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Interior ganha espaço maior na economia


Wilson Marini

21/05/2018 | 07:00


Semana passada foi de autoestima em alta para todo o Interior Paulista. Levantamento da consultoria IPC Marketing Editora apontou que este é definitivamente o maior mercado consumidor do País, à frente da Região Metropolitana de São Paulo. A posição superior não se constitui em novidade desde 2012, quando houve uma virada nos números e a Grande São Paulo perdeu o posto de expoente do consumo no País.

A novidade, agora, é a constatação de que a diferença se alarga cada vez mais em favor do Interior. E a tendência deve se acentuar nos próximos anos. Em entrevista à APJ, o responsável pela pesquisa, Marcos Pazzini, disse que o Interior de São Paulo deve continuar ganhando participação no cenário de consumo. Segundo ele, esse fenômeno acontece principalmente devido à instalação de novas empresas fora dos grandes centros metropolitanos, os quais apresentam condições desfavoráveis para, devido aos altos custos de mão de obra, de aluguel e dificuldades de logística, soluções que as diferentes regiões do Interior oferecem com vantagens.

Maior geração de renda

Ainda segundo Pazzini, aproveitando esse cenário favorável, vários municípios do Interior desenvolveram áreas industriais e comerciais, com incentivos para instalação de novas empresas. “Como houve abertura de mais empresas no Interior de São Paulo, houve maior geração de empregos e, consequentemente, maior geração de renda para a população, que se concretizou num maior aumento do consumo dessa população”, analisa.

Os números

No estudo da IPC Marketing, o Interior Paulista representa atualmente 53,4% da soma do total em dinheiro a ser gasto com alimentação, Habitação, transporte, Saúde, vestuário e Educação, entre outros itens, em todo o Estado de São Paulo, contra 46,6% da Capital e os demais 38 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. No estudo anterior, de 2017, o Interior Paulista já representava 52,8%, contra 47,2% da Região Metropolitana de São Paulo. Em 2016, os índices eram, respectivamente, 51,17% e 48,83%. E em 2012, o marco da mudança de tendência, as posições das duas áreas eram muito próximas: 50,2% e 49,8%, respectivamente.

R$ 654,4 bilhões

Esse é o total estimado pela IPC Marketing de dinheiro que circulará nos 606 municípios que constituem o bloco do Interior Paulista, que inclui os do Litoral. A empresa, que se especializou em mapear o potencial de consumo dos lares brasileiros, faz as planilhas levando em conta dados oficiais como os do IBGE. As informações são sempre cruzadas com outras fontes de pesquisa, permanentemente atualizadas. Nesse contexto, o patamar de consumo da Capital e os 38 municípios da chamada Grande São Paulo em 2018 será de R$ 571,9 bilhões, ou seja, R$ 82,5 bilhões a menos em relação ao Interior Paulista.

Tilápias

A produção brasileira de tilápias, o peixe de água doce mais consumido no País, cresceu 8% em 2017, em comparação com 2016, atingindo 357 mil toneladas. Com isso, o Brasil superou Filipinas e Tailândia, assumindo o quarto lugar entre os maiores produtores mundiais desse pescado. O Estado de São Paulo ocupa o terceiro lugar entre os Estados produtores, atrás de Paraná e Rondônia.

Aquífero Guarani

A Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei que prevê a sinalização dos locais em que a água se infiltra no Aquífero Guarani, considerado o maior reservatório de água doce subterrânea do planeta. Possui 1,2 milhão de quilômetros quadrados e passa no subsolo de oito Estados brasileiros e, além do Brasil, também está presente na Argentina, Paraguai e Uruguai. O objetivo é evitar a contaminação do lençol freático, ao menos no Estado de São Paulo. O autor da proposta é o deputado Léo Oliveira (PMDB). Vai para a sanção do governador. Se aprovado, deverão ser sinalizadas em limites externos as áreas de afloramento nas rodovias adjacentes e nas vias de acesso.

Proteção a dados individuais

Um projeto de lei aprovado semana passada na Assembleia proíbe a publicidade de informações pessoais – RG, CPF, título de eleitor, número de telefone, do PIS, as informações bancárias, endereço e até data de nascimento – sem a prévia autorização do titular. Para o deputado André Soares (PSDC), autor do projeto, a ideia é proteger o consumidor.



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