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Acordo de Charm el-Cheij sobrevive a primeira prova


Do Diário do Grande ABC

06/09/1999 | 16:29


O governo de Ehud Barak mostrou-se esta segunda-feira firmemente decidido a aplicar o acordo israelense-palestino de Charm el-Cheikj apesar dos atentados com carro-bomba praticados este domingo em Israel, que o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, condenou com veemência.

``Israel nao tem motivos para nao aplicar os tratados (sobre a aplicaçao do memorando de Wye Plantation, concluídos este domingo no balneário egípcio)'', declarou Ephraim Sneh, vice-ministro da Defesa.

Ele elogiou os esforços realizados pela Autoridade Palestina de Yasser Arafat, aos quais qualificou de ``sinceros, sérios e relativamente eficazes para impedir os ataques terroristas''.

Na véspera, após as explosoes de Tiberíades e Haifa, Sneh manifestou sua oposiçao a interromper o processo de paz por causa da violência, porque suporia ``acompanhar o jogo dos terroristas'', outorgando-lhes uma espécie do direito a veto.

Nesta oportunidade, provavelmente a identidade dos terroristas facilitou a postura do governo de Barak.

Os três autores dos atentados - mortos quando as cargas explodiram antes do previsto - eram árabes israelenses procedentes do norte de Israel, segundo fontes palestinos.

A polícia israelense se recusa a fazer comentários, já que um tribunal israelense decretou sigílo na investigaçao.

Após o duplo atentado, comentou-se que o fundamental para Barak era verificar a identidade dos terroristas ``se viessem dos territórios palestinos para depois agir em conseqüência''.

Arafat telefonou a ele pouco depois das explosoes para condená-las, qualificando-as de ``atividades destrutivas a combater''.

Portanto, o governo israelense aplicaria nos próximos dias a primeira medida disposta pelo acordo, que consiste na liberaçao de um primeiro grupo de 200 presos palestinos detidos por atividades contra o Estado hebreu.

O líder do Likud (oposiçao da direita israelense), Ariel Sharon, fez um apelo a Barak para que nao liberte os prisioneiros''.

``Sejam quais forem os autores (dos atentados)'', disse.

``Estao inspirados na propaganda antiisraelense publicada na imprensa e na rádio palestinas'', afirmou.

Além deste atentado, existiriam supostamente projetos terroristas por parte do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica, a mais radicais das formaçoes contrárias ao diálogo com os israelenses), segundo Tayeb Abdel Rajim, ligado a Arafat.

A imprensa israelense, como no caso do jornal Ma'ariv, constatou esta segunda-feira em suas páginas a relativa facilidade existente para mobilizar um carro-bomba pelo centro de uma cidade apesar das medidas de segurança mobilizadas pelas polícias israelense e palestina.

Resta ainda verificar a reaçao da populaçao israelense caso os atentados se multipliquem, como advertiu este domingo Gilad Sher, um dos negociadores israelenses.

Esta foi a causa que provocou em 1996 a queda do governo trabalhista de Shimon Peres e um bloqueio de três anos do processo de paz.



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Acordo de Charm el-Cheij sobrevive a primeira prova

Do Diário do Grande ABC

06/09/1999 | 16:29


O governo de Ehud Barak mostrou-se esta segunda-feira firmemente decidido a aplicar o acordo israelense-palestino de Charm el-Cheikj apesar dos atentados com carro-bomba praticados este domingo em Israel, que o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, condenou com veemência.

``Israel nao tem motivos para nao aplicar os tratados (sobre a aplicaçao do memorando de Wye Plantation, concluídos este domingo no balneário egípcio)'', declarou Ephraim Sneh, vice-ministro da Defesa.

Ele elogiou os esforços realizados pela Autoridade Palestina de Yasser Arafat, aos quais qualificou de ``sinceros, sérios e relativamente eficazes para impedir os ataques terroristas''.

Na véspera, após as explosoes de Tiberíades e Haifa, Sneh manifestou sua oposiçao a interromper o processo de paz por causa da violência, porque suporia ``acompanhar o jogo dos terroristas'', outorgando-lhes uma espécie do direito a veto.

Nesta oportunidade, provavelmente a identidade dos terroristas facilitou a postura do governo de Barak.

Os três autores dos atentados - mortos quando as cargas explodiram antes do previsto - eram árabes israelenses procedentes do norte de Israel, segundo fontes palestinos.

A polícia israelense se recusa a fazer comentários, já que um tribunal israelense decretou sigílo na investigaçao.

Após o duplo atentado, comentou-se que o fundamental para Barak era verificar a identidade dos terroristas ``se viessem dos territórios palestinos para depois agir em conseqüência''.

Arafat telefonou a ele pouco depois das explosoes para condená-las, qualificando-as de ``atividades destrutivas a combater''.

Portanto, o governo israelense aplicaria nos próximos dias a primeira medida disposta pelo acordo, que consiste na liberaçao de um primeiro grupo de 200 presos palestinos detidos por atividades contra o Estado hebreu.

O líder do Likud (oposiçao da direita israelense), Ariel Sharon, fez um apelo a Barak para que nao liberte os prisioneiros''.

``Sejam quais forem os autores (dos atentados)'', disse.

``Estao inspirados na propaganda antiisraelense publicada na imprensa e na rádio palestinas'', afirmou.

Além deste atentado, existiriam supostamente projetos terroristas por parte do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica, a mais radicais das formaçoes contrárias ao diálogo com os israelenses), segundo Tayeb Abdel Rajim, ligado a Arafat.

A imprensa israelense, como no caso do jornal Ma'ariv, constatou esta segunda-feira em suas páginas a relativa facilidade existente para mobilizar um carro-bomba pelo centro de uma cidade apesar das medidas de segurança mobilizadas pelas polícias israelense e palestina.

Resta ainda verificar a reaçao da populaçao israelense caso os atentados se multipliquem, como advertiu este domingo Gilad Sher, um dos negociadores israelenses.

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