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É hoje! Stones devem tocar para 1,5 milhão no Rio


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC
Com agências

18/02/2006 | 09:14


Enfim, chegou o momento tão esperado pelos fãs do grupo que mantém há quase quatro décadas o título de “a maior banda de rock do planeta”. Para defender o cinturão roqueiro, os Rolling Stones se apresentam, gratuitamente, neste sábado à noite, na Praia de Copacabana, no Rio. A banda desembarcou no Rio em um Boeing 757 da empresa Pace, na madrugada desta sexta, por volta das 2h40, no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Um ônibus saiu às 3h02, segundo a Infraero, com uma comitiva de 50 pessoas, rumo ao Hotel Copacabana Palace, onde os músicos e a equipe de produção do show ficaram hospedados. Para escoltar a comitiva foi armado um forte esquema de segurança, que contou com 15 carros, 30 motos e 50 policiais militares.

A previsão dos organizadores é que os Stones pisem no palco às 21h45, para público estimado de 1,5 milhão de pessoas. Os shows de abertura ficarão por conta do DJ Marcelo Janot, às 18h30; AfroReggae, às 19h30; e o grupo paulistano Titãs, às 20h20. O show terá transmissão ao vivo da TV Globo (veja bares com telões na região nesta página) e também renderá um DVD, com lançamento previsto para o segundo semestre.

Em sua terceira passagem pelo Brasil, os roqueiros sexagenários promovem a turnê A Bigger Bang World Tour, que pode se tornar a mais lucrativa da história do entretenimento, de acordo com a revista norte-americana Billboard. No ano passado, somente nos Estados Unidos, o grupo faturou U$ 162 milhões com a turnê, que teve início em 21 de agosto de 2005, no Fenway Park, em Boston.

Tanto sucesso pode ser justificado pelo talento monumental de Mick Jagger e sua trupe para se adequar às mudanças no cenário musical (e, de quebra, transformar carisma em muitos cifrões). Também contribuiu muito o fato de que, depois de muitos discos mornos, os Stones produziram um álbum que respeita a discografia da banda, o ótimo A Bigger Bang, primeiro de canções inéditas desde 1997. No repertório da bolachinha, petardos que deverão agitar o público como Rough Justice e It’ Won’t Take Long.

Infra-estrutura – O palco dos Stones, localizado em frente ao Hotel Copacabana Palace, terá 22m de altura (o equivalente a um prédio de sete andares), com 60m de largura e um telão ao fundo de 12 por 13 m). Haverá ainda oito telões espalhados pela praia. Os integrantes do grupo irão atravessar uma passarela fechada de 83m, que ligará o camarim da banda, no hotel, ao local da apresentação.

A partir das 15h deste sábado e até às 3h de domingo, será proibida a entrada de carros em Copacabana, exceto ônibus de linhas regulares, motos, táxis, vans regulamentadas e veículos com autorização de trânsito livre. Os veículos estacionados de forma irregular serão removidos pelo 23º Batalhão da PM.

Telões na região

Santo André
Fonte Leone – R. das Goiabeiras, 312. Tel.: 4427-6917. Será cobrada taxa de R$ 5 a partir das 22h. Mostrará os shows de hoje (Stones) e segunda (U2)

Berlin – Al. São Caetano, 719. Tel.: 4427-3689. Sem Taxa. Mostrará o show de hoje.

São Bernardo
Bar Central – Av. Kennedy, 180. Tel.: 4125-8089. Sem taxa. Mostrará os shows de hoje (Stones) e segunda (U2)

Pharelo Bar – Av. Kennedy, 304. Tel.: 4330-2466. Sem taxa. Mostrará os shows de hoje (Stones) e segunda (U2)

Berlin – Av. Kennedy, 510. Tels.: 4125-6054 e 4125-1589. Sem taxa. Mostrará o show de hoje.

São Caetano
Espaço Cultural Cidadão do Mundo – R. Rio Grande do Sul, 73. Tel.: 4225-1349.Sem taxa. Mostrará o show de hoje (Stones).

Curiosidades

Ménage
A música Angie é uma homenagem de Mick Jagger a Angela, então mulher de David Bowie, e foi composta após um caso entre ela e o bocudo vocalista durante um breve rompimento com Bowie. Angela jura que a dedicatória não era para ela.

