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Escola de Santo André é a 6ª melhor do Estado

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, teve maior nota da região entre as públicas


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

17/09/2020 | 00:01


No Grande ABC, a escola pública com o melhor desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgado na terça-feira pelo MEC (Ministério da Educação), é a EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, em Santo André. Com 8,3 pontos no ensino fundamental 1 (1º ao 5º anos), a unidade de ensino ultrapassou a meta para 2019, que era de 6,9, e cresceu 0,4 pontos em relação à edição de 2017. O resultado garantiu a sexta posição entre as escolas públicas do Estado em todos os níveis, onde as duas melhores colocadas foram a EE Honorato Faustino, de Piracicaba, e a EE Osório Germano e Silva, de Indaiatuba, ambas com índice de 8,8 no fundamental 1.

Em relação à rede municipal, o melhor desempenho na região foi o da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) 28 de Julho, no bairro Barcelona, em São Caetano. A instituição registrou 7,9 pontos, 0,6 a mais do que a meta de 7,3 para o ensino fundamental 1. Além disso, foi 0,2 ponto acima do resultado de 2017. Com a mesma pontuação está a Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Professor Garaldo Hypolito, no Jardim do Mar, em São Bernardo. Embora a escola esteja acima da meta estabelecida (7,6), teve desempenho pior do que na edição anterior, quando o índice foi de 8,3.

Mikie Kimoto, diretora da EE Joaquim da Fonseca Saraiva, afirmou que não existe fórmula mágica e a pontuação do Ideb é resultado de série de condutas adotadas ao longo dos últimos anos. “A educação é um processo, (o resultado) não nos surpreendeu. Estamos colhendo um fruto que foi muito bem cuidado desde o início e que também colhemos nos anos anteriores”, assinalou. Exemplo é que em 2013 a escola tinha 6,7 pontos no indicador (veja mais na arte abaixo), que é divulgado a cada dois anos.

Na Emef 28 de Julho, a diretora Sonia Regina Rodrigues Garcia apontou que um dos principais fatores para a boa educação é o olhar do professor para o aluno. “Nenhuma ação isolada garante educação de qualidade. A avaliação é sempre processual e contínua, e está presente nos discursos dos integrantes da equipe gestora da escola como instrumento fundamental para a realização de considerações e tomadas de decisão para não deixar nenhum aluno para trás”, detalhou. Outro aspecto essencial para o desenvolvimento dos alunos é a proximidade da comunidade com a escola, permitindo sinergia entre a vivência na escola e em casa.

O ÍNDICE
Conforme o Diário publicou ontem, o Grande ABC apresenta cenário de estagnação nas notas do Ideb, ao contrário do observado entre 2015 e 2017. Ainda que seja considerado pelas administrações públicas para avaliar o cenário educacional em todos os níveis, o indicador não reflete a totalidade da situação. “Importante destacar que o levantamento não traduz a qualidade da educação na escola, mas sim fotografia da qualidade de português e matemática”, afirmou Paulo Garcia, coordenador do Observatório de Educação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Ítalo Curcio, coordenador do curso de pedagogia do Instituto Presbiteriano Mackenzie, avaliou que o Ideb não é o indicador ideal para avaliar a educação, porém, é um dos únicos disponíveis. “As escolas buscam indicadores para poder perseguir metas, em todas as atividades há metas. (O Ideb) Auxilia não apenas gestores escolares, mas sobretudo gestores em nível de governo, pois aponta o resultado de uma avaliação que pode ser comparada com gerações anteriores e posteriores”, avaliou. Assim, o docente acredita que esta avaliação pode melhorar. Contudo, até que isso aconteça, não deve ser ignorada. 



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Escola de Santo André é a 6ª melhor do Estado

EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, teve maior nota da região entre as públicas

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

17/09/2020 | 00:01


No Grande ABC, a escola pública com o melhor desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), divulgado na terça-feira pelo MEC (Ministério da Educação), é a EE Joaquim da Fonseca Saraiva, no Parque das Nações, em Santo André. Com 8,3 pontos no ensino fundamental 1 (1º ao 5º anos), a unidade de ensino ultrapassou a meta para 2019, que era de 6,9, e cresceu 0,4 pontos em relação à edição de 2017. O resultado garantiu a sexta posição entre as escolas públicas do Estado em todos os níveis, onde as duas melhores colocadas foram a EE Honorato Faustino, de Piracicaba, e a EE Osório Germano e Silva, de Indaiatuba, ambas com índice de 8,8 no fundamental 1.

Em relação à rede municipal, o melhor desempenho na região foi o da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) 28 de Julho, no bairro Barcelona, em São Caetano. A instituição registrou 7,9 pontos, 0,6 a mais do que a meta de 7,3 para o ensino fundamental 1. Além disso, foi 0,2 ponto acima do resultado de 2017. Com a mesma pontuação está a Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Professor Garaldo Hypolito, no Jardim do Mar, em São Bernardo. Embora a escola esteja acima da meta estabelecida (7,6), teve desempenho pior do que na edição anterior, quando o índice foi de 8,3.

Mikie Kimoto, diretora da EE Joaquim da Fonseca Saraiva, afirmou que não existe fórmula mágica e a pontuação do Ideb é resultado de série de condutas adotadas ao longo dos últimos anos. “A educação é um processo, (o resultado) não nos surpreendeu. Estamos colhendo um fruto que foi muito bem cuidado desde o início e que também colhemos nos anos anteriores”, assinalou. Exemplo é que em 2013 a escola tinha 6,7 pontos no indicador (veja mais na arte abaixo), que é divulgado a cada dois anos.

Na Emef 28 de Julho, a diretora Sonia Regina Rodrigues Garcia apontou que um dos principais fatores para a boa educação é o olhar do professor para o aluno. “Nenhuma ação isolada garante educação de qualidade. A avaliação é sempre processual e contínua, e está presente nos discursos dos integrantes da equipe gestora da escola como instrumento fundamental para a realização de considerações e tomadas de decisão para não deixar nenhum aluno para trás”, detalhou. Outro aspecto essencial para o desenvolvimento dos alunos é a proximidade da comunidade com a escola, permitindo sinergia entre a vivência na escola e em casa.

O ÍNDICE
Conforme o Diário publicou ontem, o Grande ABC apresenta cenário de estagnação nas notas do Ideb, ao contrário do observado entre 2015 e 2017. Ainda que seja considerado pelas administrações públicas para avaliar o cenário educacional em todos os níveis, o indicador não reflete a totalidade da situação. “Importante destacar que o levantamento não traduz a qualidade da educação na escola, mas sim fotografia da qualidade de português e matemática”, afirmou Paulo Garcia, coordenador do Observatório de Educação da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Ítalo Curcio, coordenador do curso de pedagogia do Instituto Presbiteriano Mackenzie, avaliou que o Ideb não é o indicador ideal para avaliar a educação, porém, é um dos únicos disponíveis. “As escolas buscam indicadores para poder perseguir metas, em todas as atividades há metas. (O Ideb) Auxilia não apenas gestores escolares, mas sobretudo gestores em nível de governo, pois aponta o resultado de uma avaliação que pode ser comparada com gerações anteriores e posteriores”, avaliou. Assim, o docente acredita que esta avaliação pode melhorar. Contudo, até que isso aconteça, não deve ser ignorada. 

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