem busca boas compras e ótimos preços. "Foi ótimo. Vi de perto essa coisa de grandes quantidades, de roupas para a massa. É a urgência da roupa, a criação tem de ser muito rápida", diz o estilista.

Após esse período como consultor, veio a experiência com sua própria marca, cujo ateliê ele mantém no bairro Higienópolis. A Semana de Moda, que o revelou há três edições, é atualmente a grande vitrine para a delicadeza que imprime em seu trabalho. "Estou fascinado pelo século XVIII. É uma atmosfera de sonho que nos faz escapar do lógico, que pode ser agressivo. Na moda essa fuga é bem possível", afirma Juppy.

Na 18ªSemana de Moda, encerrada na última quarta-feira, foi isso que se viu. Juppy transformou as modelos em bonequinhas de caixa de música e agradou a platéia com uma performática abertura. Sentado ao lado da passarela, Juppy observava uma menina toda vestida de branco, que se movimentava como numa caixinha. De repente, ele se levantou, pegou pincel e besuntou o vestido da modelo com tintas fluorescente cor-de-rosa, verde e laranja. A boneca de caixa de música continuou movendo-se graciosamente até ter início a batida de Cities in Dust, de Siouxsie and the Banshees. Ainda na trilha há The Smiths, Sisters of Mercy e Eurythmics, muito anos 80 e algo melancólico, mas também dançante. "Escolhi essa trilha porque queria que as pessoas tivessem vontade de se levantar e acompanhar as modelos pela passarela", diz. E foi isso que se sentiu.

A cor predominante de toda a coleção foi o branco, "uma brincadeira de revelar a cor pelo branco" e xadrezes delicados, além de muita seda pura e silhuetas volumosas. "É a coleção mais incrível de minha vida. Estou apaixonado, não tem nada que eu tenha gostado pouco", resume.

É essa paixão que ele pretende reacender no Grande ABC. "Há mais ou menos oito anos existia uma movimentação cultural em Santo André que resultava em um borbulhar que caía em uma raiz de moda. Mas acho que de uns tempos para cá, isso deu uma esfriada. Adoraria levar meu trabalho para Santo André, seja numa reedição da minha apresentação ou palestras", afirma o ex-aluno do Américo Brasiliense.

Saideira – Além de Juppy, o quarto a se apresentar, o último dia de desfiles teve Juliana Jabour com garotas douradas e modelagem ampla em vestidos e blusas. Já Ivã Aguilar trouxe moda masculina de casacos ajustados ao corpo e abrigos esportivos bem ao estilo Rocky. A marca Laundry foi de temas marítimos listrados e muito verde, amarelo e vermelho. Destaque também para os vestidões estampados da grife Madalena e as bailarinas étnicas da P‘tit, de bochechas rosadas.

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