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O clássico em Londres

Celeiro de alfaiates lendários e de nobres chapeleiros, a capital britânica respira moda de um jeito ‘cool’


Andréa Ciaffone
Do Diário do Grande ABC

23/10/2014 | 07:00


 Chuva, frio, fog, muita criatividade e excelência na qualidade. Essa talvez seja a melhor forma de definir a relação de Londres com a moda. A cidade, que deu para o mundo a minissaia – criação de Mary Quant, que dominou o Ocidente desde os anos 1960 – é uma espécie de atelier a céu aberto para experimentações em termos de moda e de visual. Em Londres, o look inspira os estilistas mais do que eles influenciam as ruas.

Os anos 1970 e 1980 deixaram isso bem claro. Hoje, Vivienne Westwood é a grande dama da moda britânica, mas nos anos 1980 ela tirava sua inspiração do jeito punk de vestir. Naquele tempo, Johnny Rotten, do Sex Pistols, era imitado por todos os jovens. Calças rasgadas, múltiplos alfinetes, camisetas roqueiras e jaquetas de couro eram o ‘uniforme’ dos que faziam tanta questão de ficar de costas para as passarelas de Paris. Acabaram sendo copiados por elas.A relação da cidade com moda fez com que o Victoria and Albert Museum, nos anos 1980, se tornasse o primeiro entre os grandes museus da Europa a abrir uma ala exclusiva sobre o assunto.

Tal qual a realeza, a alfaiataria inglesa é eterna. Saville Row é a meca da elegância masculina há 150 anos. Ter costume feito em uma das casas da região é espécie de símbolo de sucesso e status para um homem. Grandes nomes da história, como Sir Winston Churchill, faziam suas roupas lá. Atribui-se a Henry Poole & Co, uma das empresas mais antigas na rua (número 15) a invenção do smoking em 1860. Já a Gieves e Hawkes (número 1) foi a primeira alfaiataria de Savile Row a criar roupas prontas para uso.
(http://henrypoole.com, www.gievesandhawkes.com).

Turnbull and Asser na Jermyn Street, logo atrás da Fortnum and Mason, em Piccadilly, é um local obrigatório para os homens desde 1885. No entanto, foi só no início do século 20 que ela mudou o foco para camisas, pelas quais é mais famosa hoje. Charlie Chaplin, Picasso, Ian Fleming (e todos os Bonds até o momento), assim como o príncipe Charles, tiveram suas medidas anotadas pelos alfaiates da T&A. O príncipe Charles, inclusive, premiou a loja com seu primeiro selo real em 1981 (www.turnbullandasser.co.uk).

A Regent Street e a Oxford Street formam o eixo do estilo na capital. Das marcas mais sofisticadas às mais populares, tem de tudo nesse pedaço da capital inglesa. A maior Burberry do mundo está na Regent Street e foi concebida para ser uma extensão do site da Burberry. Os fãs de mídia digital se divertirão tanto quanto os que gostam de ir às compras. Não está chovendo? A loja oferece ‘pancadas de chuva digitais’ para que possa ver como sua capa de estilo militar ficará caso o tempo vire. Mais adiante na Oxford Street está a Selfridges, espécie de Vaticano para os fashionistas.

Carnaby Street é o lugar para encontrar marcas mais roqueiras como Diesel, Pepe Jeans e a Pretty Green, do cantor do Oasis Liam Gallagher (prettygreen.com, www.carnaby.co.uk). Outro ponto para os descolados fica em Esat London, mais precisamente na loja de Timothy Everest, que já vestiu nomes como David Beckham, Tom Cruise e Mick Jagger, mostrando que atrai homens elegantes dos esportes, de Hollywood e da realeza da música. Seu famoso ateliê fica em Spitalfields, então, se realmente quiser investir no visual, marque horário ou vá até a loja em Mayfair se o desejo é dar uma olhada nas mercadorias prontas. (www.timothyeverest.co.uk).

Chapéus, bebês e mamães bem reais - Um ditado inglês diz que ‘se você quiser progredir, compre um chapéu’. Em outros lugares do mundo, é possível discutir a afirmação, mas não nos domínios da Rainha Elizabeth II. Por lá, as cabeças coroadas e nobres sempre buscam estar cobertas por chapéus. Na temporada social – durante os meses da primavera e verão –, os grandes eventos da nobreza requerem o acessório.

Por isso, os chapeleiros mais disputados do mundo são os ingleses. Um dos nomes mais badalados do momento é Victoria Grant (www.victoriagrant.co.uk), que já teve suas criações desfiladas na São Paulo Fashion Week. Outro chapeleiro famoso é Stephen Jones, que já fez chapéus para a princesa Diana, as Spice Girls e para coleções de Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier, Galliano e Marc Jacobs. Suas lojas estão em Covent Garden e Dover St. Market e as criações custam a partir de 250 libras (R$ 940). A boa notícia para as fashionistas é que a loja de departamentos Debenhams oferece linha com preços que variam entre 21 e 120 libras (R$ 47 a R$ 452 ).

Ainda dentro da inspiração real, o anúncio do segundo bebê do príncipe William e Kate Middleton deve provocar nova corrida às lojas de roupas para bebês e também para gestantes, que estão entre as especialidades dos estilistas ingleses. Para os pequenos, as peças oscilam entre a modernidade e os estilos nostálgicos, mas sempre com tecidos de boa família. Para as grávidas, a ideia é caprichar na elegância durante todo o período de espera.



