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'Investment grade' vai chegar até você

Grau de investimento recebido pelo Brasil pode resultar no aumento de empregos e na queda dos juros


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

11/05/2008 | 07:01


O nome investment grade é estranho para quem não acompanha a economia, mas conhecido dos especialistas. Mais que isso, muito aguardado. O Brasil esperava há muito tempo por essa classificação. Mas que diferença isso pode fazer na vida dos brasileiros? Pode fazer muita muita diferença. Em português, investment grade quer dizer grau de investimento e essa atribuição que o País recebeu no dia 30 de abril pode melhorar não só a economia brasileira, como resultar em aumento de empregos e queda dos juros.

Essa classificação é determinada por agências internacionais que estudam as condições econômicas de determinado país e avaliam o risco de se investir na economia local - nesse caso, quem resolveu dar ao Brasil essa classificação foi a S&P (Standard & Poors). Para o mercado internacional, isso representa um endosso para que os investidores comprem títulos da dívida brasileira e de empresas nacionais.

E o que isso significa? Mais dinheiro entrando no Brasil. "Hoje deixou de ser perigoso ‘comprar' o Brasil, podemos dizer. Quem não ousava se arriscar, terá um solo mais firme para investir", explica o professor de Finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração), Rafael Paschoarelli.

Paschoarelli diz que "o Brasil, até agora, era um ‘medicamento de tarja preta', mas se tornou um remédio que não precisa de receita". Mas a pergunta principal é: e o que eu tenho a ver com isso? Muita coisa. As previsões dos analistas para a economia do País a partir dessa classificação estão bem mais otimistas. "Nos próximos meses virá o dinheiro grosso. E não só no mercado especulativo, mas no setor produtivo. É esse capital que fará a diferença", comenta.

Segundo o professor da FEA/USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo) Fabio Kanczuk, com a entrada do dinheiro estrangeiro para fomentar a área produtiva, a maior expectativa é a de geração de empregos a médio prazo. "Para o consumidor, isso vai significar a redução da taxa de juros, porque a economia como um todo deve melhorar", analisa.

Outro setor que pode ser beneficiado é o de infra-estrutura. Os investidores terão mais confiança de fazer aplicações a longo prazo. "Entramos na primeira divisão para investidores. A bola está no pé do Brasil e só depende dele fazer o gol ou chutar para fora", compara o professor da FIA.



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'Investment grade' vai chegar até você

Grau de investimento recebido pelo Brasil pode resultar no aumento de empregos e na queda dos juros

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

11/05/2008 | 07:01


O nome investment grade é estranho para quem não acompanha a economia, mas conhecido dos especialistas. Mais que isso, muito aguardado. O Brasil esperava há muito tempo por essa classificação. Mas que diferença isso pode fazer na vida dos brasileiros? Pode fazer muita muita diferença. Em português, investment grade quer dizer grau de investimento e essa atribuição que o País recebeu no dia 30 de abril pode melhorar não só a economia brasileira, como resultar em aumento de empregos e queda dos juros.

Essa classificação é determinada por agências internacionais que estudam as condições econômicas de determinado país e avaliam o risco de se investir na economia local - nesse caso, quem resolveu dar ao Brasil essa classificação foi a S&P (Standard & Poors). Para o mercado internacional, isso representa um endosso para que os investidores comprem títulos da dívida brasileira e de empresas nacionais.

E o que isso significa? Mais dinheiro entrando no Brasil. "Hoje deixou de ser perigoso ‘comprar' o Brasil, podemos dizer. Quem não ousava se arriscar, terá um solo mais firme para investir", explica o professor de Finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração), Rafael Paschoarelli.

Paschoarelli diz que "o Brasil, até agora, era um ‘medicamento de tarja preta', mas se tornou um remédio que não precisa de receita". Mas a pergunta principal é: e o que eu tenho a ver com isso? Muita coisa. As previsões dos analistas para a economia do País a partir dessa classificação estão bem mais otimistas. "Nos próximos meses virá o dinheiro grosso. E não só no mercado especulativo, mas no setor produtivo. É esse capital que fará a diferença", comenta.

Segundo o professor da FEA/USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo) Fabio Kanczuk, com a entrada do dinheiro estrangeiro para fomentar a área produtiva, a maior expectativa é a de geração de empregos a médio prazo. "Para o consumidor, isso vai significar a redução da taxa de juros, porque a economia como um todo deve melhorar", analisa.

Outro setor que pode ser beneficiado é o de infra-estrutura. Os investidores terão mais confiança de fazer aplicações a longo prazo. "Entramos na primeira divisão para investidores. A bola está no pé do Brasil e só depende dele fazer o gol ou chutar para fora", compara o professor da FIA.

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