Lendas brasileiras
Em 1968, Mick Jagger veio ao Brasil, quase incógnito; Keith Richards, no ano seguinte. Eram um grupo de ingleses excêntricos que tocavam iê-iê-iê, segundo jornais da época. Mas tinham algumas centenas de fãs por aqui. Os frutos dessa visita viraram lendas. Sympathy for the Devil teria inspiração em um ritual de candomblé que Jagger e a namorada, a cantora Marianne Faithfull, viram em Salvador em 1968; Honky Tonky Women tem uma batida de guitarra tirada da viola caipira que Richards ouviu em Matão (SP), na fazenda do banqueiro Walter Moreira Salles, em 1969.

Stones x Beatles
Dizem que o título do LP Let it Bleed (deixa sangrar) satiriza o Let it Be (deixa rolar) dos Beatles, de 1969. Só que os rapazes de Liverpool lançaram o seu seis meses depois. Mick Jagger era fã dos Beatles. Quando o marido de Marianne Faithfull descobriu o caso que ela tinha com Jagger, disse que os Stones não passavam de imitação barata dos Beatles. Segundo Marianne, Jagger se sentiu lisonjeado. “Ele sempre quis ser John Lennon”, teria dito.

Hit de sonho
O megahit (I Can’t Get no) Satisfaction surgiu em 1965, em um quarto de hotel na Flórida, nos Estados Unidos. Keith Richards jura de pé junto que compôs as oito primeiras notas do riff enquanto dormia. Colocou uma fita cassete no gravador ao lado da cama, dormiu – aqui a lenda se divide, pois ele teria acordado com as notas na cabeça, tocado a guitarra e voltado a dormir – e quando acordou, o riff estava pronto. Mick Jagger só pôs a letra.

Stone na Stone
Mick Jagger apareceu 20 vezes na capa da revista Rolling Stone. A primeira em 1968 e a última no ano passado.

Jagger brazuca
Mick Jagger casou-se duas vezes (Bianca, de 1971 a 1980, e Jerry Hall, de 1990 a 1999) e tem sete filhos, cinco de seus casamentos e dois por fora, como Lucas Gimenez Morad Jagger, que nasceu em 1999.

Selvagem discrição
Charlie Watts trata um câncer na garganta desde 2004. É o Stone mais quieto e menos ‘selvagem’. Tem projetos paralelos de jazz. Em 1992, o Charlie Watts Quintet se apresentou em São Paulo num semivazio Palladium, hoje extinto. Poucos sabiam que o baterista ali era um Stones.

Que falta fez um celular
Ron Wood está na banda desde 1974, com a saída de Mick Taylor. Mas poderia ter entrado antes. Em 1969, ele ia substituir o guitarrista Brian Jones, mas Taylor assumiu. Wood não recebeu, não se sabe porque, o recado que Jagger e Richards enviaram a ele.

Saiu na hora
Mick Taylor é considerado pelos críticos o melhor guitarrista da banda. Ele agradece sua saída, que evitou o que seria uma possível morte por cirrose hepática ou overdose de drogas. A saída, propriamente, foi por divergências musicais.

O Stone perdido
Brian Jones formou os Stones com Jagger e Richards entre 1960 e 1962. Ele batizou a banda a partir da música Rollin’ Stone, de Muddy Waters, porque “pedras que rolam não criam limo”, justificou. Em julho de 1969 Jones morria, aos 27 anos. Três versões rondaram sua morte: ataque súbito de asma, assassinato e overdose.

Mister pelanca
O baixista Bill Wyman seria hoje o Stone mais dinossáurico, se não tivesse saído em 1992. Fará 70 anos em outubro.

Pedras que param de rolar...
A década de 90 pegou os Stones de gravadora nova depois de crises internas que fizeram dos anos 80 a década perdida da banda. Rumores davam como certa a dissolução porque Mick Jagger e Keith Richards viviam às turras e não podiam ficar na mesma sala um com o outro. Verdade ou jogo de gravadora, isso ajudou a vender muitas cópias álbum Steel Wheels (1989), as maiores da banda. A dupla voltou a se entender e a fazer shows como nos velhos tempos. Esse tipo de rumor nunca abandonaria os Stones, e a turnê que passa pelo Brasil é cogitada como uma das últimas (Charlie Watts terá 65 anos em junho; no mesmo mês, em 2007, Ron Wood completa 60; Richards fez 63 em dezembro; e Jagger terá 63 em julho). Um dia o limo acumula nas pedras.



