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Ausência da arte nas artes de um CEO

‘O CEO é um diretor de cinema'. Essa frase talvez seja a talvez seja a metáfora mais apropriada para definir os que ocupam grandes cargos


Dgabc

11/11/2012 | 00:00


Artigo

‘O CEO é um diretor de cinema'. Essa frase, dita pelo principal executivo de uma das maiores empresas farmacêuticas da América Latina, talvez seja a metáfora mais apropriada para definir os que ocupam grandes cargos nas organizações ao redor do mundo. Por meio dela, chegamos a uma conclusão poucas vezes compreendida pelos próprios gestores: a administração não pode nem deve ser entendida apenas como ciência. A administração é também arte!

Mais importante que a própria criação de estratégia é sua implementação - e é justamente aí que muitas das empresas se perdem e ganham características de ‘esquizofrenia'. Em rápida análise das principais companhias existentes no Brasil, torna-se perceptível que a maioria delas tem na técnica sua essência. Mas onde está o valor do indivíduo?

Assim como uma partitura, a estratégia pode ser interpretada de diversas maneiras. É impossível que esse processo seja bem-sucedido sem a presença de protagonista - no caso, o CEO, que, aqui, deixa de ser gestor sistemático e transforma todos da equipe em sujeitos sensíveis, não em programas de computador. Se a técnica dominar as empresas, teremos robôs fazendo com que a ‘pianola toque sempre do mesmo jeito'. Ou seja, os métodos são necessários, porém as atitudes das pessoas devem prevalecer.

Ao valorizarem demasiadamente a técnica, as organizações passam a agir de acordo com a teoria de Descartes e sua frase mais famosa: ‘Penso, logo existo'. O que os executivos têm de entender é que esse conceito está ultrapassado. Digo isso, pois o filósofo francês defendeu a racionalidade, sem valorizar a subjetividade de cada um, e deixou de propagar que, antes de pensar, temos emoções inconscientes, que se manifestam antes mesmo de nos darmos conta. Contrariando Descartes, afirmo que a expressão que melhor explica a administração é ‘sinto, logo penso', defendida por Mintzberg e Damásio.

As empresas que ainda estão centradas na prática da gestão baseada puramente em livros podem se tornar reféns do egocentrismo e da esquizofrenia do CEO e, consequentemente, estar fadadas à falência. A forma de agir sempre será mais importante para a obtenção de resultados. Por isso, caros CEOs, deixem de lado o by the book e lembrem-se: são os indivíduos que constroem as empresas e o mundo.

Moisés Fry Sznifer é especialista em estratégia, professor dos programas de mestrado e doutorado da FGV.

Palavra do leitor

Política suja
A Câmara aprovou quarta-feira projeto que cria a Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa, que terá status de ministério. A proposta segue para votação no Senado. Esse será o 39º ministério a integrar a Esplanada. Segundo cálculos de integrante do governo, a criação dessa Pasta terá impacto de R$ 7,9 milhões no Orçamento do próximo ano. E cadê o investimento na Saúde e Segurança, uma vez que o povo morre sem atendimento e sem segurança? Que governo é este?
Rosângela Caris
Mauá

Diadema Cidadã
Morador, eleitor e contribuinte de Diadema, desta eleição para prefeito e vereadores várias boas-novas tivemos. Destaca-se a luta pelo voto consciente e com qualidade. Começaram então a surgir aqui e acolá discussões a respeito dessas voluntariosas participações cívicas e de conscientização. Constatou-se a necessidade de se levar adiante a proposta, donde surgiu a ideia de se formalizar o movimento ‘Diadema Cidadã'. O que você acha da ideia? Que tal o movimento?Você participaria de sua fundação, com conceitos, propostas e estratégias? Movimento cívico e consciente, absolutamente suprapartidário? Movimento propositivo? Movimento fiscalizatório dos atos praticados pelo Executivo? Você gosta da proposta? Vamos conversar a respeito?
Filipe dos Anjos
Diadema

