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Cabeleireira não se vê longe do trabalho


Catarina Armelin
Especial para o Diário

01/10/2017 | 07:00


“Meu trabalho é tudo. Não me imagino sem ele, pois é muito importante levantar de manhã e sair para trabalhar na profissão que amo.”

A frase é da cabeleireira Arminda Magalhães Pinto, 75 anos, que não consegue esconder sua emoção ao falar sobre o ofício. Uma das profissionais mais antigas de São Caetano em atividade acompanha as diferentes tendências há seis décadas. Experiência é uma palavra simples para mensurar a bagagem que Minda, como é conhecida por todos, carrega.

Natural de Cambres, em Portugal, ela chegou ao Brasil aos 10 anos de idade com a promessa de uma vida melhor para ela e sua família. Teve sua primeira experiência de trabalho como ajudante em um salão na Vila Mariana, na Capital, aos 13 anos. Com a ajuda da família, Arminda conseguiu abrir seu primeiro negócio em São Caetano, na Rua Heloísa Pamplona, no bairro Fundação, em 1960.

Começou atendendo familiares, amigos e, depois de algum tempo, ficou conhecida por utilizar diferentes técnicas de penteados. “Às vezes eu usava palha de aço para dar mais volume nos cabelos das clientes e fita de seda no trabalho do coque. Aí começaram a vir pessoas de São Paulo e de outros lugares para fazer o cabelo comigo”, lembra.

Depois de se casar e ter dois filhos, parou de trabalhar, contra a vontade. No entanto, após passar por uma fase difícil, se viu obrigada a retomar as atividades, começando do zero, como empregada em outro estabelecimento. Somente aos 45 anos, por mérito e após muito trabalho, conseguiu abrir seu salão novamente, que permanece em funcionamento na Rua Votorantim, bairro Barcelona.
Hoje avó de cinco netos, ela divide seu tempo entre a carreira, as tarefas de casa e a família. Quando questionada sobre a possibilidade de parar os trabalhos no salão, com muito bom humor Arminda responde que nem de longe pensa sobre isso. “Não tenho previsão, talvez só quando morrer”, brinca. 



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Cabeleireira não se vê longe do trabalho

Catarina Armelin
Especial para o Diário

01/10/2017 | 07:00


“Meu trabalho é tudo. Não me imagino sem ele, pois é muito importante levantar de manhã e sair para trabalhar na profissão que amo.”

A frase é da cabeleireira Arminda Magalhães Pinto, 75 anos, que não consegue esconder sua emoção ao falar sobre o ofício. Uma das profissionais mais antigas de São Caetano em atividade acompanha as diferentes tendências há seis décadas. Experiência é uma palavra simples para mensurar a bagagem que Minda, como é conhecida por todos, carrega.

Natural de Cambres, em Portugal, ela chegou ao Brasil aos 10 anos de idade com a promessa de uma vida melhor para ela e sua família. Teve sua primeira experiência de trabalho como ajudante em um salão na Vila Mariana, na Capital, aos 13 anos. Com a ajuda da família, Arminda conseguiu abrir seu primeiro negócio em São Caetano, na Rua Heloísa Pamplona, no bairro Fundação, em 1960.

Começou atendendo familiares, amigos e, depois de algum tempo, ficou conhecida por utilizar diferentes técnicas de penteados. “Às vezes eu usava palha de aço para dar mais volume nos cabelos das clientes e fita de seda no trabalho do coque. Aí começaram a vir pessoas de São Paulo e de outros lugares para fazer o cabelo comigo”, lembra.

Depois de se casar e ter dois filhos, parou de trabalhar, contra a vontade. No entanto, após passar por uma fase difícil, se viu obrigada a retomar as atividades, começando do zero, como empregada em outro estabelecimento. Somente aos 45 anos, por mérito e após muito trabalho, conseguiu abrir seu salão novamente, que permanece em funcionamento na Rua Votorantim, bairro Barcelona.
Hoje avó de cinco netos, ela divide seu tempo entre a carreira, as tarefas de casa e a família. Quando questionada sobre a possibilidade de parar os trabalhos no salão, com muito bom humor Arminda responde que nem de longe pensa sobre isso. “Não tenho previsão, talvez só quando morrer”, brinca. 

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