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É hoje! Stones devem tocar para 1,5 milhão no Rio

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC
Com agências

18/02/2006 | 09:14


Enfim, chegou o momento tão esperado pelos fãs do grupo que mantém há quase quatro décadas o título de “a maior banda de rock do planeta”. Para defender o cinturão roqueiro, os Rolling Stones se apresentam, gratuitamente, neste sábado à noite, na Praia de Copacabana, no Rio. A banda desembarcou no Rio em um Boeing 757 da empresa Pace, na madrugada desta sexta, por volta das 2h40, no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Um ônibus saiu às 3h02, segundo a Infraero, com uma comitiva de 50 pessoas, rumo ao Hotel Copacabana Palace, onde os músicos e a equipe de produção do show ficaram hospedados. Para escoltar a comitiva foi armado um forte esquema de segurança, que contou com 15 carros, 30 motos e 50 policiais militares.

A previsão dos organizadores é que os Stones pisem no palco às 21h45, para público estimado de 1,5 milhão de pessoas. Os shows de abertura ficarão por conta do DJ Marcelo Janot, às 18h30; AfroReggae, às 19h30; e o grupo paulistano Titãs, às 20h20. O show terá transmissão ao vivo da TV Globo (veja bares com telões na região nesta página) e também renderá um DVD, com lançamento previsto para o segundo semestre.

Em sua terceira passagem pelo Brasil, os roqueiros sexagenários promovem a turnê A Bigger Bang World Tour, que pode se tornar a mais lucrativa da história do entretenimento, de acordo com a revista norte-americana Billboard. No ano passado, somente nos Estados Unidos, o grupo faturou U$ 162 milhões com a turnê, que teve início em 21 de agosto de 2005, no Fenway Park, em Boston.

Tanto sucesso pode ser justificado pelo talento monumental de Mick Jagger e sua trupe para se adequar às mudanças no cenário musical (e, de quebra, transformar carisma em muitos cifrões). Também contribuiu muito o fato de que, depois de muitos discos mornos, os Stones produziram um álbum que respeita a discografia da banda, o ótimo A Bigger Bang, primeiro de canções inéditas desde 1997. No repertório da bolachinha, petardos que deverão agitar o público como Rough Justice e It’ Won’t Take Long.

Infra-estrutura – O palco dos Stones, localizado em frente ao Hotel Copacabana Palace, terá 22m de altura (o equivalente a um prédio de sete andares), com 60m de largura e um telão ao fundo de 12 por 13 m). Haverá ainda oito telões espalhados pela praia. Os integrantes do grupo irão atravessar uma passarela fechada de 83m, que ligará o camarim da banda, no hotel, ao local da apresentação.

A partir das 15h deste sábado e até às 3h de domingo, será proibida a entrada de carros em Copacabana, exceto ônibus de linhas regulares, motos, táxis, vans regulamentadas e veículos com autorização de trânsito livre. Os veículos estacionados de forma irregular serão removidos pelo 23º Batalhão da PM.

Telões na região

Santo André
Fonte Leone – R. das Goiabeiras, 312. Tel.: 4427-6917. Será cobrada taxa de R$ 5 a partir das 22h. Mostrará os shows de hoje (Stones) e segunda (U2)

Berlin – Al. São Caetano, 719. Tel.: 4427-3689. Sem Taxa. Mostrará o show de hoje.

São Bernardo
Bar Central – Av. Kennedy, 180. Tel.: 4125-8089. Sem taxa. Mostrará os shows de hoje (Stones) e segunda (U2)

Pharelo Bar – Av. Kennedy, 304. Tel.: 4330-2466. Sem taxa. Mostrará os shows de hoje (Stones) e segunda (U2)

Berlin – Av. Kennedy, 510. Tels.: 4125-6054 e 4125-1589. Sem taxa. Mostrará o show de hoje.

São Caetano
Espaço Cultural Cidadão do Mundo – R. Rio Grande do Sul, 73. Tel.: 4225-1349.Sem taxa. Mostrará o show de hoje (Stones).

Curiosidades

Ménage
A música Angie é uma homenagem de Mick Jagger a Angela, então mulher de David Bowie, e foi composta após um caso entre ela e o bocudo vocalista durante um breve rompimento com Bowie. Angela jura que a dedicatória não era para ela.

