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'William Dib é de direita', diz Ciro Moura

Presidente estadual do PTC afirma, sem preocupação com opinião alheia, que pertence a partido de direita


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

11/05/2008 | 07:05


Presidente estadual do PTC - legenda originária do antigo PRN, do então presidente e hoje senador Fernando Collor (atualmente no PTB) -, Ciro Moura afirma, sem preocupação com opiniões alheias, que pertence a um partido de direita. Mesmo assim, diz que não vê problemas em se aliar a políticos de diversas ideologias, como o prefeito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira (PSDB) e o prefeiturável de Mauá Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (PSB). E ele ainda provoca: "Para mim, o William Dib, que é vice-presidente estadual do PSB, sempre foi de direita."

DIÁRIO - Como o PTC se posicionará na região nas eleições deste ano?

CIRO MOURA - Em Mauá, estaremos com o Chiquinho do Zaíra (PSB). Apoiaremos o Raimundo Salles (DEM) em Santo André, o Adler Kiko Teixeira (PSDB) em Rio Grande da Serra e o Clóvis Volpi em Ribeirão Pires (PV). Em São Bernardo, parece que o prefeito William Dib (PSB) deve se fixar na candidatura do deputado estadual Orlando Morando (PSDB). Então esse deverá ser nosso caminho natural. Em Diadema, acredito que o partido vá com o deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB). Em São Caetano, estamos na dúvida entre candidatura própria e o apoio ao prefeito José Auricchio Júnior (PTB).

DIÁRIO - Como explicar coligações com legendas de ideologias diferentes, como o PSB e o DEM, por exemplo?

CIRO - Nossa ideologia é de direita, conservadora, não radical. Mas a questão eleitoral cria algumas condições. Com o PTB e o DEM, por exemplo, não há conflito. Eles até não declaram, mas são, sem dúvida, partidos de direita e dizem que são do centro. Nós não somos de esquerda, não acreditamos no conceito de que somos todos iguais.

DIÁRIO - E no caso do PSB?

CIRO - Que me perdoe o prefeito William Dib, mas se algum dia ele foi de esquerda eu quero saber onde foi. Estar no PSB e ser o vice-presidente estadual é uma decisão partidária dele. Não sei se é uma de-cisão ideológica.

DIÁRIO - O sr. acha, então, que o prefeito William Dib é de direita?

CIRO - Eu acho. Para mim, é a mesma coisa que faz o Ciro Gomes (PSB-CE), que diz que é cearense, mas nasceu em Pindamonhangaba (no interior do Estado). O Ciro é de esquerda? Uma questão é ideológica, outra é partidária. Mas existe, é claro, um pragmatismo na questão eleitoral.

DIÁRIO - O sr. lembrou do PRN, que depois virou o PTC. Se hoje o senador Fernando Collor quisesse voltar para o partido, ele seria aceito?

CIRO - Seria sim. O que aconteceu naquela época não foi mensalão. O que houve foi ter dinheiro de campanha sem origem, que na época não havia sanção. Todo fizeram, mas só ele pagou. O que ele cometeu foi erro político e não roubo. Se fosse roubo, ele estava preso.

DIÁRIO - O sr. disputará algum cargo em outubro?

CIRO - Sou pré-candidato a prefeito de São Paulo. Em 2010, deveremos ter candidato a presidente e até poderei ser o candidato. Mas meu maior objetivo é ajudar o partido a crescer e, dessa forma, tenho a intenção de sair a deputado federal.



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'William Dib é de direita', diz Ciro Moura

Presidente estadual do PTC afirma, sem preocupação com opinião alheia, que pertence a partido de direita

Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

11/05/2008 | 07:05


Presidente estadual do PTC - legenda originária do antigo PRN, do então presidente e hoje senador Fernando Collor (atualmente no PTB) -, Ciro Moura afirma, sem preocupação com opiniões alheias, que pertence a um partido de direita. Mesmo assim, diz que não vê problemas em se aliar a políticos de diversas ideologias, como o prefeito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira (PSDB) e o prefeiturável de Mauá Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (PSB). E ele ainda provoca: "Para mim, o William Dib, que é vice-presidente estadual do PSB, sempre foi de direita."

DIÁRIO - Como o PTC se posicionará na região nas eleições deste ano?

CIRO MOURA - Em Mauá, estaremos com o Chiquinho do Zaíra (PSB). Apoiaremos o Raimundo Salles (DEM) em Santo André, o Adler Kiko Teixeira (PSDB) em Rio Grande da Serra e o Clóvis Volpi em Ribeirão Pires (PV). Em São Bernardo, parece que o prefeito William Dib (PSB) deve se fixar na candidatura do deputado estadual Orlando Morando (PSDB). Então esse deverá ser nosso caminho natural. Em Diadema, acredito que o partido vá com o deputado estadual José Augusto da Silva Ramos (PSDB). Em São Caetano, estamos na dúvida entre candidatura própria e o apoio ao prefeito José Auricchio Júnior (PTB).

DIÁRIO - Como explicar coligações com legendas de ideologias diferentes, como o PSB e o DEM, por exemplo?

CIRO - Nossa ideologia é de direita, conservadora, não radical. Mas a questão eleitoral cria algumas condições. Com o PTB e o DEM, por exemplo, não há conflito. Eles até não declaram, mas são, sem dúvida, partidos de direita e dizem que são do centro. Nós não somos de esquerda, não acreditamos no conceito de que somos todos iguais.

DIÁRIO - E no caso do PSB?

CIRO - Que me perdoe o prefeito William Dib, mas se algum dia ele foi de esquerda eu quero saber onde foi. Estar no PSB e ser o vice-presidente estadual é uma decisão partidária dele. Não sei se é uma de-cisão ideológica.

DIÁRIO - O sr. acha, então, que o prefeito William Dib é de direita?

CIRO - Eu acho. Para mim, é a mesma coisa que faz o Ciro Gomes (PSB-CE), que diz que é cearense, mas nasceu em Pindamonhangaba (no interior do Estado). O Ciro é de esquerda? Uma questão é ideológica, outra é partidária. Mas existe, é claro, um pragmatismo na questão eleitoral.

DIÁRIO - O sr. lembrou do PRN, que depois virou o PTC. Se hoje o senador Fernando Collor quisesse voltar para o partido, ele seria aceito?

CIRO - Seria sim. O que aconteceu naquela época não foi mensalão. O que houve foi ter dinheiro de campanha sem origem, que na época não havia sanção. Todo fizeram, mas só ele pagou. O que ele cometeu foi erro político e não roubo. Se fosse roubo, ele estava preso.

DIÁRIO - O sr. disputará algum cargo em outubro?

CIRO - Sou pré-candidato a prefeito de São Paulo. Em 2010, deveremos ter candidato a presidente e até poderei ser o candidato. Mas meu maior objetivo é ajudar o partido a crescer e, dessa forma, tenho a intenção de sair a deputado federal.

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