Fechar
Publicidade

Sábado, 22 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Setor de tintas foca construção civil para crescer até 5% no ano


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

05/02/2006 | 08:06


Embalado pela redução da taxa básica de juros e incentivos governamentais à construção civil, o setor de tintas planeja crescer mais que os 3% registrados no ano passado. “Queremos 4% a 5% de expansão”, afirma o presidente da Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), Dilson Ferreira.

Em 2005, o setor faturou US$ 1,9 bilhão, mas o período não repetiu o ótimo desempenho apresentado em 2004, quando o crescimento da receita, na comparação com 2003, foi de 6,2%, atingindo um volume financeiro de US$ 1,5 bilhão.

Apesar disso, o ano de 2006 deverá ser melhor, acredita Ferreira. “O quadro macroeconômico dá sinais positivos. A Selic já está caindo e nossa expectativa é que fique em 15% até o final do ano”, diz o presidente da Abrafati.

O setor é dividido em três segmentos: tintas imobiliárias, automotivas (originais e repintura de veículos) e tintas para bens duráveis. O carro-chefe deste ano deverá ser o segmento de tintas para imóveis, que representa 60% do faturamento da indústria.

“Esses incentivos da MP do Bem ao setor de construção civil irão beneficiar muito a indústria”, aponta Ferreira, acrescentando que um dos pontos positivos será o “regime de afetação”, que garante a entrega de um imóvel ao comprador mesmo com a falência da construtora. “Isso evitaria casos como o da Encol (cuja falência foi decretada em março de 1999)”, festeja.

No Grande ABC – Na região, a Tintas Universo, presente desde 1970 em Diadema, quer crescer muito mais que a média da indústria de tintas. “Projetamos uma expansão de 15% a 18% em 2006”, prevê o gerente comercial, Ary Machado. Segundo ele, o faturamento da empresa em 2005 foi de US$ 19,3 milhões, um incremento de 7,2% na comparação com o ano anterior. “Apostamos em uma nova linha econômica de tintas de 240 cores para crescer”, revela Machado.

Com sede em São Bernardo, a alemã Basf já definiu sua estratégia para impulsionar o segmento de tintas voltado para a pintura de veículos, onde domina 30% do mercado doméstico. “Queremos crescer 3% em 2006”, diz o diretor de Tintas Automotivas e Repintura para a América do Sul, Gustavo Leveroni.

No entanto, a postura da empresa será cautelosa. A meta é continuar focando nas grandes montadoras, que tiveram ótimo desempenho em 2005 no Brasil e foram as responsáveis pelo incremento de 8% na receita total do segmento de tintas automotivas originais e repintura (R$ 250 milhões ou 15% do faturamento da indústria).

“Estamos moderadamente otimistas, mas estamos preocupados com a crise envolvendo as grandes montadoras, como a Ford e GM”. Ambas pretendem fechar fábricas e demitir, juntas, 60 mil funcionários ao longo dos próximos anos.

O temor da Basf é que essa reestruturação possa encolher suas vendas externas em 2006. As exportações da companhia nesse segmento cresceu 25% em 2005 ante 2004.


Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Setor de tintas foca construção civil para crescer até 5% no ano

Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

05/02/2006 | 08:06


Embalado pela redução da taxa básica de juros e incentivos governamentais à construção civil, o setor de tintas planeja crescer mais que os 3% registrados no ano passado. “Queremos 4% a 5% de expansão”, afirma o presidente da Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), Dilson Ferreira.

Em 2005, o setor faturou US$ 1,9 bilhão, mas o período não repetiu o ótimo desempenho apresentado em 2004, quando o crescimento da receita, na comparação com 2003, foi de 6,2%, atingindo um volume financeiro de US$ 1,5 bilhão.

Apesar disso, o ano de 2006 deverá ser melhor, acredita Ferreira. “O quadro macroeconômico dá sinais positivos. A Selic já está caindo e nossa expectativa é que fique em 15% até o final do ano”, diz o presidente da Abrafati.

O setor é dividido em três segmentos: tintas imobiliárias, automotivas (originais e repintura de veículos) e tintas para bens duráveis. O carro-chefe deste ano deverá ser o segmento de tintas para imóveis, que representa 60% do faturamento da indústria.

“Esses incentivos da MP do Bem ao setor de construção civil irão beneficiar muito a indústria”, aponta Ferreira, acrescentando que um dos pontos positivos será o “regime de afetação”, que garante a entrega de um imóvel ao comprador mesmo com a falência da construtora. “Isso evitaria casos como o da Encol (cuja falência foi decretada em março de 1999)”, festeja.

No Grande ABC – Na região, a Tintas Universo, presente desde 1970 em Diadema, quer crescer muito mais que a média da indústria de tintas. “Projetamos uma expansão de 15% a 18% em 2006”, prevê o gerente comercial, Ary Machado. Segundo ele, o faturamento da empresa em 2005 foi de US$ 19,3 milhões, um incremento de 7,2% na comparação com o ano anterior. “Apostamos em uma nova linha econômica de tintas de 240 cores para crescer”, revela Machado.

Com sede em São Bernardo, a alemã Basf já definiu sua estratégia para impulsionar o segmento de tintas voltado para a pintura de veículos, onde domina 30% do mercado doméstico. “Queremos crescer 3% em 2006”, diz o diretor de Tintas Automotivas e Repintura para a América do Sul, Gustavo Leveroni.

No entanto, a postura da empresa será cautelosa. A meta é continuar focando nas grandes montadoras, que tiveram ótimo desempenho em 2005 no Brasil e foram as responsáveis pelo incremento de 8% na receita total do segmento de tintas automotivas originais e repintura (R$ 250 milhões ou 15% do faturamento da indústria).

“Estamos moderadamente otimistas, mas estamos preocupados com a crise envolvendo as grandes montadoras, como a Ford e GM”. Ambas pretendem fechar fábricas e demitir, juntas, 60 mil funcionários ao longo dos próximos anos.

O temor da Basf é que essa reestruturação possa encolher suas vendas externas em 2006. As exportações da companhia nesse segmento cresceu 25% em 2005 ante 2004.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;