Lendas brasileiras
Em 1968, Mick Jagger veio ao Brasil, quase incógnito; Keith Richards, no ano seguinte. Eram um grupo de ingleses excêntricos que tocavam iê-iê-iê, segundo jornais da época. Mas tinham algumas centenas de fãs por aqui. Os frutos dessa visita viraram lendas. Sympathy for the Devil teria inspiração em um ritual de candomblé que Jagger e a namorada, a cantora Marianne Faithfull, viram em Salvador em 1968; Honky Tonky Women tem uma batida de guitarra tirada da viola caipira que Richards ouviu em Matão (SP), na fazenda do banqueiro Walter Moreira Salles, em 1969.

Stones x Beatles
Dizem que o título do LP Let it Bleed (deixa sangrar) satiriza o Let it Be (deixa rolar) dos Beatles, de 1969. Só que os rapazes de Liverpool lançaram o seu seis meses depois. Mick Jagger era fã dos Beatles. Quando o marido de Marianne Faithfull descobriu o caso que ela tinha com Jagger, disse que os Stones não passavam de imitação barata dos Beatles. Segundo Marianne, Jagger se sentiu lisonjeado. “Ele sempre quis ser John Lennon”, teria dito.

Hit de sonho
O megahit (I Can’t Get no) Satisfaction surgiu em 1965, em um quarto de hotel na Flórida, nos Estados Unidos. Keith Richards jura de pé junto que compôs as oito primeiras notas do riff enquanto dormia. Colocou uma fita cassete no gravador ao lado da cama, dormiu – aqui a lenda se divide, pois ele teria acordado com as notas na cabeça, tocado a guitarra e voltado a dormir – e quando acordou, o riff estava pronto. Mick Jagger só pôs a letra.

Stone na Stone
Mick Jagger apareceu 20 vezes na capa da revista Rolling Stone. A primeira em 1968 e a última no ano passado.

Jagger brazuca
Mick Jagger casou-se duas vezes (Bianca, de 1971 a 1980, e Jerry Hall, de 1990 a 1999) e tem sete filhos, cinco de seus casamentos e dois por fora, como Lucas Gimenez Morad Jagger, que nasceu em 1999.

Selvagem discrição
Charlie Watts trata um câncer na garganta desde 2004. É o Stone mais quieto e menos ‘selvagem’. Tem projetos paralelos de jazz. Em 1992, o Charlie Watts Quintet se apresentou em São Paulo num semivazio Palladium, hoje extinto. Poucos sabiam que o baterista ali era um Stones.

Que falta fez um celular
Ron Wood está na banda desde 1974, com a saída de Mick Taylor. Mas poderia ter entrado antes. Em 1969, ele ia substituir o guitarrista Brian Jones, mas Taylor assumiu. Wood não recebeu, não se sabe porque, o recado que Jagger e Richards enviaram a ele.

Saiu na hora
Mick Taylor é considerado pelos críticos o melhor guitarrista da banda. Ele agradece sua saída, que evitou o que seria uma possível morte por cirrose hepática ou overdose de drogas. A saída, propriamente, foi por divergências musicais.

O Stone perdido
Brian Jones formou os Stones com Jagger e Richards entre 1960 e 1962. Ele batizou a banda a partir da música Rollin’ Stone, de Muddy Waters, porque “pedras que rolam não criam limo”, justificou. Em julho de 1969 Jones morria, aos 27 anos. Três versões rondaram sua morte: ataque súbito de asma, assassinato e overdose.

Mister pelanca
O baixista Bill Wyman seria hoje o Stone mais dinossáurico, se não tivesse saído em 1992. Fará 70 anos em outubro.

Pedras que param de rolar...
A década de 90 pegou os Stones de gravadora nova depois de crises internas que fizeram dos anos 80 a década perdida da banda. Rumores davam como certa a dissolução porque Mick Jagger e Keith Richards viviam às turras e não podiam ficar na mesma sala um com o outro. Verdade ou jogo de gravadora, isso ajudou a vender muitas cópias álbum Steel Wheels (1989), as maiores da banda. A dupla voltou a se entender e a fazer shows como nos velhos tempos. Esse tipo de rumor nunca abandonaria os Stones, e a turnê que passa pelo Brasil é cogitada como uma das últimas (Charlie Watts terá 65 anos em junho; no mesmo mês, em 2007, Ron Wood completa 60; Richards fez 63 em dezembro; e Jagger terá 63 em julho). Um dia o limo acumula nas pedras.

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