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S.Bernardo mantém lote único no sistema de transporte público

Cidade é a única entre as sete maiores do Estado de São Paulo a conservar modelo que limita concorrência na operação de linhas de ônibus municipal


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

06/04/2019 | 07:00


 Responsável por atender 230 mil passageiros diariamente, o sistema de transporte público de São Bernardo é hoje o único entre as sete maiores cidades do Estado de São Paulo a manter lote único no seu modelo de gerenciamento do serviço, hoje controlado pela SBCTrans. O modelo é conservado no edital aberto em março e que prevê a concessão do sistema pelos próximos 25 anos, prorrogáveis por mais cinco.

Na contramão do critério de compartilhamento de áreas existentes em municípios vizinhos, desde 1998 São Bernardo tem sido a única entre as maiores cidades do Estado a não dividir o sistema – mecanismo que estimula disputa entre duas ou mais empresas, o que, na prática, segundo especialista, proporciona maior qualidade no serviço prestado, além de inovação. “A divisão dos lotes possibilita esse maior gerenciamento do sistema e melhor entendimento do serviço prestado”, afirma Humberto Pullin, engenheiro de tráfego e especialista em trânsito.

Segundo o estudioso, um dos exemplos da eficácia do modelo de lotes é a melhor compreensão da realidade dos usuários de diferentes áreas da cidade. “A necessidade de um passageiro do Centro não é a mesma de ponto afastado.”

O exemplo se aplica a Guarulhos, segunda maior cidade do Estado, onde três empresas operam o sistema: Viação Urbana Guarulhos, Campo dos Ouros, e Empresa de Ônibus Vila Galvão. No município, as 117 linhas são divididas em três lotes, permitindo equilíbrio na operação.

No Grande ABC, Santo André é outra que mantém o modelo. Com perfil populacional próximo ao de São Bernardo, a cidade possui hoje dois lotes. O primeiro é controlado pela União Santo André – composta por cinco empresas. Já o segundo diz respeito à região da Vila Luzita, área afastada do Centro, onde o serviço é operado pela Suzantur a título precário. A expectativa é a de que o contrato para futura concessão do lote seja republicado neste mês.

Também utilizam o modelo as cidades de São Paulo (32 lotes), Campinas (quatro), São José dos Campos (três) e Osasco (dois).

Questionada sobre o lote único, a Prefeitura de São Bernardo não quis dar detalhes sobre possíveis mudanças no padrão do sistema. Por meio da Empresa de Transporte Coletivo, limitou-se a dizer que, no edital da nova concessão, aberto no mês passado, permite a participação de mais de uma empresa em formato de consórcio. O Paço afirma, ainda, que a manutenção de viação ou consórcio de empresas como operador do serviço é “resultado dos estudos técnicos de viabilidade econômico-financeira da concessão, que, no caso, foram realizados por consultora”.



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S.Bernardo mantém lote único no sistema de transporte público

Cidade é a única entre as sete maiores do Estado de São Paulo a conservar modelo que limita concorrência na operação de linhas de ônibus municipal

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

06/04/2019 | 07:00


 Responsável por atender 230 mil passageiros diariamente, o sistema de transporte público de São Bernardo é hoje o único entre as sete maiores cidades do Estado de São Paulo a manter lote único no seu modelo de gerenciamento do serviço, hoje controlado pela SBCTrans. O modelo é conservado no edital aberto em março e que prevê a concessão do sistema pelos próximos 25 anos, prorrogáveis por mais cinco.

Na contramão do critério de compartilhamento de áreas existentes em municípios vizinhos, desde 1998 São Bernardo tem sido a única entre as maiores cidades do Estado a não dividir o sistema – mecanismo que estimula disputa entre duas ou mais empresas, o que, na prática, segundo especialista, proporciona maior qualidade no serviço prestado, além de inovação. “A divisão dos lotes possibilita esse maior gerenciamento do sistema e melhor entendimento do serviço prestado”, afirma Humberto Pullin, engenheiro de tráfego e especialista em trânsito.

Segundo o estudioso, um dos exemplos da eficácia do modelo de lotes é a melhor compreensão da realidade dos usuários de diferentes áreas da cidade. “A necessidade de um passageiro do Centro não é a mesma de ponto afastado.”

O exemplo se aplica a Guarulhos, segunda maior cidade do Estado, onde três empresas operam o sistema: Viação Urbana Guarulhos, Campo dos Ouros, e Empresa de Ônibus Vila Galvão. No município, as 117 linhas são divididas em três lotes, permitindo equilíbrio na operação.

No Grande ABC, Santo André é outra que mantém o modelo. Com perfil populacional próximo ao de São Bernardo, a cidade possui hoje dois lotes. O primeiro é controlado pela União Santo André – composta por cinco empresas. Já o segundo diz respeito à região da Vila Luzita, área afastada do Centro, onde o serviço é operado pela Suzantur a título precário. A expectativa é a de que o contrato para futura concessão do lote seja republicado neste mês.

Também utilizam o modelo as cidades de São Paulo (32 lotes), Campinas (quatro), São José dos Campos (três) e Osasco (dois).

Questionada sobre o lote único, a Prefeitura de São Bernardo não quis dar detalhes sobre possíveis mudanças no padrão do sistema. Por meio da Empresa de Transporte Coletivo, limitou-se a dizer que, no edital da nova concessão, aberto no mês passado, permite a participação de mais de uma empresa em formato de consórcio. O Paço afirma, ainda, que a manutenção de viação ou consórcio de empresas como operador do serviço é “resultado dos estudos técnicos de viabilidade econômico-financeira da concessão, que, no caso, foram realizados por consultora”.

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