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O clássico em Londres

Celeiro de alfaiates lendários e de nobres chapeleiros, a capital britânica respira moda de um jeito ‘cool’

Andréa Ciaffone
Do Diário do Grande ABC

23/10/2014 | 07:00


 Chuva, frio, fog, muita criatividade e excelência na qualidade. Essa talvez seja a melhor forma de definir a relação de Londres com a moda. A cidade, que deu para o mundo a minissaia – criação de Mary Quant, que dominou o Ocidente desde os anos 1960 – é uma espécie de atelier a céu aberto para experimentações em termos de moda e de visual. Em Londres, o look inspira os estilistas mais do que eles influenciam as ruas.

Os anos 1970 e 1980 deixaram isso bem claro. Hoje, Vivienne Westwood é a grande dama da moda britânica, mas nos anos 1980 ela tirava sua inspiração do jeito punk de vestir. Naquele tempo, Johnny Rotten, do Sex Pistols, era imitado por todos os jovens. Calças rasgadas, múltiplos alfinetes, camisetas roqueiras e jaquetas de couro eram o ‘uniforme’ dos que faziam tanta questão de ficar de costas para as passarelas de Paris. Acabaram sendo copiados por elas.A relação da cidade com moda fez com que o Victoria and Albert Museum, nos anos 1980, se tornasse o primeiro entre os grandes museus da Europa a abrir uma ala exclusiva sobre o assunto.

Tal qual a realeza, a alfaiataria inglesa é eterna. Saville Row é a meca da elegância masculina há 150 anos. Ter costume feito em uma das casas da região é espécie de símbolo de sucesso e status para um homem. Grandes nomes da história, como Sir Winston Churchill, faziam suas roupas lá. Atribui-se a Henry Poole & Co, uma das empresas mais antigas na rua (número 15) a invenção do smoking em 1860. Já a Gieves e Hawkes (número 1) foi a primeira alfaiataria de Savile Row a criar roupas prontas para uso.
(http://henrypoole.com, www.gievesandhawkes.com).

Turnbull and Asser na Jermyn Street, logo atrás da Fortnum and Mason, em Piccadilly, é um local obrigatório para os homens desde 1885. No entanto, foi só no início do século 20 que ela mudou o foco para camisas, pelas quais é mais famosa hoje. Charlie Chaplin, Picasso, Ian Fleming (e todos os Bonds até o momento), assim como o príncipe Charles, tiveram suas medidas anotadas pelos alfaiates da T&A. O príncipe Charles, inclusive, premiou a loja com seu primeiro selo real em 1981 (www.turnbullandasser.co.uk).

A Regent Street e a Oxford Street formam o eixo do estilo na capital. Das marcas mais sofisticadas às mais populares, tem de tudo nesse pedaço da capital inglesa. A maior Burberry do mundo está na Regent Street e foi concebida para ser uma extensão do site da Burberry. Os fãs de mídia digital se divertirão tanto quanto os que gostam de ir às compras. Não está chovendo? A loja oferece ‘pancadas de chuva digitais’ para que possa ver como sua capa de estilo militar ficará caso o tempo vire. Mais adiante na Oxford Street está a Selfridges, espécie de Vaticano para os fashionistas.

Carnaby Street é o lugar para encontrar marcas mais roqueiras como Diesel, Pepe Jeans e a Pretty Green, do cantor do Oasis Liam Gallagher (prettygreen.com, www.carnaby.co.uk). Outro ponto para os descolados fica em Esat London, mais precisamente na loja de Timothy Everest, que já vestiu nomes como David Beckham, Tom Cruise e Mick Jagger, mostrando que atrai homens elegantes dos esportes, de Hollywood e da realeza da música. Seu famoso ateliê fica em Spitalfields, então, se realmente quiser investir no visual, marque horário ou vá até a loja em Mayfair se o desejo é dar uma olhada nas mercadorias prontas. (www.timothyeverest.co.uk).

Chapéus, bebês e mamães bem reais - Um ditado inglês diz que ‘se você quiser progredir, compre um chapéu’. Em outros lugares do mundo, é possível discutir a afirmação, mas não nos domínios da Rainha Elizabeth II. Por lá, as cabeças coroadas e nobres sempre buscam estar cobertas por chapéus. Na temporada social – durante os meses da primavera e verão –, os grandes eventos da nobreza requerem o acessório.

Por isso, os chapeleiros mais disputados do mundo são os ingleses. Um dos nomes mais badalados do momento é Victoria Grant (www.victoriagrant.co.uk), que já teve suas criações desfiladas na São Paulo Fashion Week. Outro chapeleiro famoso é Stephen Jones, que já fez chapéus para a princesa Diana, as Spice Girls e para coleções de Vivienne Westwood, Jean Paul Gaultier, Galliano e Marc Jacobs. Suas lojas estão em Covent Garden e Dover St. Market e as criações custam a partir de 250 libras (R$ 940). A boa notícia para as fashionistas é que a loja de departamentos Debenhams oferece linha com preços que variam entre 21 e 120 libras (R$ 47 a R$ 452 ).

Ainda dentro da inspiração real, o anúncio do segundo bebê do príncipe William e Kate Middleton deve provocar nova corrida às lojas de roupas para bebês e também para gestantes, que estão entre as especialidades dos estilistas ingleses. Para os pequenos, as peças oscilam entre a modernidade e os estilos nostálgicos, mas sempre com tecidos de boa família. Para as grávidas, a ideia é caprichar na elegância durante todo o período de espera.

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