Mensaleiros
O cansativo processo condenatório e analítico dos nobres mensaleiros que ora chega ao clímax, daqui até a eternidade terá o seguinte desfecho: os digníssimos e incansáveis mensaleiros, condenados por formação de quadrilha, sob a pena patrializada e prescrita nos desvios padrões, elevada à quinta potência e imposta que se há de julgar os vivos e os mortos, estarão livres de quaisquer processos condenatórios ao rigor das leis. Sendo assim, cumprirão as penas devidas pelo resto de suas vidas em regime livre e aberto sob o sol escaldante e abençoado de nosso País.
Sérgio Dias Nunes
São Caetano

Precatorianos
É muito bom ler neste Diário que os precatorianos de Santo André vão receber (Política, ontem). O que muito me choca é que na época do Orçamento Participativo os aposentados, incluindo minha mãe, quando perguntavam desse reajuste, Celso Daniel dizia que jamais iria dar, o que ele mesmo havia prometido. Isso porque se dizia do Partido dos Trabalhadores. A quais trabalhadores ele se referia? Lembro-me que naquela época o prefeito havia aumentado o IPTU absurdamente, e havia dinheiro em caixa para o pagamento. Hoje a dívida é absurda e tem de se pagar! A justiça foi feita. Infelizmente, para muitos, tarde, pois já morreram!
Maria Helena
Santo André

Pré-sal
Em entrevista coletiva o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, questionado como ficaria o Estado com a nova partilha dos royalties do pré-sal feita pelo Congresso, disse que o Rio ‘fecha as portas, vai à falência'. Disse também que a presidente Dilma com certeza irá vetar, caso contrário não haverá Copa do Mundo, Olimpíada, pagamento de servidores, da previdência etc. Seria o fim! O Rio de Janeiro está com data marcada para acabar? Pelo que disse o governador, sim! Será que o Rio de Janeiro não tem outras fontes de recursos, sendo a segunda maior economia do Brasil?
Antônio Carlos Guertas
São Bernardo



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Ausência da arte nas artes de um CEO

‘O CEO é um diretor de cinema'. Essa frase talvez seja a talvez seja a metáfora mais apropriada para definir os que ocupam grandes cargos

Dgabc

11/11/2012 | 00:00


Artigo

‘O CEO é um diretor de cinema'. Essa frase, dita pelo principal executivo de uma das maiores empresas farmacêuticas da América Latina, talvez seja a metáfora mais apropriada para definir os que ocupam grandes cargos nas organizações ao redor do mundo. Por meio dela, chegamos a uma conclusão poucas vezes compreendida pelos próprios gestores: a administração não pode nem deve ser entendida apenas como ciência. A administração é também arte!

Mais importante que a própria criação de estratégia é sua implementação - e é justamente aí que muitas das empresas se perdem e ganham características de ‘esquizofrenia'. Em rápida análise das principais companhias existentes no Brasil, torna-se perceptível que a maioria delas tem na técnica sua essência. Mas onde está o valor do indivíduo?

Assim como uma partitura, a estratégia pode ser interpretada de diversas maneiras. É impossível que esse processo seja bem-sucedido sem a presença de protagonista - no caso, o CEO, que, aqui, deixa de ser gestor sistemático e transforma todos da equipe em sujeitos sensíveis, não em programas de computador. Se a técnica dominar as empresas, teremos robôs fazendo com que a ‘pianola toque sempre do mesmo jeito'. Ou seja, os métodos são necessários, porém as atitudes das pessoas devem prevalecer.

Ao valorizarem demasiadamente a técnica, as organizações passam a agir de acordo com a teoria de Descartes e sua frase mais famosa: ‘Penso, logo existo'. O que os executivos têm de entender é que esse conceito está ultrapassado. Digo isso, pois o filósofo francês defendeu a racionalidade, sem valorizar a subjetividade de cada um, e deixou de propagar que, antes de pensar, temos emoções inconscientes, que se manifestam antes mesmo de nos darmos conta. Contrariando Descartes, afirmo que a expressão que melhor explica a administração é ‘sinto, logo penso', defendida por Mintzberg e Damásio.

