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Grande ABC contará com radioterapia pública em 2019

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamentos, que entram em funcionamento em
2019, contemplam Santo André e São Bernardo


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

29/08/2017 | 07:00


A partir de 2019, a rede pública de Saúde do Grande ABC terá os dois primeiros equipamentos de radioterapia para o tratamento de pacientes com câncer, que serão encaminhados pelo Ministério da Saúde (veja mais abaixo). Um deles será no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e o outro ficará no Hospital Anchieta, em São Bernardo.

O anúncio do início das obras no Hospital Anchieta para receber o aparelho foi feito ontem pelo prefeito Orlando Morando (PSDB). E, segundo o secretário municipal de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, a máquina possibilitará a realização de mais de 2.000 atendimentos por mês no município.

“É um ganho importantíssimo à Saúde, que permitirá, em curto intervalo de tempo, ter o Hospital Anchieta como um dos melhores em tratamento oncológico de todo o Grande ABC e de São Paulo”, salientou Orlando Morando. “É óbvio que a prioridade é sempre (atender) o paciente que já está no hospital e é da cidade, mas tendo disponibilidade para ocupação, nenhum problema em atender pacientes de outros municípios, até porque o equipamento vem do SUS (Sistema Único de Saúde).”

Atualmente, o serviço no município é feito de forma terceirizada, pela Ghelfond Medicina Diagnóstica, que tem unidade no município. A vinda do aparelho de radioterapia resultará em economia de R$ 244.474,02 mensais – quase R$ 3 milhões por ano – aos cofres da Prefeitura.

Embora em informe publicado em julho pelo Ministério da Saúde conste que a previsão de início das obras no Hospital Anchieta comece em 24 de fevereiro de 2018, o prefeito disse que o procedimento “está mais adiantado”. “A partir de dezembro começam as obras e agora a gente inicia a preparação do local onde terão as intervenções”, falou, completando que a previsão de conclusão é dezembro de 2019. No caso do Hospital Mário Covas, segundo o informe do Ministério da Saúde, as obras devem começar em 2 de fevereiro do próximo ano, com previsão de operação em 15 de maio de 2019.

Em setembro, área de aproximadamente 2.000 metros quadrados do Hospital Anchieta e que envolve estacionamento, anfiteatro e salas administrativas será demolida, com custos arcados pela Prefeitura, no valor de R$ 250 mil. Neste espaço será construído o bunker (local destinado a abrigar o equipamento de radioterapia). Tanto a obra quanto o aparelho são investimentos do Ministério da Saúde, da ordem de R$ 10 milhões.

O prédio, inaugurado em 20 de agosto de 1958, necessitará de outras intervenções para modernização e o custo final de toda a obra é previsto em R$ 35 milhões. Para execução dos trabalhos, os atendimentos cirúrgicos do hospital foram encaminhados ao HC (Hospital de Clínicas). Os ambulatoriais e de oncologia continuarão funcionando normalmente na unidade.


Cidades foram escolhidas em ação de expansão da radioterapia

A vinda de aparelhos de radioterapia para os serviços públicos de Santo André e de São Bernardo integra o Plano de Expansão da Radioterapia do SUS (Sistema Único de Saúde), instituído pelo Ministério da Saúde pela portaria número 931, de 10 de maio de 2012.

O governo federal comprou 80 equipamentos, os quais serão encaminhados para diversas regiões do País. “O Ministério da Saúde buscou fazer credenciamento para saber quais hospitais têm demanda e estariam aptos a receber o equipamento de radioterapia”, contou o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB).

Para executar o plano no território brasileiro, o Ministério da Saúde investirá R$ 505 milhões, sendo R$ 119,9 milhões em equipamentos, projetos e fiscalização, e R$ 385 milhões para obras.

As instalações exigem espaço físico com características peculiares, uma vez que envolvem, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes. 



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Grande ABC contará com radioterapia pública em 2019

Equipamentos, que entram em funcionamento em
2019, contemplam Santo André e São Bernardo

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

29/08/2017 | 07:00


A partir de 2019, a rede pública de Saúde do Grande ABC terá os dois primeiros equipamentos de radioterapia para o tratamento de pacientes com câncer, que serão encaminhados pelo Ministério da Saúde (veja mais abaixo). Um deles será no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e o outro ficará no Hospital Anchieta, em São Bernardo.

O anúncio do início das obras no Hospital Anchieta para receber o aparelho foi feito ontem pelo prefeito Orlando Morando (PSDB). E, segundo o secretário municipal de Saúde, Geraldo Reple Sobrinho, a máquina possibilitará a realização de mais de 2.000 atendimentos por mês no município.

“É um ganho importantíssimo à Saúde, que permitirá, em curto intervalo de tempo, ter o Hospital Anchieta como um dos melhores em tratamento oncológico de todo o Grande ABC e de São Paulo”, salientou Orlando Morando. “É óbvio que a prioridade é sempre (atender) o paciente que já está no hospital e é da cidade, mas tendo disponibilidade para ocupação, nenhum problema em atender pacientes de outros municípios, até porque o equipamento vem do SUS (Sistema Único de Saúde).”

Atualmente, o serviço no município é feito de forma terceirizada, pela Ghelfond Medicina Diagnóstica, que tem unidade no município. A vinda do aparelho de radioterapia resultará em economia de R$ 244.474,02 mensais – quase R$ 3 milhões por ano – aos cofres da Prefeitura.

Embora em informe publicado em julho pelo Ministério da Saúde conste que a previsão de início das obras no Hospital Anchieta comece em 24 de fevereiro de 2018, o prefeito disse que o procedimento “está mais adiantado”. “A partir de dezembro começam as obras e agora a gente inicia a preparação do local onde terão as intervenções”, falou, completando que a previsão de conclusão é dezembro de 2019. No caso do Hospital Mário Covas, segundo o informe do Ministério da Saúde, as obras devem começar em 2 de fevereiro do próximo ano, com previsão de operação em 15 de maio de 2019.

Em setembro, área de aproximadamente 2.000 metros quadrados do Hospital Anchieta e que envolve estacionamento, anfiteatro e salas administrativas será demolida, com custos arcados pela Prefeitura, no valor de R$ 250 mil. Neste espaço será construído o bunker (local destinado a abrigar o equipamento de radioterapia). Tanto a obra quanto o aparelho são investimentos do Ministério da Saúde, da ordem de R$ 10 milhões.

O prédio, inaugurado em 20 de agosto de 1958, necessitará de outras intervenções para modernização e o custo final de toda a obra é previsto em R$ 35 milhões. Para execução dos trabalhos, os atendimentos cirúrgicos do hospital foram encaminhados ao HC (Hospital de Clínicas). Os ambulatoriais e de oncologia continuarão funcionando normalmente na unidade.


Cidades foram escolhidas em ação de expansão da radioterapia

A vinda de aparelhos de radioterapia para os serviços públicos de Santo André e de São Bernardo integra o Plano de Expansão da Radioterapia do SUS (Sistema Único de Saúde), instituído pelo Ministério da Saúde pela portaria número 931, de 10 de maio de 2012.

O governo federal comprou 80 equipamentos, os quais serão encaminhados para diversas regiões do País. “O Ministério da Saúde buscou fazer credenciamento para saber quais hospitais têm demanda e estariam aptos a receber o equipamento de radioterapia”, contou o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB).

Para executar o plano no território brasileiro, o Ministério da Saúde investirá R$ 505 milhões, sendo R$ 119,9 milhões em equipamentos, projetos e fiscalização, e R$ 385 milhões para obras.

As instalações exigem espaço físico com características peculiares, uma vez que envolvem, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes. 

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