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EUA sofrem ataque terrorista; World Trade Center desaba


Do Diário OnLine

12/09/2001 | 01:45


Os Estados Unidos viveram a maior tragédia terrorista de sua história nesta terça-feira. O World Trade Center, um dos maiores complexos de edifícios de Nova York, e o Pentágono, sede da defesa e da inteligência militar dos EUA em Washington, foram alvos de ataques cinematográficos: três aviões americanos foram lançados contra os prédios, destruindo algumas das construções mais tradicionais da América.

Imagens transmitidas ao vivo pela TV mostraram o desabamento das duas 'torres gêmeas' do World Trade Center, em uma implosão que cobriu o centro financeiro mais importante do mundo com uma nuvem de poeira e escombros. O centro nervoso do militarismo americano também teve um dia de pânico.

Ainda não há balanços definitivos sobre os números de mortos e feridos. Estima-se que pelo menos 10 mil pessoas morreram só nas dependências do WTC. A Prefeitura de Nova York afirma que 2.100 pessoas estão hospitalizadas, sendo 600 em estado grave. O prefeito da cidade, Rudolph Giuliani, afirmou nesta terça que o número de mortos na cidade "certamente é maior do que qualquer de nós pode suportar".

A rede de TV americana CNN afirma que pelo menos 800 pessoas morreram no Pentágono e outras 800 estão desaparecidas. As quatro colisões envolvendo aeronaves mataram 266 pessoas, entre passageiros, pilotos e tripulantes.

Na contagem total - entre ocupantes dos quatro aviões destruídos, bombeiros, policiais e vítimas diversas – aproximadamente 40 mil vidas podem ter sido sacrificadas na onda de ataques terroristas, segundo balanço da CNN.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, não tentou definir o número de mortos mas adiantou que o saldo "não será pequeno". A estimativa do presidente George W. Bush também não é otimista. "Milhares de vidas chegaram subitamente ao fim por atos de maldade, por depreciáveis atos de terrorismo", afirmou em pronunciamento oficial feito à noite, em Washington.

Terror nas torres - O primeiro ataque ocorreu por volta das 8h50 (locais), quando um Boeing 767 da American Airlines, com 92 ocupantes (81 passageiros, nove tripulantes e dois pilotos), atingiu a torre norte do prédio. Tratava-se do vôo 11 da American, saído de Boston (Leste) com destino a Los Angeles (Costa Oeste).

Antes mesmo de o sustos do primeiro choque passar, um outro avião de grande porte destruiu a segunda das torres gêmeas. Passava das 9h (locais) quando um Boeing da United Airlines atravessou a torre sul do WTC. O vôo 175, também saído de Boston e destinado a Los Angeles, levava 65 pessoas (56 passageiros e nove tripulantes).

Pouco mais de uma hora depois da primeira colisão desabou a torre norte, graças aos violentos abalos na estrutura. A torre sul foi ao chão logo após, em uma nova cena impressionante de implosão. Um terceiro prédio do complexo, o edifício 7, com 46 andares, desabou no final da tarde. O Edifício 5 do complexo, que abriga o hotel de luxo Marriot, pegou fogo e também teve sua estrutura abalada.

No momento do atentado pelo menos 10 mil pessoas, segundo o prefeito de NY, Rudolph Giuliani, estavam nas torres gêmeas do World Trade Center. Além de um dos pontos turísticos mais visitados de Nova York, o complexo de sete edifícios abriga centenas de escritórios comerciais, lojas, restaurantes e o hotel de luxo.

TVs locais mostraram pessoas se jogando por algumas das 43 mil janelas das torres gêmeas, prédios de 110 andares. O pânico tomou conta do sul da ilha de Manhattan, região onde fica o distrito financeiro - incluindo a famosa Wall Street. O pregão da bolsa de valores de Nova York foi suspenso, assim como os negócios do índice eletrônico Nasdaq.

A cidade entrou em estado de guerra. Os hospitais ficaram lotados e as pessoas fizeram filas para doar sangue. O transporte coletivo parou e toda a porção sul da ilha foi desocupada. Muitos tiveram de voltar a pé para suas casas. O Metrô de Nova York teve suas operações integralmente suspensas. Os aeroportos não recebiam ou despachavam vôos. O presidente George W. Bush declarou o Estado de Nova York como zona de desastre e aprovou uma ajuda financeira federal para NY.

Medo na capital - Washington também foi palco de cenas de terror. Pouco depois dos dois atentados em Nova York, um terceiro Boeing caiu sobre uma ala do Pentágono – o centro da segurança e inteligência militar dos Estados Unidos, local em que trabalham 24 mil pessoas. Pelo menos 800 pessoas morreram no prédio e outras 800 estão desaparecidas.

O avião que caiu sobre o "corredor do Exército" era um Boeing 757 da American Airlines que levava 64 pessoas (58 passageiros, quatro tripulantes e dois pilotos) de Washington para Los Angeles. A American confirmou que a nave foi seqüestrada no Aeroporto Internacional de Dulles, em Washington.

O medo alastrou-se por Washington. Boatos que circularam pela capital falavam em outras duas agressões terroristas contra prédios federais dos EUA. Os atentados não foram confirmados. Uma explosão chegou a ser ouvida no Congresso Nacional dos EUA, em Washington, mas não houve ataque. Circulou ainda a informação de que o Departamento de Estado dos EUA, também na capital federal, teria sido atacado por um carro-bomba. O subsecretário Richard Armitage negou o ataque, depois de uma inspeção no local.

Momentos depois, um Boeing 757 da United Airlines, vôo 93, que voava de Newark (Nova Jersey) para San Francisco (Califórnia), caiu em terra em Pittsburgh, na Pennsylvania, com 38 passageiros, dois pilotos e cinco tripulantes. O destino do avião terrorista seria Camp David, o retiro dos presidentes americanos nas montanhas de Maryland. Existe a informação, não confirmada, de que o Departamento de Segurança Nacional dos EUA determinou que a nave fosse abatida antes que ela atingisse algum outro ponto de grande concentração – como são o WTC e o Pentágono.

Responsabilidade - O principal suspeito pelos ataques terroristas é o milionário saudita Osama Bin Laden. Ele é procurado pela Justiça dos Estados Unidos e está refugiado em território do Afeganistão, protegido pelo Talibã, grupo islâmico que controla 90% daquele país.

Grupos chegaram a reivindicar a autoria dos atentados nos primeiros momentos. Militantes da Frente Democrática para Libertação da Palestina teriam assumido a autoria do atentado, segundo informações da agência Reuters. No entanto, o líder da autoridade palestina, Yasser Arafat, nega a autoria. Abalado, ele classificou o ataque como "inacreditável".

Uma das hipóteses é de que os ataques sejam uma represália à interferência dos Estados Unidos no conflito no Oriente Médio, onde vários civis saíram às ruas para comemorar o ataques.

O FBI (Federal Bureau of Investigation) está investigando detalhes dos ataques terroristas. A polícia federal dos EUA, munida de mandados de busca, está promovendo incursões em residências da Flórida (Costa Leste) para procurar evidências.

Suspeitas levantadas sobre um passageiro falecido nos acidentes de avião, residente no Estado, faz com que o FBI vasculhe até mesmo caixas de Correio atrás de bombas.

O FBI já conseguiu apurar, graças a relatos diversos de passageiros que conseguiram se comunicar com autoridades e parentes antes que os quatro aviões fossem destruídos, que os terroristas estavam armados com facas e agiam em grupos de três.



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