As empresas que ainda estão centradas na prática da gestão baseada puramente em livros podem se tornar reféns do egocentrismo e da esquizofrenia do CEO e, consequentemente, estar fadadas à falência. A forma de agir sempre será mais importante para a obtenção de resultados. Por isso, caros CEOs, deixem de lado o by the book e lembrem-se: são os indivíduos que constroem as empresas e o mundo.

Moisés Fry Sznifer é especialista em estratégia, professor dos programas de mestrado e doutorado da FGV.

Palavra do leitor

Política suja
A Câmara aprovou quarta-feira projeto que cria a Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa, que terá status de ministério. A proposta segue para votação no Senado. Esse será o 39º ministério a integrar a Esplanada. Segundo cálculos de integrante do governo, a criação dessa Pasta terá impacto de R$ 7,9 milhões no Orçamento do próximo ano. E cadê o investimento na Saúde e Segurança, uma vez que o povo morre sem atendimento e sem segurança? Que governo é este?
Rosângela Caris
Mauá

Diadema Cidadã
Morador, eleitor e contribuinte de Diadema, desta eleição para prefeito e vereadores várias boas-novas tivemos. Destaca-se a luta pelo voto consciente e com qualidade. Começaram então a surgir aqui e acolá discussões a respeito dessas voluntariosas participações cívicas e de conscientização. Constatou-se a necessidade de se levar adiante a proposta, donde surgiu a ideia de se formalizar o movimento ‘Diadema Cidadã'. O que você acha da ideia? Que tal o movimento?Você participaria de sua fundação, com conceitos, propostas e estratégias? Movimento cívico e consciente, absolutamente suprapartidário? Movimento propositivo? Movimento fiscalizatório dos atos praticados pelo Executivo? Você gosta da proposta? Vamos conversar a respeito?
Filipe dos Anjos
Diadema

Mensaleiros
O cansativo processo condenatório e analítico dos nobres mensaleiros que ora chega ao clímax, daqui até a eternidade terá o seguinte desfecho: os digníssimos e incansáveis mensaleiros, condenados por formação de quadrilha, sob a pena patrializada e prescrita nos desvios padrões, elevada à quinta potência e imposta que se há de julgar os vivos e os mortos, estarão livres de quaisquer processos condenatórios ao rigor das leis. Sendo assim, cumprirão as penas devidas pelo resto de suas vidas em regime livre e aberto sob o sol escaldante e abençoado de nosso País.
Sérgio Dias Nunes
São Caetano

Precatorianos
É muito bom ler neste Diário que os precatorianos de Santo André vão receber (Política, ontem). O que muito me choca é que na época do Orçamento Participativo os aposentados, incluindo minha mãe, quando perguntavam desse reajuste, Celso Daniel dizia que jamais iria dar, o que ele mesmo havia prometido. Isso porque se dizia do Partido dos Trabalhadores. A quais trabalhadores ele se referia? Lembro-me que naquela época o prefeito havia aumentado o IPTU absurdamente, e havia dinheiro em caixa para o pagamento. Hoje a dívida é absurda e tem de se pagar! A justiça foi feita. Infelizmente, para muitos, tarde, pois já morreram!
Maria Helena
Santo André

Pré-sal
Em entrevista coletiva o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, questionado como ficaria o Estado com a nova partilha dos royalties do pré-sal feita pelo Congresso, disse que o Rio ‘fecha as portas, vai à falência'. Disse também que a presidente Dilma com certeza irá vetar, caso contrário não haverá Copa do Mundo, Olimpíada, pagamento de servidores, da previdência etc. Seria o fim! O Rio de Janeiro está com data marcada para acabar? Pelo que disse o governador, sim! Será que o Rio de Janeiro não tem outras fontes de recursos, sendo a segunda maior economia do Brasil?
Antônio Carlos Guertas
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