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Modermaq vai beneficiar setor de construção civil


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

14/10/2004 | 09:43


Representantes do setor da construção civil do Grande ABC comemoraram a decisão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de estender as linhas especiais de financiamento do Modermaq (Programa de Modernização do Parque Industrial Nacional) também para o ramo da construção. Criado em 5 de agosto deste ano com dotação orçamentária de R$ 2,5 bilhões, o programa inicialmente contemplava apenas as empresas enquadradas como de atividades industriais extrativas ou de transformação.

O Modermaq, que oferece taxa de juros prefixada de no máximo de 14,95% ao ano e prazo de até 60 meses, visa financiar a aquisição de máquinas e equipamentos para aprimorar a indústria nacional e dinamizar o setor de bens de capital (fabricantes de maquinários). A partir desta semana, também passam a ter direito ao financiamento do BNDES para modernização do parque industrial as construtoras, em projetos de empreendimentos comerciais ou industriais ou infra-estrutura - como por exemplo, em obras viárias. Ainda não abrange investimentos em edificação residencial, nem em hotel-residência, imóveis de uso compartilhado (time-sharing) ou loteamento.

Para o presidente da Acigabc (Associação das Construtoras, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci, qualquer linha de financiamento que venha a favorecer o setor de construção é importante para o desenvolvimento do país, já que a atividade tem forte potencial de geração de empregos. Mas ele acrescenta que o efeito não deverá ser tão grande no setor imobiliário, mesmo que as linhas de crédito do programa pudessem ser utilizadas para obras residenciais. "Pode servir bastante para a construção pesada, que utiliza máquinas mais caras. Na área imobiliária, os equipamentos têm peso pequeno no custo total da obra", afirmou Bigucci.

Para a diretora regional do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) no Grande ABC, Rosana Carnevalli, a medida deve colaborar para a atração de novos investimentos, principalmente na área de infra-estrutura. "Mas deve movimentar também outras áreas da construção civil", disse a empresária.

O vice-presidente do Sinduscon, Eduardo Zaidan, considera que o banco poderia rever a posição e estender o benefício para projetos residenciais. Mas ele também considera positiva a medida. "O BNDES é o único financiador que se tem no Brasil para um setor importante como o de bens de capital", disse. Para ele, o financiamento pode melhorar a produtividade das construtoras e trazer, por exemplo, o aumento da formalização da atividade - estima-se que 65% do setor está na informalidade -, e da qualidade dos postos de trabalho.



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Modermaq vai beneficiar setor de construção civil

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

14/10/2004 | 09:43


Representantes do setor da construção civil do Grande ABC comemoraram a decisão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de estender as linhas especiais de financiamento do Modermaq (Programa de Modernização do Parque Industrial Nacional) também para o ramo da construção. Criado em 5 de agosto deste ano com dotação orçamentária de R$ 2,5 bilhões, o programa inicialmente contemplava apenas as empresas enquadradas como de atividades industriais extrativas ou de transformação.

O Modermaq, que oferece taxa de juros prefixada de no máximo de 14,95% ao ano e prazo de até 60 meses, visa financiar a aquisição de máquinas e equipamentos para aprimorar a indústria nacional e dinamizar o setor de bens de capital (fabricantes de maquinários). A partir desta semana, também passam a ter direito ao financiamento do BNDES para modernização do parque industrial as construtoras, em projetos de empreendimentos comerciais ou industriais ou infra-estrutura - como por exemplo, em obras viárias. Ainda não abrange investimentos em edificação residencial, nem em hotel-residência, imóveis de uso compartilhado (time-sharing) ou loteamento.

Para o presidente da Acigabc (Associação das Construtoras, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), Milton Bigucci, qualquer linha de financiamento que venha a favorecer o setor de construção é importante para o desenvolvimento do país, já que a atividade tem forte potencial de geração de empregos. Mas ele acrescenta que o efeito não deverá ser tão grande no setor imobiliário, mesmo que as linhas de crédito do programa pudessem ser utilizadas para obras residenciais. "Pode servir bastante para a construção pesada, que utiliza máquinas mais caras. Na área imobiliária, os equipamentos têm peso pequeno no custo total da obra", afirmou Bigucci.

Para a diretora regional do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) no Grande ABC, Rosana Carnevalli, a medida deve colaborar para a atração de novos investimentos, principalmente na área de infra-estrutura. "Mas deve movimentar também outras áreas da construção civil", disse a empresária.

O vice-presidente do Sinduscon, Eduardo Zaidan, considera que o banco poderia rever a posição e estender o benefício para projetos residenciais. Mas ele também considera positiva a medida. "O BNDES é o único financiador que se tem no Brasil para um setor importante como o de bens de capital", disse. Para ele, o financiamento pode melhorar a produtividade das construtoras e trazer, por exemplo, o aumento da formalização da atividade - estima-se que 65% do setor está na informalidade -, e da qualidade dos postos de trabalho.

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