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País tem agosto mais letal desde 2002

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Impulsionado pela Covid, mês termina com 126.717 mortes, 17,1% a mais que os 108.178 do ano passado; na região, acréscimo foi de 25,6%


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

17/09/2020 | 00:01


O Brasil registrou este ano o mês de agosto mais mortal desde que se iniciou a série histórica de estatísticas dos cartórios de registro civil contabilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2002. Os dados apontam total de 126.717 mortes no mês, 17,1% a mais que os 108.178 óbitos de agosto de 2019. Em 2018, foram 112.573 baixas (+12,6%) e, em 2017, 112.116 (+13%) perdas.

Por outro lado, agosto deste ano registrou o menor número de óbitos por Covid desde maio. Com 24.966 falecimentos, teve queda de 13,7% em relação a julho, quando foram computadas 28.916 mortes causadas pelo novo coronavírus. Já com relação à soma dos óbitos por doenças respiratórias no Brasil, agosto registrou 55.359, queda de 8,1% em comparação ao mês de julho, quando foram registrados 60.270 falecimentos.

Além das 24.966 mortes por Covid, o equivalente a 19,7% do total, agosto ainda teve 6.334 óbitos por insuficiência respiratória, 11.047 por pneumonia, 11.067 por septicemia, 1.198 por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e 747 por causas respiratórias indeterminadas. As demais perdas foram causadas por AVC (Acidente Vascular Cerebral), com 8.114, infarto (8.135), causas cardiovasculares inespecíficas (8.215) e demais causas naturais (37.631). Há, ainda, 9.263 ocorridas por razões não-naturais, ou seja, decorrentes de causas externas violentas.

Para Luis Carlos Vendramin Júnior, vice-presidente da Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais ), os dados disponibilizados pelo Portal da Transparência do Registro Civil (transparencia.registrocivil.org.br) seguem sendo importante ferramenta de combate à pandemia no País. “É importante que a população e o poder público possam ver esses altos números de mortes ocorridas durante o mês de agosto e, assim, utilizá-los em estudos sobre o impacto do novo coronavírus no País. Hoje, os dados do portal são fonte de estudos acadêmicos, de órgãos oficiais do governo e base de dados dos índices de mortalidade no Brasil, com atualização dinâmica pelos cartórios de registro civil e grande detalhamento de dados”, comenta.

CENÁRIO REGIONAL
O Grande ABC acompanhou o panorama nacional e finalizou agosto deste ano com 1.774 mortes, contra 1.412 de 2019, acréscimo de 362 óbitos, ou seja, 25,6% de aumento. Por outro lado, segundo os dados das sete prefeituras, foram 424 mortes causadas pelo novo coronavírus em agosto de 2020, ou seja, não fosse a Covid, a região teria menos mortes para o mês comparando com o ano anterior.

O maior aumento (90,9%) foi registrado em Rio Grande da Serra, que passou de 11 para 21. Já Ribeirão Pires, mesmo com a Covid, teve cinco mortes a menos este ano (veja os dados das cidades na arte acima).  



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País tem agosto mais letal desde 2002

Impulsionado pela Covid, mês termina com 126.717 mortes, 17,1% a mais que os 108.178 do ano passado; na região, acréscimo foi de 25,6%

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

17/09/2020 | 00:01


O Brasil registrou este ano o mês de agosto mais mortal desde que se iniciou a série histórica de estatísticas dos cartórios de registro civil contabilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2002. Os dados apontam total de 126.717 mortes no mês, 17,1% a mais que os 108.178 óbitos de agosto de 2019. Em 2018, foram 112.573 baixas (+12,6%) e, em 2017, 112.116 (+13%) perdas.

Por outro lado, agosto deste ano registrou o menor número de óbitos por Covid desde maio. Com 24.966 falecimentos, teve queda de 13,7% em relação a julho, quando foram computadas 28.916 mortes causadas pelo novo coronavírus. Já com relação à soma dos óbitos por doenças respiratórias no Brasil, agosto registrou 55.359, queda de 8,1% em comparação ao mês de julho, quando foram registrados 60.270 falecimentos.

Além das 24.966 mortes por Covid, o equivalente a 19,7% do total, agosto ainda teve 6.334 óbitos por insuficiência respiratória, 11.047 por pneumonia, 11.067 por septicemia, 1.198 por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e 747 por causas respiratórias indeterminadas. As demais perdas foram causadas por AVC (Acidente Vascular Cerebral), com 8.114, infarto (8.135), causas cardiovasculares inespecíficas (8.215) e demais causas naturais (37.631). Há, ainda, 9.263 ocorridas por razões não-naturais, ou seja, decorrentes de causas externas violentas.

Para Luis Carlos Vendramin Júnior, vice-presidente da Arpen-Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais ), os dados disponibilizados pelo Portal da Transparência do Registro Civil (transparencia.registrocivil.org.br) seguem sendo importante ferramenta de combate à pandemia no País. “É importante que a população e o poder público possam ver esses altos números de mortes ocorridas durante o mês de agosto e, assim, utilizá-los em estudos sobre o impacto do novo coronavírus no País. Hoje, os dados do portal são fonte de estudos acadêmicos, de órgãos oficiais do governo e base de dados dos índices de mortalidade no Brasil, com atualização dinâmica pelos cartórios de registro civil e grande detalhamento de dados”, comenta.

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O Grande ABC acompanhou o panorama nacional e finalizou agosto deste ano com 1.774 mortes, contra 1.412 de 2019, acréscimo de 362 óbitos, ou seja, 25,6% de aumento. Por outro lado, segundo os dados das sete prefeituras, foram 424 mortes causadas pelo novo coronavírus em agosto de 2020, ou seja, não fosse a Covid, a região teria menos mortes para o mês comparando com o ano anterior.

O maior aumento (90,9%) foi registrado em Rio Grande da Serra, que passou de 11 para 21. Já Ribeirão Pires, mesmo com a Covid, teve cinco mortes a menos este ano (veja os dados das cidades na arte acima).  

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